Cid delata ao menos 5 reuniões golpistas de Bolsonaro e militares
Uma das reuniões aconteceu em 5 de julho de 2022 e contou com a presença de Bolsonaro e seus ministros
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Foto: Reprodução
- O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), disse em depoimento à Polícia Federal (PF) que ao menos cinco reuniões com a presença direta do ex-mandatário em conjunto com a cúpula do governo e de militares. As informações são da coluna de Bela Megale do jornal O Globo. Na oitiva da segunda-feira (11) que durou quase nove horas, Cid confirmou que uma minuta com proposta de um decreto de golpe de Estado foi ajustada a pedido de Bolsonaro e que o texto corrigido teria sido discutido e uma nova reunião, na qual participaram o ex-mandatário e comandantes das Forças Armadas. O tenente-coronel disse que soube da reunião, mas que não chegou a participar. Cid também delatou um encontro no dia 12 de dezembro de 2022 em que Cid e outros militares discutiram estratégias ligadas a uma ação golpista. Outra reunião aconteceu no dia 28 de dezembro com a participação de oficiais das forças especiais e assistentes de generais supostamente favoráveis ao golpe. Outra reunião delatada aconteceu no dia 5 de julho de 2022, na qual Bolsonaro se encontrou com seus ministros, a qual a Polícia Federal identificou uma dinâmica golpista.
Perícias nos celulares de Bolsonaro e Cid apontam suspeita de conta no exterior ligada ao ex-presidente
Foram identificadas transferências ao BB Americas, subsidiária internacional do Banco do Brasil, situada na Flórida
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- A Polícia Federal suspeita que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) possua uma conta bancária ligada a ele no exterior. A desconfiança da corporação surgiu em razão das perícias feitas nos aparelhos celulares do ex-mandatário e do tenente-coronel Mauro Cid, apreendidos durante uma operação de busca e apreensão, de acordo com o G1. Com as investigações, foram identificadas movimentações financeiras em uma conta bancária no BB Americas, subsidiária internacional do Banco do Brasil, situada na Flórida. Quem também possui uma conta nesta mesma instituição é Mauro Cid, segundo apurações da operação que investiga um grupo responsável por adulterar carteiras de vacinação do ex-presidente Jair Bolsonaro, familiares e auxiliares deles. Após os resultados das perícias, a PF pretende solicitar informações aos investigados a respeito da legalidade das contas bancárias no exterior. Análises dos materiais devem ser feitas após solicitação ao Ministério da Justiça para pedir ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos a quebra do sigilo das contas.























