Operação Overclean: STF nega busca contra ACM Neto; investigação apura contratos de R$ 80 milhões
Ministro Nunes Marques negou pedido da Polícia Federal, que havia recebido parecer favorável da PGR.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Kassio Nunes Marques, negou o pedido da Polícia Federal (PF) para efetuar buscas contra o candidato à governadoria da Bahia, ACM Neto (União Brasil), no âmbito da décima fase da Operação Overclean. A operação investiga supostas irregularidades em contratos da Secretaria de Educação de Belo Horizonte, que somam mais de R$ 80 milhões, e já cumpriu 24 mandados de busca em seis estados, incluindo Minas Gerais, Bahia e São Paulo.
- A PF apura possíveis fraudes em licitações, organização criminosa e lavagem de dinheiro, envolvendo ACM Neto, o ex‑secretário Bruno Barral e o empresário José Marcos de Moura, conhecido como “Rei do Lixo”. ACM Neto negou qualquer envolvimento, alegando tentativa de interferência eleitoral, enquanto a investigação segue em andamento sem decisão definitiva sobre o mérito das suspeitas.
Foto: Reprodução
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques negou um pedido da Polícia Federal (PF) para realizar buscas contra ACM Neto (União Brasil), candidato ao governo da Bahia. A solicitação foi feita no âmbito da décima fase da Operação Overclean, deflagrada nesta quinta-feira (17), que investiga suspeitas de irregularidades em contratos da Secretaria de Educação de Belo Horizonte, em Minas Gerais. A Procuradoria-Geral da República (PGR) havia se manifestado favoravelmente à medida, mas o ministro não autorizou a busca contra o político. A investigação apura possíveis fraudes em contratações realizadas entre 2024 e 2025, envolvendo serviços e materiais didáticos. Segundo a Polícia Federal, pelo menos três procedimentos investigados resultaram em contratos que, somados, ultrapassam R$ 80 milhões. Outros contratos também estão sob apuração. Ao todo, são cumpridos 24 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Tocantins, Paraná e Espírito Santo.De acordo com informações divulgadas pela imprensa, a PF investiga se ACM Neto participou da indicação de Bruno Barral para a Secretaria de Educação de Belo Horizonte com o objetivo de favorecer empresários em licitações públicas. Barral ocupou o cargo durante a gestão do prefeito Fuad Noman e já havia trabalhado com ACM Neto na Prefeitura de Salvador, quando o político baiano administrou a capital entre 2013 e 2020. O ex-secretário está entre os alvos da nova fase da operação. A investigação também alcança o empresário José Marcos de Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, e outros empresários. A PF apura possíveis crimes contra a administração pública, fraude em licitações e contratos, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As suspeitas ainda estão em investigação e não representam uma condenação. Em manifestação divulgada nesta quinta-feira, ACM Neto negou qualquer relação com os fatos investigados e afirmou que a divulgação do pedido de busca representa uma tentativa de interferência no processo eleitoral. O candidato também declarou que considera as suspeitas infundadas. A negativa do pedido de busca pelo STF não significa, por si só, o encerramento da investigação ou uma decisão definitiva sobre o mérito das suspeitas. A operação segue em andamento, e a Polícia Federal continua apurando os contratos e a possível participação dos investigados.
























