Casas Bahia fecha quase 300 lojas e demite cerca de 2 mil funcionários
Casas Bahia fecha quase 300 lojas e demite cerca de 2 mil funcionários
Rede acelera plano de cortes após prejuízos bilionários e pressão do cenário econômico; fechamento atinge quase 30% das unidades físicas
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Casas Bahia está enfrentando um dos maiores enxugamentos de sua história recente, com o fechamento de 298 lojas em todo o país e a demissão de cerca de 1,9 mil a 2 mil funcionários. Esse corte representa 28,7% de todas as unidades físicas da rede e é uma medida agressiva para tentar reduzir custos e estabilizar o fluxo de caixa, que está pressionado devido a uma sequência de prejuízos bilionários.
- O enxugamento é uma resposta ao ambiente de forte restrição no consumo, com endividamento das famílias e juros elevados reduzindo a capacidade de compra dos clientes e aumentando as despesas financeiras da varejista. A empresa registrou um prejuízo de quase R$ 1,1 bilhão no primeiro trimestre, mais que o dobro do resultado negativo do mesmo período do ano anterior, e está tentando aliviar o caixa alongando prazos de pagamento à indústria e enfrentando atrasos em repasses a lojistas do marketplace e pagamentos via Pix.
Foto: Divulgação
A Casas Bahia iniciou um dos maiores enxugamentos de sua história recente. A varejista está fechando 298 lojas em todo o país e promovendo a demissão de cerca de 1,9 mil a 2 mil funcionários, segundo informações apuradas pelo jornal Valor Econômico. Fontes do setor apontam que o total de desligamentos pode chegar a 3 mil pessoas. O corte representa 28,7% de todas as unidades físicas da rede, um movimento muito mais agressivo que o padrão dos últimos anos, quando o encerramento de lojas acontecia de forma gradual — normalmente entre 20 e 30 pontos por ano. A medida ocorre em meio a uma sequência de prejuízos bilionários e à necessidade de reduzir custos para tentar estabilizar o fluxo de caixa. Pressão financeira e juros altos - A empresa enfrenta um ambiente de forte restrição no consumo. O endividamento das famílias e os juros elevados têm reduzido a capacidade de compra dos clientes e aumentado as despesas financeiras da varejista. Mesmo após entrar em recuperação extrajudicial em 2024 e renegociar dívidas com credores, o balanço segue pressionado. No primeiro trimestre, a Casas Bahia registrou prejuízo de quase R$ 1,1 bilhão, mais que o dobro do resultado negativo do mesmo período do ano anterior. Em 2025, o prejuízo consolidado não ajustado chegou a R$ 3 bilhões. Para tentar aliviar o caixa, a empresa tem alongado prazos de pagamento à indústria e enfrentado atrasos em repasses a lojistas do marketplace e pagamentos via Pix. A divulgação do balanço do segundo trimestre, prevista para quarta (12), foi adiada para esta sexta (14), e a teleconferência de resultados ficou para o dia 17. Desempenho da rede - O impacto maior está nas lojas físicas. A receita bruta consolidada do primeiro trimestre cresceu 6,4%, alcançando R$ 8,8 bilhões, impulsionada principalmente pelo avanço das vendas online de produtos próprios, que subiram 26% — incluindo operações via parceiros como o Mercado Livre. Já as vendas nas lojas físicas caíram 1,8%, e o marketplace de terceiros recuou 0,6%. A margem bruta permaneceu estável em 30,3%. Em relatório recente, a administração da Casas Bahia afirmou que mantém monitoramento constante da performance de cada unidade e que continuará encerrando operações que não apresentem retorno. A empresa foi procurada mas não comentou o assunto.
Deputados propõem reduzir FGTS pela metade em troca do fim da escala 6x1
Deputados propõem reduzir FGTS pela metade em troca do fim da escala 6x1
Emenda apresentada na Câmara condiciona nova jornada a cortes de encargos trabalhistas e benefícios fiscais para empresas
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O debate sobre o fim da escala 6x1 ganhou força na Câmara dos Deputados após a apresentação de uma emenda que propõe reduzir pela metade o depósito do FGTS como contrapartida para a mudança na jornada. A proposta é liderada pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS) e visa evitar aumento de custos às empresas. O projeto pretende reduzir a carga máxima de 44 para 36 horas semanais em 10 anos.nnA emenda recebeu apoio de 176 deputados e sugere o corte do depósito mensal do FGTS, isenção do INSS patronal apenas para novas contratações, benefícios fiscais e créditos tributários para micro e pequenas empresas.,
Foto: Ricardo Rimoli | Câmara dos Deputados
O debate sobre o fim da escala 6x1 ganhou força na Câmara dos Deputados após a apresentação de uma emenda que propõe reduzir pela metade o depósito do FGTS como contrapartida para a mudança na jornada. O texto foi protocolado no fim do prazo e passou a orientar a articulação de parlamentares da oposição e do Centrão. A proposta é liderada pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS), que defende medidas de compensação para evitar aumento de custos às empresas. Segundo ele, setores como comércio e serviços seriam os mais afetados pela redução da carga semanal sem ajustes fiscais. O relator do projeto na comissão especial, Reginaldo Lopes (PT-MG), vai avaliar se as mudanças serão incorporadas ao parecer final. O que propõe a emenda: A emenda recebeu apoio de 176 deputados, incluindo nomes da oposição como Nikolas Ferreira (PL-MG), Bia Kicis (PL-DF), Zé Trovão (PL-SC) e Marco Feliciano (PL-SP). O grupo afirma que a redução da jornada sem compensações pode gerar demissões e pressionar a economia. As principais medidas sugeridas são: Corte no FGTS — Depósito mensal cairia de 8% para 4% do salário. Isenção do INSS patronal — Alíquota de 20% seria zerada, mas apenas para novas contratações. Benefícios fiscais — Gastos com novos funcionários poderiam ser abatidos do IRPJ e da CSLL. Créditos tributários — Micro e pequenas empresas do Simples teriam abatimentos extras. O texto também prevê um prazo de adaptação de 10 anos para que a nova jornada passe a valer totalmente. Como é o projeto original: A proposta que deu origem ao debate reduz a carga máxima de 44 para 36 horas semanais, com transição gradual: 40 horas no primeiro ano e queda de uma hora por ano até chegar ao limite final. O texto proíbe redução salarial. Próximos passos: As negociações são conduzidas pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, que mantém reuniões com líderes partidários e representantes do setor produtivo. A comissão especial pretende acelerar votações e debates nos próximos dias. O projeto segue em análise na Câmara e ainda não tem data para ser votado no plenário.
Após sofrer prejuízo de R$ 500 milhões, Record fará demissões em diversas áreas
Após sofrer prejuízo de R$ 500 milhões, Record fará demissões em diversas áreas
A expectativa é de que os principais cortes ocorram na área do jornalismo da emissora, que supostamente recebem os melhores salários
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Foto: Reprodução
- Executivos da Record foram avisados, na semana passada, que vão precisar realizar cortes em suas equipes devido à diminuição de verbas no orçamento da emissora. A informação foi divulgada pelo portal Notícias da TV nesta segunda-feira (3). A previsão é de que todas as áreas da emissora sejam impactadas, inclusive nos casos de redes afiliadas. Além disso, os principais cortes devem ocorrer nas equipes de jornalismo, que supostamente recebem os melhores salários da empresa. Os cortes no orçamento são um reflexo da queda nas vendas de publicidade, assim como o aumento dos custos de produção. Esta não é a primeira vez que a Record precisa realizar cortes no orçamento, já que em 2022 a emissoria já havia registrado um prejuízo histórico de R$ 517 milhões.
























