PF suspeita que R$ 750 mil usados em filme sobre Bolsonaro tenham origem em emendas parlamentares
Investigação autorizada pelo STF apura suposto desvio de recursos públicos; deputado Mário Frias é citado e Flávio Bolsonaro não é alvo deste inquérito.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Polícia Federal abriu a Operação Make Up para investigar suspeita de desvio de R$ 750 mil destinados ao filme "Dark Horse", que retrata a trajetória do ex‑presidente Jair Bolsonaro, possivelmente provenientes de emendas parlamentares do deputado Mario Frias (PL‑SP). A apuração aponta movimentações entre o Instituto Conhecer Brasil, a produtora Go Up Entertainment e a NTT Brasil, além de pagamentos a hotel e empresa de alimentação durante as gravações.
- A PF indica a existência de uma organização criminosa que teria usado recursos públicos de forma irregular, cumprindo 49 mandados de busca em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. A defesa de Frias não foi localizada, Karina Gama nega irregularidades e o senador Flávio Bolsonaro não é investigado neste caso.
Foto: Reprodução
A Polícia Federal (PF) investiga a suspeita de que R$ 750 mil destinados à produção do filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tenham origem em recursos públicos provenientes de emendas parlamentares do deputado federal Mário Frias (PL-SP). A apuração embasou a Operação Make Up, deflagrada nesta quinta-feira (10) por determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo é investigar um suposto esquema de desvio de verbas públicas repassadas por meio de emendas parlamentares a uma organização da sociedade civil. Segundo a PF, a investigação identificou movimentações financeiras envolvendo o Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina Gama, que também é proprietária da Go Up Entertainment, produtora responsável pelo filme. As apurações apontam que duas empresas receberam R$ 700 mil do ICB entre fevereiro e março de 2025. Posteriormente, entre novembro e dezembro do mesmo ano, a NTT Brasil, pertencente ao mesmo grupo empresarial, transferiu R$ 750 mil para a Go Up Entertainment. A Polícia Federal afirma que ainda não é possível concluir que os recursos tenham origem direta nas verbas públicas, mas destaca a coincidência entre os valores movimentados e o período das transferências. Durante a investigação, também foram identificados pagamentos de aproximadamente R$ 906,7 mil a um hotel e outros R$ 653 mil a uma empresa de alimentação durante as gravações do filme, realizadas entre outubro e dezembro de 2025. Outro ponto destacado pela PF é a transferência de R$ 645,4 mil feita por Mário Frias à Go Up Entertainment em menos de 60 dias. Conforme a corporação, o montante seria incompatível com os rendimentos mensais de um deputado federal, estimados em cerca de R$ 44 mil. A operação cumpriu 49 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. Em nota, a Polícia Federal informou que as investigações apontam para a atuação de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados, suspeita de direcionar recursos de emendas parlamentares para empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação da prestação dos serviços. Segundo a corporação, as tentativas de ocultar os desvios teriam ocorrido até julho deste ano. A defesa de Mário Frias não foi localizada até a publicação desta reportagem. Já Karina Gama negou irregularidades em declaração à coluna da jornalista Mônica Bergamo, afirmando que se sente ameaçada e que não tem informações a delatar caso venha a ser presa. O senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, não é investigado neste inquérito. Ele responde a uma investigação distinta relacionada ao filme, sob relatoria do ministro André Mendonça, e sempre afirmou que a produção não utilizou recursos públicos.
Morre aos 83 anos o ator e diretor Gracindo Jr., veterano da TV brasileira
Morre aos 83 anos o ator e diretor Gracindo Jr., veterano da TV brasileira
Artista tinha mais de cinco décadas de carreira e participou da inauguração da TV Globo, em 1965; causa da morte não foi divulgada.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Gracindo Jr., renomado ator e diretor brasileiro, faleceu aos 83 anos, conforme confirmado por seu filho Pedro Gracindo nesta quarta‑feira (2). Com mais de cinco décadas de carreira, ele marcou a história da TV Globo, participando da inauguração da emissora em 1965 e atuando em novelas icônicas como "Rosinha do Sobrado", "Padre Tião", "A Rainha Louca" e "O Bem‑Amado", além de dirigir a novela "Marron‑Glacé" e o programa "Os Trapalhões".
- Além de seu legado na Globo, Gracindo Jr. trabalhou na Record, contribuindo para a produção "Rei Davi", e teve como último filme "A Queda" (2022). Deixa quatro filhos – Daniela Duarte, Gabriel Gracindo e Pedro Gracindo – e um vasto legado no teatro, rádio, cinema e na criação dos primeiros videoclipes exibidos pelo "Fantástico".
O ator Gracindo Júnior - reprodução
Morreu, aos 83 anos, o ator e diretor Gracindo Jr. A morte foi confirmada na manhã desta quarta-feira (2) pelo filho do artista, Pedro Gracindo. A causa não foi informada pela família. Com mais de 50 anos dedicados ao teatro, televisão, rádio e cinema, Gracindo Jr. participou da inauguração da TV Globo, em 1965, e integrou o elenco de novelas e programas que marcaram a história da emissora. Entre os trabalhos na Globo estão Rosinha do Sobrado, Padre Tião, A Rainha Louca, A Próxima Atração, Os Ossos do Barão, Supermanoela, O Bem-Amado e O Casarão. Ele também atuou ao lado do pai, o consagrado ator Gracindo Júnior, em produções da televisão brasileira. Além da atuação, Gracindo Jr. ganhou destaque como diretor. Foi responsável pela novela Marron-Glacé e pelo programa Os Trapalhões, além de participar da criação e apresentação dos primeiros videoclipes de artistas brasileiros exibidos pelo Fantástico. Sua última novela na Globo foi Como Uma Onda. O ator também participou da produção Rei Davi, da Record, e teve como último trabalho o filme A Queda, lançado em 2022. Gracindo Jr. deixa quatro filhos: Daniela Duarte, Gabriel Gracindo e Pedro Gracindo.
Governo da Bahia inaugura empresa para fortalecer audiovisual
Governo da Bahia inaugura empresa para fortalecer audiovisual
Empresa vai apoiar produção, distribuição e novos investimentos.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O Governo da Bahia inaugurou neste domingo (28) a Bahia Filmes, marcando a criação da primeira empresa pública estadual do setor audiovisual no Brasil. Vinculada à Secretaria de Cultura (Secult-BA), a iniciativa visa fortalecer a produção baiana, ampliar a captação de investimentos e apoiar a distribuição de obras locais, impulsionando toda a cadeia produtiva do segmento.
- A criação da empresa faz parte do Plano Plurianual 2024-2027, com o governador Jerônimo Rodrigues destacando-a como um avanço na política cultural do estado. Durante a cerimônia, foram anunciados ainda a regulamentação da Bahia Film Commission, o lançamento de editais e a concessão do Cine Glauber Rocha, ações que reforçam o compromisso com o incentivo à produção, exibição e comercialização de obras, além de desenvolver áreas como pesquisa, formação e novas tecnologias, recebendo grande aprovação de profissionais do setor.
Foto: Thuane Maria/GOVBA
O Governo da Bahia inaugurou, neste domingo (28), a Bahia Filmes, primeira empresa pública estadual voltada ao setor audiovisual no Brasil. Vinculada à Secretaria de Cultura do Estado (Secult-BA), a iniciativa tem como objetivo fortalecer a produção audiovisual baiana, ampliar a captação de investimentos e apoiar a distribuição de obras produzidas no estado. A criação da empresa faz parte do Plano Plurianual (PPA) 2024-2027 e busca impulsionar toda a cadeia produtiva do audiovisual, oferecendo suporte a produtores, realizadores e empresas do setor. Durante a cerimônia de inauguração, realizada na sede da Bahia Filmes, no bairro do Comércio, em Salvador, o governador Jerônimo Rodrigues destacou a parceria com o Governo Federal e afirmou que a nova estrutura representa um avanço para a política cultural da Bahia. Na ocasião, também foram anunciados o decreto que regulamenta a Bahia Film Commission, além do lançamento de editais do Programa Arranjos Regionais, de um chamamento público para comercialização de filmes em salas de cinema e da concessão do Cine Glauber Rocha. Segundo o secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro, a Bahia Filmes atuará no incentivo à produção, exibição e comercialização de obras audiovisuais, além de desenvolver ações nas áreas de pesquisa, formação profissional, inovação, games e novas tecnologias. O diretor-presidente da empresa, o cineasta Pola Ribeiro, afirmou que a iniciativa nasce para coordenar e fortalecer o ambiente de produção audiovisual no estado, acompanhando as transformações tecnológicas do setor. Profissionais da área também comemoraram a criação da empresa. A produtora Ailly Cavalcante afirmou que a iniciativa poderá ampliar a visibilidade das produções baianas, enquanto o ator Daniel Ferreira destacou que o projeto cria novas oportunidades para artistas que desejam construir carreira sem precisar deixar a Bahia.
























