Flávio Bolsonaro chama proposta sobre escala 6x1 de “eleitoreira”
Flávio Bolsonaro chama proposta sobre escala 6x1 de “eleitoreira”
Pré-candidato do PL à Presidência afirma que proposta apoiada pelo governo Lula pode aumentar custos e desemprego; relator prevê transição de até cinco anos
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, criticou a proposta de fim da escala de trabalho 6x1, classificando-a como “inoportuna e eleitoreira”. Em vez disso, o parlamentar defendeu um modelo de remuneração por hora trabalhada, argumentando que a medida traria liberdade, aumento de renda e proteção, beneficiando especialmente mães solteiras com jornadas flexíveis e mantendo direitos trabalhistas essenciais como FGTS, INSS, férias e 13º salário.
- Segundo Bolsonaro, o fim da escala 6x1 é uma "solução fácil" que pode elevar custos empresariais e gerar desemprego, além de acusar o governo federal de usar o tema para fins eleitorais. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera a escala 6x1 está em fase final de tramitação no Congresso, com apoio do governo Lula, e prevê jornada semanal de 40 horas, dois dias de descanso e um período de transição para as empresas se adaptarem, com votação esperada para este mês.
Foto: Waldemir Barreto | Agência Senado
O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência da República, criticou nesta terça-feira (19) a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 no Brasil. Em nota divulgada por sua equipe, o parlamentar classificou o debate como “legítimo”, mas afirmou que a discussão ocorre de forma “inoportuna e eleitoreira”. Na manifestação, Flávio defendeu um modelo de remuneração por hora trabalhada, com manutenção dos direitos previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), como FGTS, INSS, férias e décimo terceiro salário. “A remuneração por hora trabalhada traz liberdade, aumento da renda e proteção. Quem quer trabalhar mais ganha mais. Quem precisa de menos horas tem essa liberdade”, afirmou o senador no texto. Segundo ele, a proposta beneficiaria principalmente mães solteiras, ao permitir jornadas mais flexíveis. “A mãe brasileira não deveria ter que escolher entre trabalhar e cuidar do filho”, declarou. Durante coletiva de imprensa, o parlamentar também afirmou que o fim da escala 6x1 tenta apresentar uma “solução fácil” para a população, mas poderá provocar aumento de custos para empresas e gerar desemprego. Flávio ainda acusou o governo federal de usar o tema com interesses eleitorais. A PEC que acaba com a escala 6x1 está em fase decisiva de tramitação no Congresso e conta com apoio do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O relator da proposta, o deputado federal Léo Prates, deve se reunir com o presidente da Câmara, Hugo Motta, para finalizar o novo texto da PEC. A expectativa é de que a proposta seja votada ainda este mês. O parecer em discussão prevê jornada semanal de 40 horas, dois dias de descanso e período de transição entre dois e cinco anos para adaptação das empresas.






















