Gilmar Mendes relata preocupação do TJBA com depósitos no BRB
Gilmar Mendes relata preocupação do TJBA com depósitos no BRB
Desembargador José Rotondano teria relatado ao ministro dificuldade para transferir os recursos à Caixa.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O ministro Gilmar Mendes, do STF, informou que recebeu ligação do presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano, sobre a manutenção dos depósitos judiciais administrados pelo Banco de Brasília (BRB). O TJBA havia firmado contrato com a Caixa Econômica Federal para assumir a gestão dos recursos, mas foi impedido de concluir a transferência após liminar do ministro Luiz Fux, que manteve a relação com o BRB por 90 dias. Na Segunda Turma do STF, os ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça apoiaram a decisão, enquanto Gilmar pediu vista e Dias Toffoli se declarou impedido.
Foto: Reprodução
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), revelou que recebeu uma ligação do presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano, preocupado com os depósitos judiciais administrados pelo Banco de Brasília (BRB). O relato foi feito durante sessão do STF nesta quarta-feira (23). Segundo Gilmar, Rotondano informou que o TJBA já havia firmado contrato com a Caixa Econômica Federal para assumir a administração dos recursos, mas estava impedido de concluir a transferência por causa de uma decisão judicial. O contrato entre o tribunal baiano e o BRB para administrar depósitos judiciais terminou em agosto, e o TJBA havia iniciado a transição para a Caixa. Em 26 de agosto, porém, o ministro Luiz Fux concedeu uma liminar determinando que o tribunal mantivesse a relação com o BRB por 90 dias. A decisão foi tomada em um processo que discute a continuidade da operação e os impactos da saída dos depósitos para a situação financeira do banco. Na Segunda Turma do STF, os ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça votaram pela manutenção da decisão de Fux, enquanto Gilmar Mendes pediu vista. Dias Toffoli se declarou impedido. Com a manutenção do contrato, o BRB continua responsável pela administração dos depósitos judiciais do TJBA. A disputa ocorre em meio à crise financeira enfrentada pelo BRB após operações envolvendo o Banco Master. O Banco Central liquidou o Master em novembro de 2025, e o BRB passou a ser alvo de investigações e questionamentos sobre sua situação financeira. O banco também está em atraso na divulgação de demonstrações financeiras desde 2025. Nesta quarta-feira (23), o Tribunal de Contas do Distrito Federal determinou o bloqueio de até R$ 2,7 bilhões em bens e contas de cinco ex-dirigentes do BRB no contexto das investigações relacionadas ao caso Master.
Falha cibernética provoca desvio de R$ 43 milhões em depósitos do TJ-BA
Falha cibernética provoca desvio de R$ 43 milhões em depósitos do TJ-BA
Tribunal afirma que incidente ocorreu em sistema externo administrado pelo BRB e diz que sistemas internos não foram invadidos
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Uma falha de segurança cibernética na plataforma BRBJUS provocou o desvio de cerca de R$ 43 milhões em depósitos judiciais sob custódia do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ‑BA). O tribunal informou que o incidente ocorreu apenas no ambiente externo administrado pelo Banco de Brasília (BRB), sem invasão dos seus sistemas internos, e acionou a Procuradoria‑Geral do Estado para levar o caso ao STF.
- O BRB detectou comportamento atípico, está investigando a origem do problema e revisando as credenciais comprometidas, enquanto o TJ‑BA reforça o monitoramento e aguarda decisão judicial sobre a continuidade do contrato com o banco, após intervenção do ministro Luiz Fux que prorrogou o acordo por mais 90 dias.
Foto: Reprodução
Uma falha de segurança cibernética na plataforma BRBJUS resultou no desvio de cerca de R$ 43 milhões em depósitos judiciais sob custódia do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) na última semana. O caso levou a corte baiana a adotar medidas judiciais e administrativas contra o Banco de Brasília (BRB), responsável pelo ambiente tecnológico utilizado na gestão dos recursos. Em nota, a presidência do TJ-BA afirmou que o incidente ocorreu exclusivamente no ambiente externo administrado e custodiado pelo banco e que as credenciais e os usuários comprometidos estavam sob gestão da instituição financeira. Segundo o tribunal, não houve invasão de seus sistemas internos, que permanecem preservados e sob monitoramento preventivo reforçado. O BRB informou que identificou um “comportamento atípico” na plataforma utilizada para administrar os depósitos judiciais e mantém equipes técnicas trabalhando para identificar a origem do problema, reconstruir a sequência dos acontecimentos e revisar as credenciais de acesso. O episódio ocorre enquanto o contrato entre o TJ-BA e o banco passa por uma prorrogação determinada judicialmente. Em 21 de agosto, o tribunal havia anunciado o encerramento do contrato e a adoção de uma nova gestão para os depósitos judiciais. Cinco dias depois, porém, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a continuidade do acordo por mais 90 dias. Diante do incidente, a presidência do TJ-BA também acionou a Procuradoria-Geral do Estado da Bahia (PGE-BA), que deverá levar as informações ao processo em tramitação no Supremo. A apuração deverá esclarecer como ocorreu o acesso indevido, quais credenciais foram comprometidas e o destino dos valores movimentados. Até o momento, o tribunal sustenta que seus sistemas permaneceram intactos, enquanto o BRB investiga a causa e a extensão do incidente na plataforma utilizada para os depósitos judiciais.
























