Lula deve anunciar Desenrola 2.0 nesta semana, diz Durigan
Ministro se reuniu com representantes de divernos bancos do país para acordo final das condições do novo programa de renegociação de dívidas27 Abr 2026 / 18h00

Categoria decidiu adiar paralisação e aguarda reunião com o governo para discutir mudanças na medida provisória do frete
Foto: Tânia Rêgo | Agência Brasil
Caminhoneiros decidiram suspender a deflagração de uma greve nacional e estabelecer um prazo de sete dias para negociação com o Governo Federal. A decisão foi tomada em assembleia realizada no Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista (Sindicam), com nova reunião marcada para a próxima quinta-feira (26), quando a categoria deve reavaliar o cenário. Segundo lideranças do movimento, o objetivo neste momento é avançar no diálogo antes de qualquer paralisação. De acordo com informações da CNN, o presidente do sindicato, Luciano Santos, afirmou que a prioridade é buscar soluções por meio de negociação direta com o governo. O principal ponto de tensão é a Medida Provisória 1.343/2026, que trata do cumprimento do piso mínimo do frete. A proposta prevê que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) passe a monitorar integralmente os fretes realizados no país, além de estabelecer punições mais rígidas para empresas que descumprirem as regras. Embora parte das lideranças considere a medida um avanço, há críticas quanto a aspectos técnicos do texto. Entre as reivindicações estão ajustes nas normas de seguros, mudanças nos critérios de gerenciamento de risco (GR) e maior precisão na aferição do peso das cargas. Uma reunião entre representantes da categoria e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, está prevista para quarta-feira (25), em Brasília, e é vista como decisiva para o rumo das negociações. Além das discussões regulatórias, o aumento do preço do diesel tem pressionado os caminhoneiros. Desde o fim de fevereiro, o combustível acumula alta de 18,86%, influenciada pela instabilidade no mercado internacional de petróleo, agravada por tensões geopolíticas no Oriente Médio. Diante desse cenário, o governo federal anunciou medidas para tentar conter os impactos. Entre elas estão a zeragem das alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel e a articulação com estados para reduzir o ICMS sobre o combustível importado. Paralelamente, órgãos como a Polícia Federal e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) intensificaram a fiscalização em postos, com foco em práticas abusivas de preços.
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