Javier Milei endurece regras e poderá barrar ou expulsar estrangeiros por ataques à Argentina
Novo decreto prevê punições para quem promover discurso de ódio, discriminação ou ofensas aos símbolos nacionais; medida ocorre em meio à tensão com o Brasil
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O presidente da Argentina, Javier Milei, assinou um decreto que endurece as regras para a entrada e permanência de estrangeiros, permitindo a expulsão ou o impedimento de ingresso de indivíduos que promovam discursos de ódio, discriminação ou realizem ofensas aos símbolos nacionais do país. A medida, de acordo com o governo argentino, visa resguardar a defesa do país e de seus cidadãos, estabelecendo barreiras para quem incitar a violência motivada por questões de nacionalidade.
- A iniciativa é anunciada em meio ao acirramento das tensões diplomáticas entre Argentina e Brasil, intensificadas após críticas de Milei ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, em evento em São Paulo. Como resposta, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil convocou o embaixador argentino e chamou o embaixador brasileiro de volta a Brasília para consultas, sinalizando um forte desgaste nas relações bilaterais.
Foto: Reprodução | X
O presidente da Argentina, Javier Milei, assinou um decreto que endurece as regras para a entrada e permanência de estrangeiros no país. A medida, anunciada nesta quarta-feira (29), autoriza o governo argentino a impedir o ingresso ou expulsar pessoas que promovam discursos de ódio, discriminação ou violência contra cidadãos argentinos por causa de sua nacionalidade. Segundo o governo, o decreto também prevê sanções para quem praticar atos considerados ofensivos aos símbolos nacionais da Argentina. Em nota oficial, a Presidência afirmou que a defesa do país e de seus cidadãos é "inegociável" e que pessoas que atacarem a Argentina não serão bem-vindas. O texto estabelece que poderão ser barrados ou expulsos estrangeiros que incentivem o ódio contra argentinos, promovam discriminação, defendam atos de violência motivados pela nacionalidade ou desrespeitem os símbolos oficiais do país. As regras de aplicação da medida ainda serão regulamentadas pelo governo argentino. A decisão foi anunciada em meio ao aumento da tensão diplomática entre Argentina e Brasil. O clima entre os dois países piorou após Javier Milei participar de um evento político em São Paulo, onde fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Após as declarações, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil convocou o embaixador da Argentina para prestar esclarecimentos e chamou de volta a Brasília o embaixador brasileiro em Buenos Aires para consultas diplomáticas, em um gesto que demonstra o desgaste nas relações entre os dois países.
Governo Lula convoca embaixador na Argentina após ataque de Milei a Alexandre de Moraes
Javier Milei criticou Alexandre de Moraes durante evento político em São Paulo, provocando reação do governo brasileiro.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O governo brasileiro, sob a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, convocou o embaixador do Brasil na Argentina, Julio Bitelli, para consultas em Brasília. A medida foi tomada em resposta às duras ofensas proferidas pelo presidente argentino Javier Milei contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, durante um evento político realizado em São Paulo.
- Embora a convocação do diplomata sinalize uma grave tensão diplomática e a insatisfação do Itamaraty, a decisão não representa o rompimento formal das relações bilaterais entre os dois países. Em repúdio às declarações de Milei, o presidente do STF, Edson Fachin, afirmou em nota oficial que a Corte deplora manifestações incompatíveis com a civilidade que deve reger as relações entre Estados.
Foto: Reprodução
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou o embaixador do Brasil na Argentina, Julio Bitelli, para consultas após as declarações do presidente argentino Javier Milei contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A decisão foi anunciada pelo Ministério das Relações Exteriores na madrugada deste domingo (26). Segundo o Itamaraty, Bitelli retornará ao Brasil para reuniões sobre os desdobramentos da crise diplomática. A convocação de um embaixador é considerada um dos principais instrumentos usados por um país para demonstrar insatisfação com atitudes ou declarações de outro governo. No sábado (25), durante um evento político em São Paulo, Milei chamou Alexandre de Moraes de "lixo careca" ao criticar a decisão do ministro que negou sua visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso por decisão judicial relacionada à investigação sobre tentativa de golpe de Estado. A declaração provocou reação imediata das autoridades brasileiras. Em nota oficial, o presidente do STF, Edson Fachin, afirmou que a Corte "deplora manifestações incompatíveis com a civilidade que deve caracterizar as relações entre os Estados". Apesar da medida, a convocação do embaixador não representa rompimento das relações diplomáticas entre Brasil e Argentina, mas sinaliza um momento de tensão e a reavaliação da condução das relações entre os dois países.
























