Advogado aliado de Flávio Bolsonaro movimentou R$ 130 milhões em três meses, aponta PF
Investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas; empresário nega irregularidades e questiona vazamento do caso
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Polícia Federal identificou indícios de movimentação de R$ 130 milhões em três meses na conta bancária do advogado e empresário Willer Tomaz, suscitando suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e uso de empresas de apostas esportivas para ocultar recursos. O inquérito, aprovado pela Procuradoria‑Geral da República, segue no STF sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes e inclui investigação de supostos favorecimentos a empresas do setor, fraudes em licitação da Loterj e vínculo com o ex‑governador Cláudio Castro.
- A apuração também aponta uma possível conta conjunta entre Willer Tomaz e o senador Flávio Bolsonaro, além de evidências de uso de aeronave vinculada ao político. Ambos negam irregularidades, acusando a PF de uso indevido de investigação para fins eleitorais. O caso ganhou destaque ao ser divulgado pouco antes do debate presidencial, alimentando polêmicas sobre corrupção e influência política no Brasil.
Foto: Reprodução | Redes Sociais
A Polícia Federal (PF) identificou indícios de movimentação de R$ 130 milhões em uma conta bancária vinculada ao advogado e empresário Willer Tomaz, em um intervalo de três meses. A apuração investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. De acordo com trechos do inquérito, entre março e maio do ano passado, a conta movimentou o valor, considerado pelos investigadores aparentemente incompatível com as atividades econômicas conhecidas do empresário. “A expressividade do montante, somada à curta janela temporal analisada, constitui elemento de interesse investigativo e reforça a necessidade de aprofundar a operação quanto à origem dos recursos”, afirma o relatório da PF. A Procuradoria-Geral da República (PGR) emitiu parecer favorável à abertura do inquérito e ao prosseguimento das apurações. O caso tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. Investigação envolve empresas e apostas esportivas: Os investigadores também apontam que o conjunto empresarial relacionado a Willer apresenta uma estrutura operacional aparentemente incompatível com o volume financeiro movimentado. Para a PF, esse cenário reforça a hipótese de que as empresas possam ter sido utilizadas para dificultar a identificação da origem e do destino dos recursos, além dos beneficiários finais. A apuração inclui movimentações de até R$ 35 milhões em uma plataforma de apostas esportivas e saques em casas de apostas no exterior. A PF também investiga a atuação do advogado em possíveis casos de favorecimento a uma empresa do setor e suspeitas de fraude em uma licitação da Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj). Outro ponto investigado é um pregão presencial da Loterj vencido pela empresa Pixs, além da relação do advogado com o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL). O material que deu origem à apuração foi obtido a partir de dados armazenados na nuvem de Willer Tomaz. O advogado foi alvo de busca e apreensão em agosto, durante a Operação Sem Desconto, que investiga irregularidades envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Advogado é amigo de Flávio Bolsonaro: Willer Tomaz mantém relação de proximidade com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República. Segundo a investigação, o celular apreendido pela PF continha fotografias dos dois juntos, relacionadas a festas, encontros e reuniões. O advogado também é um dos proprietários da aeronave utilizada por Flávio em uma viagem em janeiro de 2025. O avião era administrado por uma empresa ligada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. A PF apura ainda indícios de que Flávio e Willer teriam compartilhado uma conta bancária. A suspeita surgiu a partir de uma troca de e-mails entre uma instituição financeira e o escritório de advocacia do empresário. A assessoria de Flávio negou a existência de uma conta conjunta. Willer também contestou a informação. Willer nega irregularidades: Em nota divulgada no domingo (18), o advogado afirmou que causa estranheza o vazamento de informações da investigação a poucas horas do debate presidencial. “Trata-se do uso indevido do aparato policial com o claro propósito de requentar acusações infundadas e interferir no resultado das urnas”, declarou. Willer negou movimentações financeiras irregulares relacionadas a empresas de apostas e afirmou que não houve circulação de recursos com essas companhias. “É igualmente inaceitável que a quebra do sigilo telemático sirva de instrumento para uma pescaria probatória destinada a fabricar falsos escândalos com fins político-eleitorais”, acrescentou.
Bets saem do ar no Brasil; R$ 1,3 bilhão aguarda devolução
Bets saem do ar no Brasil; R$ 1,3 bilhão aguarda devolução
Devolução dos valores pelas instituições financeiras deve ocorrer entre sexta (9) e 14 de outubro.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- As plataformas de apostas esportivas autorizadas no Brasil foram encerradas na terça‑feira (6) conforme a Medida Provisória nº 1.394/2026, que proíbe a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas. O prazo para retirada voluntária dos valores terminou às 23h59 de segunda‑feira (5) e as empresas tiveram até esta quarta‑feira (7) para informar os saldos remanescentes às instituições financeiras.
- A Secretaria de Prêmios e Apostas estima que R$ 1,325 bilhão ainda precisa ser devolvido a cerca de 26,5 milhões de apostadores, com a restituição prevista entre 9 e 14 de outubro. Contas com saldos entre R$ 0,01 e R$ 0,99 somam R$ 15,5 milhões, enquanto valores mais elevados serão analisados por suspeita de lavagem de dinheiro e financiamento ao crime organizado.
Foto: Antônio Cruz - Agência Brasil
As plataformas de apostas esportivas, conhecidas como bets, que tinham autorização para operar no Brasil deixaram de funcionar nesta terça-feira (6), conforme o cronograma previsto na Medida Provisória nº 1.394/2026. A medida proibiu a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas no país. O prazo para os apostadores retirarem voluntariamente os valores terminou às 23h59 de segunda-feira (5). Agora, as empresas tiveram até esta quarta-feira (7) para informar às instituições financeiras os saldos remanescentes de cada apostador, vinculados ao respectivo CPF e à conta bancária usada nos depósitos. A devolução dos valores deverá ser feita pelas instituições financeiras entre sexta-feira (9) e 14 de outubro. Segundo a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, R$ 1,325 bilhão ainda precisa ser devolvido a cerca de 26,5 milhões de apostadores. Dos 188 sites que estavam autorizados a funcionar até segunda-feira, apenas um permanecia ativo nesta terça. O bloqueio da plataforma já foi solicitado, e a fiscalização acompanha o cumprimento da determinação. O levantamento aponta ainda que 86,2 milhões de contas possuem saldo entre R$ 0,01 e R$ 0,99, totalizando R$ 15,5 milhões. O número de contas é superior ao de apostadores porque uma mesma pessoa pode manter cadastros em diferentes plataformas. Já os valores mais elevados serão analisados para identificar possíveis indícios de lavagem de dinheiro e vínculos com organizações criminosas. A verificação da origem e da movimentação dos recursos faz parte das ações de combate ao financiamento do crime organizado.
Lula diz que “está ficando todo mundo nu” ao citar Luciano Huck e Daniel Vorcaro
Lula diz que “está ficando todo mundo nu” ao citar Luciano Huck e Daniel Vorcaro
Presidente mencionou viagens em aeronave ligada ao banqueiro e contrato publicitário envolvendo o Domingão com Huck.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ironizou o apresentador Luciano Huck durante entrevista ao podcast Flow, apontando que Huck utilizou uma aeronave fornecida pelo banqueiro Daniel Vorcaro para reduzir custos do programa na TV Globo e citando negociações de patrocínio envolvendo o Will Bank, com valores de R$ 83 milhões em mídia e R$ 26 milhões em contrato pessoal. Lula também criticou a postura da Globo sobre a proibição das apostas esportivas, alegando que a emissora seria impactada por ser dona da BetMGM, e descreveu o conjunto de escândalos envolvendo políticos como “uma putaria”.
- A entrevista, que atraiu mais de 1,6 milhão de espectadores simultâneos, trouxe à tona mensagens da Polícia Federal que mostram Huck usando o avião do banqueiro para viajar à Europa e ao encontro com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, além de revelar acordos publicitários de grande monta entre o apresentador e a emissora.
Foto: Reprodução
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ironizou o apresentador Luciano Huck, da TV Globo, durante entrevista ao podcast Flow, na noite desta quinta-feira (1º), ao comentar a relação dele com o banqueiro Daniel Vorcaro. Na conversa com Igor Coelho, Lula mencionou o uso de uma aeronave ligada ao empresário e negociações de patrocínio ao programa do apresentador. “Está ficando todo mundo nu diante da sociedade”, declarou. Ao comentar o caso, Lula afirmou que Huck utilizava o avião de Vorcaro “para baratear os custos do programa dele junto à Globo”. O presidente também citou o financiamento da atração por um banco ligado ao empresário. “Até o Luciano Huck, que aparece de vez em quando querendo ser político, o cara moderno, que não tá na política, que é de fora, fez um curso não sei aonde”, afirmou. As declarações ocorrem após a divulgação de mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro. Os registros apontam que Huck utilizou uma aeronave disponibilizada pelo banqueiro para viajar à Europa em 2024, quando entrevistou o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. O avião levou o apresentador a Varsóvia, na Polônia, de onde seguiu para Kiev. As conversas também mencionam negociações envolvendo o patrocínio do Will Bank ao “Domingão com Huck”. Nas mensagens, aparecem referências a R$ 83 milhões em mídia para a Globo e R$ 26 milhões em um “contrato pessoal”, valores relacionados ao acordo publicitário. Durante a entrevista, Lula ampliou as críticas a políticos citados nas revelações e classificou o conjunto dos episódios como “uma putaria”. “A gente descobre uma sequência de senadores, deputados, tudo com as meninas da Suíça, da Suécia, sei lá. Ou seja, virou uma putaria, desculpa o palavrão”, afirmou. O presidente também comentou a atuação da TV Globo em relação às apostas esportivas e ironizou a posição da emissora sobre a medida provisória que, segundo ele, proibiu as bets no Brasil. “A Globo vai ficar chateada comigo com o fim das bets, porque é dona da BetMGM”, declarou. A entrevista ao Flow chegou a registrar mais de 1,6 milhão de espectadores simultâneos, conforme os dados mencionados na transmissão.
Transações via Pix recuam após medida contra apostas online
Transações via Pix recuam após medida contra apostas online
Banco Central registrou 608,6 milhões de operações entre sábado e segunda-feira; dados não indicam relação direta com a medida.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O número de transações via Pix recuou 10% nos três dias após a publicação da medida provisória que proibiu as apostas esportivas online. Entre 26 e 28 de setembro, o Sistema de Pagamentos Instantâneos registrou 608,6 milhões de operações, com queda de 11% no sábado (229,6 mi), 12% no domingo (165,9 mi) e 7,4% na segunda (213 mi) em relação à média dos mesmos dias das quatro semanas anteriores.
- O Banco Central destaca que os dados refletem apenas a quantidade de transações, não os valores movimentados, e que não é possível estabelecer, isoladamente, uma relação direta entre a redução das operações e a proibição das apostas online.
Foto: Reprodução
O número de transações realizadas via Pix caiu 10% nos três dias seguintes à publicação da medida provisória (MP) que proibiu as apostas esportivas online, conhecidas como bets. Entre sábado (26) e segunda-feira (28), foram registradas 608,6 milhões de operações pelo Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI), segundo dados do Banco Central. Na comparação com a média dos mesmos dias das quatro semanas anteriores, o volume caiu 11% no sábado, para 229,6 milhões de transações; 12% no domingo, com 165,9 milhões; e 7,4% na segunda-feira, quando foram registradas 213 milhões de operações. O Banco Central ressalta que os números representam a quantidade de transações, e não os valores movimentados. Os dados também não permitem, isoladamente, estabelecer uma relação direta entre a redução das operações e a medida contra as apostas online.
Alcolumbre encaminha PEC do fim da escala 6x1 para comissão do Senado
Alcolumbre encaminha PEC do fim da escala 6x1 para comissão do Senado
Proposta será analisada pela CCJ, onde terá Omar Aziz como relator
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, encaminhou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a proposta de emenda à Constituição (PEC) que visa abolir a escala de trabalho 6x1, reduzindo a jornada máxima para 40 horas semanais e garantindo dois dias de descanso remunerado sem redução salarial. O senador Omar Aziz será o relator da matéria, que já foi aprovada pela Câmara dos Deputados em 27 de maio.
- Além da PEC da jornada de trabalho, Alcolumbre também enviou à CCJ a PEC da Segurança Pública (18/2025), que prevê mudanças na organização do sistema de segurança e destina parte da arrecadação das apostas esportivas a fundos nacionais para segurança e penitenciário. Ambas as propostas precisam ser aprovadas pela CCJ, pelo plenário do Senado e, em seguida, promulgadas em sessão solene do Congresso Nacional.
Foto: Reprodução
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), encaminhou nesta sexta-feira (21) à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. O senador Omar Aziz (PSD-AM) será o relator da matéria. O envio ocorre após Alcolumbre sinalizar, na semana passada, que pretendia acelerar a tramitação da proposta no Senado. A decisão veio depois de conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre as prioridades da Casa. A PEC, aprovada pela Câmara dos Deputados em 27 de maio, estabelece a redução da jornada máxima para 40 horas semanais e garante dois dias de descanso semanal remunerado, sem redução salarial. O texto ainda precisa passar pela análise da CCJ antes de seguir para o plenário. Além da proposta sobre a jornada de trabalho, Alcolumbre encaminhou à CCJ a PEC da Segurança Pública (18/2025). O texto terá como relator o senador Rogério Carvalho (PT-SE) e prevê mudanças na organização do sistema de segurança pública, incluindo a destinação de parte da arrecadação das apostas esportivas para fundos nacionais voltados à segurança e ao sistema penitenciário. As duas propostas precisam ser aprovadas pela CCJ e, posteriormente, pelo plenário do Senado. Para serem aprovadas como emendas à Constituição, necessitam de pelo menos 49 votos favoráveis, em dois turnos de votação. Depois disso, os textos são promulgados em sessão solene do Congresso Nacional.
Fachin diz que apostas clandestinas financiam organizações criminosas
Fachin diz que apostas clandestinas financiam organizações criminosas
Presidente do STF afirmou que plataformas clandestinas são usadas para lavagem de dinheiro e outras atividades criminosas.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O presidente do STF, Edson Fachin, alertou sobre o uso de plataformas clandestinas de apostas esportivas por organizações criminosas no Brasil. Ele afirmou que isso facilita a lavagem de dinheiro, criação de empresas de fachada e integração com outras modalidades criminosas. O mercado clandestino de apostas pode fortalecer facções criminosas e ter uma forte dimensão transnacional.
- O encontro da Rede Nacional de Magistrados com Competência em Criminalidade Organizada discutiu estratégias de combate às organizações criminosas e aperfeiçoamento da atuação do Poder Judiciário.
Foto: Antonio Augusto | STF
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, afirmou nesta terça-feira (14) que plataformas clandestinas de apostas esportivas têm sido utilizadas por organizações criminosas para a prática de diversos crimes no Brasil. A declaração foi feita durante o primeiro encontro da Rede Nacional de Magistrados com Competência em Criminalidade Organizada. Ao abordar os desafios no combate ao crime organizado, Fachin destacou que o mercado ilegal de apostas eletrônicas se tornou um instrumento para movimentação de recursos ilícitos e fortalecimento de facções criminosas. "Um exemplo elucidativo dessa complexidade crescente é a relação entre o crime organizado e o mercado de apostas eletrônicas. As plataformas clandestinas são utilizadas como instrumento de organizações criminosas", afirmou o ministro. Segundo o presidente do STF, o uso dessas plataformas favorece uma série de práticas ilegais, entre elas a lavagem de dinheiro, a criação de empresas de fachada e a integração com outras modalidades criminosas. "O mercado clandestino de apostas favorece práticas como lavagem de dinheiro, formação de estruturas empresariais aparentemente lícitas, integração com outras atividades ilícitas, tráfico, contrabando, corrupção, além de apresentarem forte dimensão transnacional", declarou Fachin. O encontro reuniu magistrados especializados no enfrentamento ao crime organizado para discutir estratégias de combate às organizações criminosas e aperfeiçoar a atuação do Poder Judiciário diante do avanço de crimes financeiros e transnacionais. Nos últimos anos, o crescimento do mercado de apostas esportivas no Brasil tem ampliado o debate sobre fiscalização, regulamentação e combate às operações ilegais, especialmente diante das suspeitas de utilização dessas plataformas para ocultação de recursos provenientes de atividades criminosas.
Desenrola Adimplentes exigirá autoexclusão de bets por seis meses
Desenrola Adimplentes exigirá autoexclusão de bets por seis meses
Regra também valerá para nova linha de crédito do Fies.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que o acesso aos programas Desenrola Adimplentes e Fies Empreendedor exigirá o bloqueio voluntário dos beneficiários em plataformas de apostas esportivas, as "bets", por um período de seis meses. A medida valerá tanto para trabalhadores informais que buscam uma nova linha de crédito quanto para formados pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) que desejam empreender por meio do programa, reforçando a exigência de autoexclusão das casas de apostas para ambos os grupos.
- O Desenrola Adimplentes é voltado a trabalhadores informais sem vínculo empregatício CLT, servidores públicos ou aposentados/pensionistas do INSS, que mantêm as contas em dia, mas enfrentam dificuldades para conseguir crédito ou precisam recorrer a empréstimos com juros elevados. A iniciativa faz parte das ações do governo federal para ampliar o acesso ao crédito, ao mesmo tempo em que incentiva o uso responsável dos recursos pelos beneficiários, com detalhes adicionais das regras e cronograma a serem divulgados.
Foto: Diogo Zacarias | Ministério da Fazenda
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou nesta segunda-feira (29) que o acesso ao programa Desenrola Adimplentes e ao Fies Empreendedor estará condicionado ao bloqueio voluntário dos beneficiários em plataformas de apostas esportivas, as chamadas bets, por um período de seis meses. Segundo o ministro, a exigência valerá tanto para trabalhadores informais que buscarem a nova linha de crédito quanto para os formados pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) que desejarem empreender por meio do programa. "Tanto no caso do informal, que vai passar a ter uma nova linha a 1,99% ao mês, quanto no caso do estudante graduado do Fies, nós vamos exigir que eles fiquem seis meses com a autoexclusão habilitada também das casas de apostas, das bets", afirmou Durigan. O Desenrola Adimplentes é voltado a trabalhadores informais que não possuem vínculo empregatício pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), não são servidores públicos e também não recebem aposentadoria ou pensão do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O programa tem como público-alvo pessoas que mantêm as contas em dia, mas enfrentam dificuldades para conseguir crédito ou precisam recorrer a empréstimos com juros elevados. A medida faz parte das ações do governo federal para ampliar o acesso ao crédito e, ao mesmo tempo, incentivar o uso responsável dos recursos por parte dos beneficiários. O detalhamento das regras e o cronograma de implantação dos programas ainda serão divulgados pelo governo.
Governo prepara nova cobrança sobre álcool e cigarros em 2027
Governo prepara nova cobrança sobre álcool e cigarros em 2027
Tributo previsto na reforma tributária busca desestimular o consumo de produtos considerados nocivos à saúde e ao meio ambiente.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A partir de 2027, bebidas alcoólicas, cigarros, refrigerantes, apostas esportivas e outros produtos prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente podem ficar mais caros. Isso ocorre devido à implementação do Imposto Seletivo, criado pela reforma tributária para elevar a carga tributária sobre determinados setores da economia.
- As alíquotas ainda não foram divulgadas, mas a criação do Imposto Seletivo visa reduzir o consumo de produtos associados a impactos negativos para a saúde pública e para o meio ambiente. O governo federal trabalha para colocar a medida em prática já no próximo ano, com a expectativa de encaminhar a proposta com as regras detalhadas aos parlamentares até o final do ano.
Foto: Reprodução
Bebidas alcoólicas, cigarros, refrigerantes, apostas esportivas e outros produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente poderão ficar mais caros a partir de 2027. A mudança está prevista na implementação do Imposto Seletivo, mecanismo criado pela reforma tributária para elevar a carga tributária sobre determinados setores da economia. Conhecido popularmente como "imposto do pecado", o tributo tem como principal objetivo reduzir o consumo de produtos associados a impactos negativos para a saúde pública e para o meio ambiente. A estratégia é utilizar a tributação como instrumento de incentivo a hábitos considerados mais saudáveis e sustentáveis. Além de bebidas alcoólicas, produtos derivados do tabaco, refrigerantes e apostas esportivas, a nova cobrança também poderá atingir veículos, conforme o nível de emissão de poluentes, e atividades ligadas à exploração de recursos minerais. O Ministério da Fazenda informou que trabalha para colocar a medida em prática já no próximo ano. No entanto, a regulamentação do imposto ainda depende da aprovação do Congresso Nacional. A expectativa do governo federal é encaminhar a proposta com as regras detalhadas aos parlamentares até o final deste ano. Apesar da previsão de entrada em vigor em 2027, ainda não foram divulgadas as alíquotas que serão aplicadas a cada produto ou atividade econômica. Segundo a equipe econômica, o projeto encontra-se em fase final de elaboração, o que impede, por enquanto, a estimativa oficial dos impactos sobre os preços ao consumidor. A criação do Imposto Seletivo integra o conjunto de mudanças promovidas pela reforma tributária aprovada pelo Congresso. A proposta segue uma tendência adotada em diversos países, que utilizam a tributação diferenciada para tentar reduzir o consumo de itens relacionados a doenças, problemas ambientais ou custos sociais elevados. Especialistas apontam que a definição das alíquotas será decisiva para medir o alcance da medida. Dependendo dos percentuais estabelecidos, os aumentos poderão ter impacto significativo no preço final de produtos consumidos diariamente por milhões de brasileiros. Enquanto a regulamentação não é concluída, consumidores e setores econômicos acompanham as discussões que definirão quais produtos serão alcançados e qual será o peso da nova tributação sobre o bolso dos brasileiros.
























