Alerj e Senado informam pós-graduação que Flávio Bolsonaro não fez
Alerj e Senado informam pós-graduação que Flávio Bolsonaro não fez
UFRJ afirma não ter registro de que senador tenha cursado pós-graduação em ciência política na instituição.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- Os portais oficiais do Senado Federal e da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) veicularam informações incorretas sobre a formação acadêmica do senador Flávio Bolsonaro, alegando que ele possuía pós-graduação em "ciências políticas" pela UFRJ. Contudo, a instituição de ensino negou a existência de qualquer registro de vínculo acadêmico do parlamentar em seus sistemas.
- A assessoria de Flávio Bolsonaro tratou o caso como um erro de cadastro e solicitou a correção, detalhando sua real trajetória acadêmica na Faculdade Cândido Mendes, no Iuperj e na FGV. Por sua vez, a Alerj e o Senado justificaram que os dados foram alimentados, respectivamente, por informações fornecidas pelo próprio político e por conteúdos de agências de notícias.
Foto: Adriano Machado | Reuters
Os sites oficiais do Senado Federal e da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) divulgaram uma informação incorreta sobre a formação acadêmica do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência. As páginas informavam que Flávio teria uma pós-graduação em “ciências políticas” pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A universidade, porém, informou que não há registro no sistema acadêmico de que o senador tenha estudado na instituição. Procurada, a campanha de Flávio classificou o dado como um erro e afirmou que já solicitou a correção. Segundo a assessoria, Flávio é formado em Direito pela Universidade Cândido Mendes, tem pós-graduação em Políticas Públicas pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj) e MBA em Empreendedorismo pela Fundação Getulio Vargas (FGV). A Alerj afirmou que as informações sobre a formação dos deputados são fornecidas pelos próprios parlamentares. No caso do Senado, a Casa informou que o dado incorreto fazia parte de conteúdo produzido pela agência de notícias. Uma página no LinkedIn associada ao senador também apresentava a informação sobre a suposta pós-graduação na UFRJ. O perfil foi suspenso após a publicação da reportagem. Além disso, o termo utilizado nas biografias —“ciências políticas”— não é o mais adequado no meio acadêmico. A denominação usual é Ciência Política, área das Ciências Sociais. A informação sobre a suposta pós-graduação de Flávio já aparecia em reportagens publicadas desde 2011.
Deputado TH Joias é detido por ligação com tráfico e facção criminosa no Rio
Deputado TH Joias é detido por ligação com tráfico e facção criminosa no Rio
Operações da PF, MPRJ e Polícia Civil apontam envolvimento do parlamentar com o Comando Vermelho; Alerj e MDB se posicionam sobre o caso
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
FOTO: DIVULGAÇÃO
O deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, foi detido nesta quarta-feira (3) durante uma operação conjunta da Polícia Federal (PF), do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e da Polícia Civil fluminense. O parlamentar é investigado por suspeita de tráfico de entorpecentes, corrupção, lavagem de dinheiro e por supostamente atuar como intermediário na aquisição de armamentos e acessórios para o Comando Vermelho (CV), uma das principais facções criminosas do país. Inicialmente, o político não foi localizado em sua residência oficial, situada em um condomínio de alto padrão na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. No entanto, acabou sendo encontrado em outro imóvel de luxo no mesmo bairro, conforme apuração da TV Globo. Ao todo, 18 mandados de prisão foram expedidos em ações simultâneas. Até o momento, 14 suspeitos foram capturados, entre eles Gabriel Dias de Oliveira, o Índio do Lixão — apontado como um dos líderes do CV; Gustavo Steel, delegado da Polícia Federal; Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, o Dudu, assessor direto de TH; além do próprio deputado estadual. A defesa dos envolvidos ainda não se pronunciou oficialmente. A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) informou, por meio de nota, que está colaborando com as autoridades. Já o MDB, partido ao qual TH era filiado, anunciou sua expulsão imediata da legenda. As prisões integram duas operações articuladas: uma com mandados expedidos pela Justiça Federal e outra autorizada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Entre os alvos das diligências esteve a própria sede da Alerj. De acordo com a PF, as investigações revelam um suposto esquema de corrupção envolvendo lideranças do tráfico no Complexo do Alemão e agentes públicos e políticos. Segundo o MPRJ, TH Joias teria utilizado seu cargo para favorecer o Comando Vermelho, inclusive nomeando aliados da facção para cargos estratégicos dentro da estrutura da Alerj.
























