Proposta de delação aponta supostos repasses milionários a ACM Neto e Antônio Rueda
Documento apresentado por Daniel Vorcaro foi rejeitado pela PF e pela PGR por falta de elementos considerados suficientes.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Uma proposta de delação premiada apresentada pelo ex‑banqueiro Daniel Vorcaro acusa o candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), e o presidente nacional do partido, Antônio Rueda, de atuarem em um suposto esquema de captação de recursos para o Banco Master junto a institutos de previdência estaduais, resultando em cerca de R$ 2 bilhões captados e uma comissão estimada em R$ 200 milhões. O documento menciona ainda pagamentos a escritórios ligados a Rueda e a uma consultoria de ACM Neto, além de uma reunião em junho de 2024 em Brasília envolvendo representantes do Banco de Brasília (BRB) para discutir novas captações.
- As propostas de colaboração premiada foram rejeitadas pela Polícia Federal e pela Procuradoria‑Geral da República por falta de informações inéditas, e tanto Rueda quanto ACM Neto negam as acusações, classificando‑as como falsas. O caso destaca investigações sobre possíveis esquemas de corrupção envolvendo políticos, bancos e fundos de previdência, com valores totais de investimentos que chegam a R$ 3,62 bilhões entre 2023 e 2025.
Foto: Reprodução
Uma proposta de delação premiada apresentada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro coloca o candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), e o presidente nacional do partido, Antônio Rueda, no centro de um suposto esquema de captação de recursos para o Banco Master junto a institutos de previdência estaduais. Segundo o documento, Vorcaro afirma que ACM Neto e Rueda teriam atuado para facilitar investimentos de fundos do Rio de Janeiro, Amapá e Amazonas, além da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae). Como resultado dessa articulação, o Banco Master teria captado cerca de R$ 2 bilhões. O ex-banqueiro sustenta que havia um acordo para pagamento de uma comissão equivalente a 10% dos valores captados, o que representaria uma obrigação de aproximadamente R$ 200 milhões. No entanto, a proposta não informa quanto desse montante teria sido efetivamente pago. Vorcaro também afirma que os repasses ocorreriam por diferentes meios, incluindo contratos de consultoria, pagamentos em espécie e contratos com empresas ligadas aos investigados. Segundo o relato, o Banco Master mantinha uma espécie de controle interno dos valores destinados a ACM Neto e Antônio Rueda. A delação ainda cita uma reunião realizada em junho de 2024, em Brasília, envolvendo Vorcaro, Rueda e o então presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. De acordo com o documento, teria sido discutida a captação de recursos para um aumento de capital do BRB, com previsão de pagamento de comissões sobre operações envolvendo ativos do Banco Master. Dados mencionados na reportagem apontam que quatro instituições aplicaram cerca de R$ 3,62 bilhões no Banco Master entre 2023 e 2025. O valor é superior aos R$ 2 bilhões citados por Vorcaro, diferença que não é explicada na proposta. O documento também não apresenta valores individualizados supostamente recebidos por ACM Neto e Rueda, nem descreve atos específicos praticados por eles junto aos fundos de previdência. Entre os registros citados estão pagamentos de R$ 6,4 milhões para escritórios ligados a Rueda entre 2022 e 2025 e R$ 5,4 milhões para uma empresa de consultoria de ACM Neto no mesmo período, conforme dados de investigações e relatórios do Coaf. As propostas de colaboração premiada apresentadas por Daniel Vorcaro foram rejeitadas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República. Os órgãos entenderam que o material não apresentava informações inéditas nem garantias suficientes para a recuperação de valores relacionados às investigações. O ex-banqueiro tenta reabrir as negociações para firmar um acordo de delação. Em nota, Antônio Rueda afirmou que não teve acesso ao documento e negou qualquer irregularidade. Já ACM Neto classificou as acusações como "absurdas, completamente fantasiosas e mentirosas", negando envolvimento em qualquer esquema ilícito.
União Brasil decide não apoiar candidato à Presidência e libera palanques estaduais
Decisão aprovada em convenção nacional libera candidatos da federação para apoiarem presidenciáveis conforme as alianças regionais.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O partido União Brasil anunciou oficialmente que adotará uma postura de neutralidade na disputa pela Presidência da República nas eleições de 2026. Aprovada durante a Convenção Nacional da legenda, a decisão libera os candidatos integrantes da Federação União Progressista para apoiarem, em âmbito regional, os concorrentes que considerarem mais alinhados aos cenários locais. Com essa medida, a sigla abdica de ter um candidato oficial ao Palácio do Planalto ou de formalizar apoio institucional a qualquer concorrente.
- Segundo o presidente nacional da sigla, Antonio Rueda, a estratégia visa garantir maior flexibilidade política para a consolidação de acordos nos estados e para as composições no Congresso Nacional. Como detentor de uma das maiores bancadas legislativas do país, além de amplo tempo de propaganda e acesso expressivo ao fundo eleitoral, o posicionamento do União Brasil deve impactar diretamente a dinâmica e as negociações de palanques regionais em todo o país.
Presidente do União Brasil, Antônio Rueda - reprodução
O União Brasil anunciou, nesta terça-feira (4), que adotará uma posição de neutralidade na disputa pela Presidência da República nas eleições de 2026. A decisão foi aprovada durante a Convenção Nacional da legenda e libera os candidatos da Federação União Progressista para apoiarem, em seus estados, os presidenciáveis que considerarem mais alinhados às articulações políticas regionais. Com a medida, o partido não terá um candidato oficial nem declarará apoio institucional a nenhum concorrente ao Palácio do Planalto. A estratégia busca dar maior flexibilidade às alianças estaduais, permitindo que lideranças locais definam seus posicionamentos sem comprometer as composições para os governos estaduais e para o Congresso Nacional. Em nota oficial, o presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, afirmou que a decisão demonstra a maturidade política da legenda e reconhece a importância da Federação União Progressista no cenário nacional. Com uma das maiores bancadas do Congresso Nacional, além de amplo tempo de propaganda eleitoral e acesso ao fundo eleitoral, o posicionamento do União Brasil deve influenciar as negociações políticas nos estados, permitindo que diferentes palanques regionais apoiem candidatos distintos à Presidência da República durante a campanha eleitoral de 2026.
























