Governo anuncia proibição de bets no Brasil
Governo anuncia proibição de bets no Brasil
Medidas foram anunciadas nesta sexta-feira (25), com governo citando aumento do endividamento e apoio à proibição das apostas
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta sexta‑feira (25) uma medida provisória que proíbe a operação das casas de apostas (bets) no Brasil e lançou a terceira edição do programa Desenrola, voltado à renegociação de dívidas familiares. A iniciativa faz parte de um pacote governamental para conter o endividamento das famílias e chega na reta final do primeiro turno das eleições de 2026, após críticas de Lula ao setor, que ele descreveu como “vício em lucro” que destrói lares.
- A proposta inclui penas de quatro a seis anos de prisão e multas para quem explorar ou operar apostas de quota fixa, além de sanções de dois a quatro anos para publicidade, recrutamento e uso de dados pessoais. Segundo pesquisa da AtlasIntel, 75% da população apoia a proibição e 36% atribui a Lula a desanimação das bets. O setor, regulamentado em 2023, arrecadou R$ 9,91 bilhões em tributos entre janeiro e agosto de 2026, o que pode ser impactado pela nova medida.
Foto: Reprodução
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta sexta-feira (25) uma medida provisória que proíbe a operação das casas de apostas no Brasil, conhecidas como bets, além de um novo Desenrola, programa de renegociação de dívidas. As medidas fazem parte de um pacote anunciado pelo governo para combater o endividamento das famílias. Esta será a terceira versão do Desenrola. Nas edições anteriores, o governo ofereceu garantias para melhorar as condições de desconto com os bancos, liberou o uso do FGTS e criou uma modalidade voltada a bons pagadores. No caso das apostas, além da medida provisória, o governo deve enviar ao Congresso um projeto de lei para estabelecer penas para quem explorar, operar ou divulgar as plataformas. A proposta prevê reclusão de quatro a seis anos, além de multa, para quem explorar ou operar apostas de quota fixa. O texto também prevê punições para quem fizer publicidade ou recrutar apostadores, utilizar dados pessoais para direcionar anúncios e participar de transações financeiras ligadas às plataformas. Nesses casos, as penas previstas são de dois a quatro anos de prisão. Se a aposta envolver jogos virtuais, como o “jogo do tigrinho”, a pena poderá ser aumentada em um terço. A ofensiva contra as bets ocorre na reta final do primeiro turno das eleições de 2026, marcado para 4 de outubro, após uma série de críticas feitas por Lula às apostas. Nesta semana, durante discurso na Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente afirmou que as plataformas transformam “vício em lucro” e estão “destruindo lares”. Segundo pesquisa AtlasIntel citada pelo governo, 75% da população defende a proibição das bets no Brasil. O mesmo levantamento aponta que 36% dos eleitores afirmam que Lula é responsável pela desanimação das apostas no país. As apostas on-line foram liberadas no Brasil em 2018, durante o governo de Michel Temer, mas não foram regulamentadas. Em 2023, o setor foi regulamentado pelo governo Lula e passou a operar sob regras específicas, mediante pagamento de outorga de R$ 30 milhões. A mudança nas regras também deve afetar a arrecadação federal. Entre janeiro e agosto de 2026, o governo arrecadou R$ 9,91 bilhões em tributos de casas de apostas, segundo dados da Receita Federal.
























