Falha cibernética provoca desvio de R$ 43 milhões em depósitos do TJ-BA
Falha cibernética provoca desvio de R$ 43 milhões em depósitos do TJ-BA
Tribunal afirma que incidente ocorreu em sistema externo administrado pelo BRB e diz que sistemas internos não foram invadidos
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- Uma falha de segurança cibernética na plataforma BRBJUS provocou o desvio de cerca de R$ 43 milhões em depósitos judiciais sob custódia do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ‑BA). O tribunal informou que o incidente ocorreu apenas no ambiente externo administrado pelo Banco de Brasília (BRB), sem invasão dos seus sistemas internos, e acionou a Procuradoria‑Geral do Estado para levar o caso ao STF.
- O BRB detectou comportamento atípico, está investigando a origem do problema e revisando as credenciais comprometidas, enquanto o TJ‑BA reforça o monitoramento e aguarda decisão judicial sobre a continuidade do contrato com o banco, após intervenção do ministro Luiz Fux que prorrogou o acordo por mais 90 dias.
Foto: Reprodução
Uma falha de segurança cibernética na plataforma BRBJUS resultou no desvio de cerca de R$ 43 milhões em depósitos judiciais sob custódia do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) na última semana. O caso levou a corte baiana a adotar medidas judiciais e administrativas contra o Banco de Brasília (BRB), responsável pelo ambiente tecnológico utilizado na gestão dos recursos. Em nota, a presidência do TJ-BA afirmou que o incidente ocorreu exclusivamente no ambiente externo administrado e custodiado pelo banco e que as credenciais e os usuários comprometidos estavam sob gestão da instituição financeira. Segundo o tribunal, não houve invasão de seus sistemas internos, que permanecem preservados e sob monitoramento preventivo reforçado. O BRB informou que identificou um “comportamento atípico” na plataforma utilizada para administrar os depósitos judiciais e mantém equipes técnicas trabalhando para identificar a origem do problema, reconstruir a sequência dos acontecimentos e revisar as credenciais de acesso. O episódio ocorre enquanto o contrato entre o TJ-BA e o banco passa por uma prorrogação determinada judicialmente. Em 21 de agosto, o tribunal havia anunciado o encerramento do contrato e a adoção de uma nova gestão para os depósitos judiciais. Cinco dias depois, porém, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a continuidade do acordo por mais 90 dias. Diante do incidente, a presidência do TJ-BA também acionou a Procuradoria-Geral do Estado da Bahia (PGE-BA), que deverá levar as informações ao processo em tramitação no Supremo. A apuração deverá esclarecer como ocorreu o acesso indevido, quais credenciais foram comprometidas e o destino dos valores movimentados. Até o momento, o tribunal sustenta que seus sistemas permaneceram intactos, enquanto o BRB investiga a causa e a extensão do incidente na plataforma utilizada para os depósitos judiciais.
























