Justiça condena policial militar da reserva por formação de milícia privada em Correntina
Segundo o MP-BA, grupo atuava há mais de dez anos em conflitos fundiários e intimidava comunidades tradicionais na região de Correntina.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O policial militar da reserva Carlos Erlani Gonçalves Santos e o comparsa José Carlos Alves dos Santos foram condenados à prisão pelo crime de formação e manutenção de milícia privada armada no município de Correntina, localizado no oeste da Bahia. De acordo com as investigações da Operação Terra Justa, coordenada pelo Ministério Público estadual (MP-BA) em 2025, o grupo criminoso atuava há mais de dez anos na invasão de propriedades rurais e na intimidação violenta de comunidades tradicionais de fundo e fecho de pasto na região da Bacia do Rio Corrente.
- A organização criminosa operava com estrutura paramilitar, utilizando armamento pesado, fardamento padronizado e postos de vigilância clandestinos, simulando o funcionamento de uma empresa de segurança privada sem autorização da Polícia Federal. Carlos Erlani foi apontado pela Justiça como o líder do bando, sendo responsável pelo comando, gestão de recursos e distribuição de tarefas. Como a decisão judicial de primeira instância ainda cabe recurso, ambos os réus poderão responder ao processo em liberdade até o trânsito em julgado.
Foto: Reprodução - MPBA
O policial militar da reserva Carlos Erlani Gonçalves Santos foi condenado a seis anos e oito meses de prisão por formação e manutenção de milícia privada armada na região de Correntina, no oeste da Bahia. A sentença foi proferida nesta terça-feira (4), e estabelece o cumprimento da pena, inicialmente, em regime semiaberto. Na mesma decisão, José Carlos Alves dos Santos também foi condenado pelo mesmo crime e recebeu pena de cinco anos e quatro meses de reclusão, igualmente em regime semiaberto. Como a sentença ainda cabe recurso, os dois poderão responder ao processo em liberdade até o trânsito em julgado. De acordo com o Ministério Público da Bahia (MP-BA), Carlos Erlani era apontado como líder de um grupo criminoso investigado por atuar em invasões de terras e na intimidação de comunidades tradicionais de fundo e fecho de pasto na região da Bacia do Rio Corrente. As investigações fazem parte da Operação Terra Justa, deflagrada em abril de 2025 para combater grupos armados envolvidos em conflitos fundiários. A ação contou com apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar da Bahia e da Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe Cerrado). Segundo a denúncia do MP-BA, a organização criminosa manteve atuação por mais de dez anos em propriedades rurais de Correntina. O grupo operava com estrutura considerada paramilitar, utilizando armas de fogo, fardamento padronizado e postos de vigilância para intimidar moradores e lideranças comunitárias. Ainda conforme a investigação, a milícia se apresentava como empresa de segurança privada sem autorização da Polícia Federal. Entre as práticas atribuídas ao grupo estão a restrição do acesso de moradores às áreas tradicionalmente ocupadas, a destruição de cercas e ações de esbulho possessório. Na sentença, a Justiça concluiu que havia uma organização armada, estável e hierarquizada voltada à prática de crimes. A decisão também aponta que Carlos Erlani exercia função de comando, sendo responsável pela gestão de recursos, distribuição de tarefas e controle do armamento utilizado pelo grupo. Durante a Operação Terra Justa, em 2025, foram apreendidos armas, munições e equipamentos de comunicação. A denúncia que resultou na condenação foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do MP-BA, com investigações conduzidas em parceria com a Coordenação de Conflitos Fundiários e de Grandes Múltiplas Vilas e Áreas Urbanas da Polícia Civil da Bahia.
Bom Jesus da Lapa recebe a 49ª Romaria da Terra e das Águas
Bom Jesus da Lapa recebe a 49ª Romaria da Terra e das Águas
Evento será realizado entre sexta-feira (3) e domingo (5), com missas, caminhadas, plenárias e atividades culturais.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A 49ª Romaria da Terra e das Águas será realizada em Bom Jesus da Lapa, no oeste da Bahia, entre sexta-feira (3) e domingo (5). O evento, promovido pela Igreja Católica, espera reunir milhares de romeiros de diversas regiões para três dias de celebrações religiosas, debates e atividades focadas na defesa da vida e na preservação ambiental. Com o tema "Cuidar da Morada Comum: essa é a nossa missão", a edição deste ano busca reforçar a importância da proteção da natureza e da solidariedade, inspirada na frase do Papa Leão XIV.
- A programação inclui a celebração da Santa Missa, a abertura da tradicional Feira dos Povos da Terra e das Águas, plenárias, Via-Sacra pelas ruas da cidade e apresentações culturais. O encerramento no domingo contará com a Grande Plenária e missas de envio, reiterando o compromisso com a justiça social e o meio ambiente. Consolidada há quase cinco décadas, a Romaria também promove reflexões sobre direitos humanos, valorização das comunidades tradicionais e agricultura familiar, com expectativa de grande movimentação econômica e turística na cidade.
Foto: CIMI
Bom Jesus da Lapa, no oeste da Bahia, será palco da 49ª edição da Romaria da Terra e das Águas entre sexta-feira (3) e domingo (5). Promovido pela Igreja Católica, o evento deve reunir milhares de romeiros de diversas regiões do estado para três dias de celebrações religiosas, debates e atividades voltadas à defesa da vida e da preservação ambiental. A edição deste ano traz como tema "Cuidar da Morada Comum: essa é a nossa missão", inspirado na frase atribuída ao Papa Leão XIV: "Se querem cultivar a paz, cuidem da criação." A proposta é reforçar a importância da proteção da natureza e da solidariedade entre os povos. A programação começa na noite de sexta-feira, às 19h, com a celebração da Santa Missa, seguida da abertura oficial da tradicional Feira dos Povos da Terra e das Águas, instalada na Praça Monsenhor Turíbio Vila Nova. No sábado, os participantes acompanharão plenárias, momentos de formação, celebrações religiosas, a Via-Sacra pelas ruas da cidade e apresentações culturais durante a noite. As atividades reúnem representantes de pastorais, movimentos sociais, comunidades tradicionais e fiéis de diferentes dioceses. O encerramento acontece no domingo com a Grande Plenária, missas e atividades de envio dos romeiros, marcando o compromisso dos participantes com a defesa da vida, da justiça social e do meio ambiente. Realizada há quase cinco décadas, a Romaria da Terra e das Águas se consolidou como um dos principais encontros religiosos e sociais da Bahia. Além da expressão de fé, o evento promove reflexões sobre direitos humanos, preservação dos recursos naturais, valorização das comunidades tradicionais e fortalecimento da agricultura familiar. A expectativa da organização é de grande participação de romeiros durante os três dias, movimentando também o comércio, a rede hoteleira e os serviços de Bom Jesus da Lapa.























