Lula: ‘Não aceito a ideia do Trump de que facções criminosas são terroristas’
Lula: ‘Não aceito a ideia do Trump de que facções criminosas são terroristas’
Presidente defende investimentos em forças de segurança e reforço na defesa das fronteiras porque o líder dos EUA ‘está atrás de minerais críticos e de petróleo’
Por: Gabriela da Cunha e Gabriel Hirabahasi
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- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a classificação das facções criminosas como terroristas feita pelo governo dos EUA sob Donald Trump, defendendo que a segurança pública no Rio de Janeiro deve ser tratada como questão de soberania nacional. Lula destacou investimentos nas forças de segurança, no policiamento de fronteiras e na participação de mulheres na Polícia Rodoviária Federal, apontando que o plano de Ações Integradas para o Enfrentamento ao Crime Organizado pode servir de modelo para todo o país.
Foto: Pedro Kirilos | Estadão
Em agenda para tratar de segurança pública no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez críticas à decisão do governo americano de Donald Trump de classificar facções criminosas como terroristas. O presidente defendeu ainda investimentos nas forças de segurança e no policiamento de fronteiras como uma questão estratégica de soberania nacional. Lula argumentou também que “terrorista é o (Jair) Bolsonaro, que tentou matar a mim e ao Alexandre de Moraes”. “Bandidos são terroristas para as pessoas que estão na periferia. Mas não aceito a ideia do Trump de que facções criminosas são terroristas”, afirmou. Lula fez o acompanhamento das Ações Integradas para o Enfrentamento ao Crime Organizado no Rio de Janeiro. O plano prevê uma cooperação entre o governo federal, o governo estadual e a prefeitura no âmbito da segurança pública. Lula defendeu que, se a iniciativa “der certo no Rio, dará em qualquer lugar”. “Estamos tendo um novo começo para criar um novo padrão de segurança nesse País”, argumentou. Em um aceno à força feminina de segurança, elogiou a presença de agentes mulheres da PRF no evento. “Temos de ter mais mulheres na PRF para fazer inteligência. Elas são mais inteligentes do que os homens.” O presidente se comprometeu em transformar 138 prisões em presídios de segurança máxima e defendeu mudanças na gestão das unidades. “Advogado para visitar o preso tem de ter critério. Cadeia não é lugar para comandar quadrilha, é para pagar pelo crime que cometeu”, afirmou.
























