Anvisa suspende autorização de importação da vacina Covaxin
Decisão foi tomada após a Bharat Biotech informar que Precisa Medicamentos não representa mais a empresa indiana no Brasil
Por: Geovana Oliveira
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Foto: Divulgação
- A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu nesta terça-feira (27) a autorização emergencial para importação e distribuição da vacina Covaxin, usada contra a Covid-19. De acordo com a Anvisa, a decisão foi tomada após a Bharat Biotech informar que a Precisa Medicamentos não possui mais autorização para representar a empresa indiana no Brasil. A agência explicou que a medida prevalece “até que sobrevenham novas informações que permitam concluir pela segurança jurídica e técnica da manutenção da deliberação que autorizou a importação”.
Bolsonaro diz que não tem como saber o que acontece nos ministérios, sobre caso Covaxin
Por: Geovana Oliveira
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Foto: Reprodução | Reuters
- Ao comentar com apoiadores nesta segunda-feira (28) a denúncia de irregularidades na compra da vacina Covaxin, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que não tem como saber o que acontece nos ministérios de seu governo. "Ele [o deputado Luis Miranda] que apresentou [informações sobre a compra da vacina], eu nem sabia como é que estavam as tratativas da Covaxin porque são 22 ministérios. Só o ministério do Rogério Marinho [Desenvolvimento Regional] tem mais de 20 mil obras. [O Ministério da Infraestrutura], do Tarcísio [de Freitas] não sei, deve ter algumas dezenas, centenas de obras." "Não tenho como saber. O da Damares [Alves, ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos], o da Justiça, o da Educação. Não tenho como saber o que acontece nos ministérios, vou na confiança em cima de ministro, e nada fizemos de errado", disse Bolsonaro. Bolsonaro reconheceu novamente ter recebido a visita de Luis Miranda, mas afirmou que "aqui vem tudo quanto é tipo de gente". "Não posso falar: 'Você é deputado, deixa eu ver tua ficha aí'. Eu ia receber pouca gente. Recebo todo mundo", disse. O presidente também rebateu o entendimento de que o caso Covaxin trinca o discurso anticorrupção do governo. "Agora, os caras botam a narrativa 'a vacina fissura o governo Bolsonaro no tocante à corrupção'", queixou-se o presidente, que alegou que nenhuma vacina foi de fato comprada. "Inventaram a corrupção virtual, né? Não recebemos uma dose, não pagamos um centavo", disse Bolsonaro. O contrato de R$ 1,6 bilhão para a compra da Covaxin entrou na mira da CPI, que suspeita de favorecimento para a vacina indiana e, em particular, para a empresa brasileira Precisa Medicamentos, que atuou como intermediária no negócio. A Covaxin é a vacina mais cara negociada pelo governo federal, com valor de R$ 80 a dose. Além disso, as negociações foram concluídas em tempo recorde, quando comparada com os processos com a Pfizer e o Instituto Butantan. A CPI da Covid pode comunicar ao Supremo Tribunal Federal (STF) o cometimento de crime de prevaricação (retardar ou deixar de praticar ato de ofício para satisfazer interesse pessoal) por parte do presidente Jair Bolsonaro.























