Nunes Marques nega pedido da PF para fazer buscas contra ACM Neto na Overclean
Nunes Marques nega pedido da PF para fazer buscas contra ACM Neto na Overclean
Candidato ao governo da Bahia foi alvo de solicitação da Polícia Federal no âmbito da 10ª fase da operação, que investiga supostas fraudes em contratos da Educação de Belo Horizonte
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- A Polícia Federal solicitou ao Supremo Tribunal Federal autorização para cumprir 24 mandados de busca e apreensão em diferentes estados, como parte da 10ª fase da Operação Overclean, visando investigar supostas fraudes em contratos da Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte que ultrapassam R$ 80 milhões. O pedido, que contava com parecer favorável da Procuradoria‑Geral da República, foi recusado pelo ministro Kassio Nunes Marques, relator do caso no STF, gerando grande repercussão no cenário político da Bahia, onde o candidato ACM Neto (União Brasil) também era alvo da investigação.
- A operação amplia o foco para possíveis direcionamentos de licitações de materiais didáticos, envolvendo o ex‑secretário Bruno Barral, e investiga se esquemas semelhantes foram replicados em outras prefeituras do país. Entre os crimes apurados estão fraudes em licitações, organização criminosa, lavagem de dinheiro e outras irregularidades contra a administração pública, ampliando o escopo que inicialmente tratava de contratos de coleta de lixo e desvios de emendas parlamentares na Bahia.
Foto: Valter Pontes | Secom
A Polícia Federal pediu autorização para fazer buscas contra o candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), no âmbito da 10ª fase da Operação Overclean, deflagrada nesta quinta-feira (17). O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), que é relator do caso na Corte, porém, negou o pedido. Nesta etapa da operação, a PF cumpre 24 mandados de busca e apreensão em diferentes estados para investigar suspeitas de fraudes em contratos firmados entre 2024 e 2025 pela Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte. Os contratos sob investigação somam mais de R$ 80 milhões. Investigação em Belo Horizonte - A nova frente apura suspeitas de direcionamento de procedimentos licitatórios para a compra de materiais didáticos na capital mineira. À época, a Secretaria Municipal de Educação era comandada por Bruno Barral, que também é alvo dos mandados cumpridos nesta quinta. Segundo a investigação, Barral teria chegado ao cargo com o aval de ACM Neto. A PF apura ainda se grupos investigados por supostas fraudes na Bahia teriam reproduzido o mesmo tipo de esquema em contratos de diferentes prefeituras pelo país. A investigação aponta possíveis crimes contra a administração pública, fraudes em licitações e contratos, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Pedido contra ACM Neto - No curso das apurações, a Polícia Federal solicitou ao STF autorização para realizar buscas relacionadas a ACM Neto. O pedido recebeu parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), mas foi rejeitado por Nunes Marques. A solicitação foi feita pela PF em janeiro, enquanto a manifestação favorável da PGR ocorreu no início de fevereiro, meses antes do período eleitoral. A assessoria do ministro informou que não comentaria a decisão. A Operação Overclean começou investigando suspeitas de fraudes em contratos de coleta de lixo e outros serviços, além de possíveis desvios de emendas parlamentares na Bahia. As apurações posteriormente avançaram para contratos e suspeitas envolvendo outros municípios e áreas de atuação em diferentes estados.
























