Unicef: quase 20 milhões de crianças sofreram abuso sexual facilitado pela internet
Pesquisa aponta que redes sociais e aplicativos de mensagens concentram a maior parte dos casos.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Um relatório do UNICEF alerta que cerca de 20 milhões de jovens entre 12 e 17 anos foram vítimas de exploração ou abuso sexual facilitado pela tecnologia em apenas um ano, com 9 milhões coagidos a manter conversas de conteúdo sexual ou a enviar imagens íntimas contra a vontade. As redes sociais e aplicativos de mensagens respondem por aproximadamente 60 % dos casos, enquanto jogos online representam 14 % das ocorrências, e mais de 40 % das vítimas nunca denunciaram o crime.
- No Brasil, 19 % dos adolescentes entrevistados – quase 3 milhões – relataram sofrer violência sexual online, mas menos de 1 % dos casos foram oficialmente denunciados. O UNICEF recomenda fortalecer a orientação familiar, a educação digital e ampliar os canais de denúncia para proteger crianças e adolescentes no ambiente virtual.
Foto: Reprodução
Um relatório divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) acendeu um alerta sobre a violência sexual contra crianças e adolescentes no ambiente digital. Segundo o estudo, cerca de 20 milhões de jovens entre 12 e 17 anos foram vítimas de exploração ou abuso sexual facilitado pela tecnologia em apenas um ano, considerando dados de 21 países. A pesquisa mostra que aproximadamente 9 milhões de adolescentes foram coagidos a participar de conversas de conteúdo sexual ou a enviar imagens íntimas contra a própria vontade. Outros 4 milhões tiveram fotos ou vídeos vazados, enquanto 15 milhões foram expostos a conteúdos sexuais indesejados. O levantamento indica ainda que mais de 40% das vítimas nunca haviam contado o que aconteceu, o que reforça a preocupação com a subnotificação desses crimes. As redes sociais e aplicativos de mensagens responderam por cerca de 60% dos casos, com destaque para plataformas como Instagram, Facebook, Snapchat, TikTok e WhatsApp. Já os jogos online representaram 14% das ocorrências. No Brasil, o cenário também preocupa: 19% dos adolescentes entrevistados, o equivalente a quase 3 milhões de jovens, afirmaram ter sofrido algum tipo de violência sexual facilitada pela internet. Mesmo assim, menos de 1% dos casos foi oficialmente denunciado. O estudo também revela que, em muitos episódios, os agressores fazem uso de chantagem emocional e ameaças para obrigar as vítimas a enviar novas imagens ou manter conversas de teor sexual. Para o Unicef, o fortalecimento da orientação às famílias, da educação digital e dos canais de denúncia é fundamental para combater esse tipo de crime e proteger crianças e adolescentes no ambiente virtual.
Operação da Polícia Civil investiga crimes sexuais contra crianças e adolescentes em Botuporã
Mandados foram cumpridos na sede e na zona rural do município; celulares, notebook e pen drive foram apreendidos.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Polícia Civil da Bahia lançou a Operação Infância Protegida em Botuporã, cumprindo mandados de busca em sete endereços para investigar crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes. A investigação, iniciada em julho após requisição do Ministério Público, apontou oito suspeitos, incluindo um que teria forçado uma adolescente a gravar e enviar imagens íntimas, ameaçando divulgá‑las nas redes sociais. Nas diligências, foram apreendidos 11 celulares, um notebook e um pen drive, que serão analisados em perícia para identificar mais envolvidos.
- O caso destaca a atuação coordenada entre a Polícia Civil e o Ministério Público na proteção de menores, reforçando a importância de ações rápidas e de coleta de evidências digitais. A Operação visa não apenas punir os responsáveis, mas também prevenir novas ocorrências, demonstrando o compromisso do estado com a segurança infantil e a responsabilização de quem pratica crimes contra a infância.
Foto: Divulgação | Policia Civil
A Polícia Civil da Bahia deflagrou, nesta terça-feira (18), a Operação Infância Protegida para investigar crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes em Botuporã, no sudoeste do estado. Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em sete endereços, entre a sede e a zona rural do município. As diligências têm como alvo oito investigados por crimes como estupro de vulnerável, ameaça, produção e divulgação de conteúdo de cunho sexual envolvendo menores. Segundo a Polícia Civil, a investigação começou em julho deste ano, após uma requisição do Ministério Público. As apurações apontam que um dos investigados mantinha um relacionamento com uma adolescente e teria convencido a vítima a gravar atos de natureza sexual e enviar imagens íntimas. Ainda conforme a investigação, o suspeito passou a ameaçar divulgar o material nas redes sociais para obrigar a adolescente a manter relações com outros homens. Durante o inquérito, outras duas vítimas também foram identificadas. Nas buscas, os policiais apreenderam 11 celulares, um notebook e um pen drive. Os equipamentos serão submetidos à perícia e análise de dados para auxiliar no avanço das investigações e na identificação de possíveis outros envolvidos.
























