Senado aprova feriado nacional para o Dia da Consciência Negra
Texto agora irá para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)30 Nov 2023 / 10h00

Por: Tiago Rego | Sudoeste Bahia
Foto: Reprodução | Brasil de Fato
- Na última quinta-feira (19), João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, negro, foi espancado até a morte por dois seguranças brancos, no Shopping Carrefour, na cidade de Porto Alegre. Em um vídeo que circula pela internet mostra a quão bárbaro, covarde e injustificável foi o crime. No registro, João é imobilizado por um dos seguranças enquanto o outro desfere vários socos. De imediato, inúmeras representações da sociedade civil classificaram o episódio como mais um crime motivado por racismo. Apesar do repúdio por parte de quase toda sociedade brasileira, o general Hamilton Mourão, vice-presidente da República, vê o fato com os outros olhos. Mourão até lamentou o ocorrido, mas para ele, não se trata de um crime de racismo. “ Lamentável, né? Lamentável isso aí. Isso é lamentável. Em princípio, é segurança totalmente despreparada para a atividade que ele tem que fazer [...] Para mim, no Brasil não existe racismo. Isso é uma coisa que querem importar aqui para o Brasil. Isso não existe aqui”, minimizou o vice-presidente. Vale lembrar que, em 2018, em campanha presidencial, Mourão fez diversas declarações racistas envolvendo indígenas e negros. “Temos a malandragem do negro e a indolência dos índios”, teria dito na oportunidade. Em outro episódio, o general exaltou a beleza de seu neto ao dizer que tinha a “pureza da raça”.
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