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  • Ministério da Saúde assegura mais de R$ 43 mi em recursos federais para o coronavírus na Bahia

    Foto: Divulgação Foto: Divulgação
    Por Juliana Rodrigues

    09/07/2020 - 08:00


    O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello ainda assegurou o envio de novos ventiladores pulmonares e até 500 mil kits de amplificação do RT-PCR

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    - O Ministério da Saúde ampliou em R$ 43 milhões o custeio de serviços na Bahia, como UTIs Covid de hospitais na capital e no interior. Em reunião com o secretário da Saúde do Estado da Bahia, Fábio Vilas-Boas, o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello ainda assegurou o envio de novos ventiladores pulmonares e até 500 mil kits de amplificação do RT-PCR. “O Ministério permitirá ainda que os recursos das emendas parlamentares da bancada da Bahia sejam utilizados para comprar equipamentos para montar hospitais, bem como enviarão medicamentos anestésicos para pacientes entubados, que estão escassos em todo o Brasil”, afirma Vilas-Boas. Os leitos de Terapia Intensiva que serão habilitados pelo Ministério da Saúde estão localizados nos municípios de Salvador, Feira de Santana, Jequié e Ilhéus.

  • EUA firmam contrato de US$ 1,6 bilhão com empresa para fabricação de vacina contra Covid-19

    Foto: Reprodução | AFP Foto: Reprodução | AFP
    Por Luciana Freire

    07/07/2020 - 11:15


    Novavax é a quarta companhia a receber fundos federais para conduzir testes clínicos da Fase 3 em grande escala

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    - O programa de vacina contra o coronavírus dos Estados Unidos, chamado Operação Warp Speed, anunciou hoje (7) o maior contrato já feito pelo governo para combater a pandemia: US$ 1,6 bilhão com a Novavax, companhia de biotecnologia de Maryland. A informação foi divulgada pela CNN Brasil. O presidente e CEO da empresa, Stanley Erck, disse em entrevista que a vacina da Novavax pode estar no mercado no primeiro trimestre de 2021. A Novavax é a quarta companhia a receber fundos federais para conduzir testes clínicos da Fase 3 em grande escala e fabricar uma vacina contra o coronavírus. Cada teste deve ser feito com 30 mil pessoas. O pacote de recursos que a empresa recebeu vai permitir o teste da vacina e aumentar a produção, após uma possível aprovação dos órgãos de controle, com o objetivo de entregar 100 milhões de doses até fevereiro, afirma Erck.

  • Mais de 6 milhões de pessoas estão recuperadas do coronavírus no mundo

    Foto: Sergio Perez | Reuters Foto: Sergio Perez | Reuters
    Por Lara Curcino

    06/07/2020 - 07:30


    Brasil é país com maior número de curados da Covid-19

    SAÚDE

    - O mundo ultrapassou a marca dos 6.193.538 pessoas curadas após infecção pelo coronavírus. De acordo com o Mapa da Covid-19, feito pela Universidade Johns Hopkins, até as 8h20 de hoje (6) 6.193.538 pacientes já estavam recuperados. O país com maior número de curados é o Brasil, que possui 1.029.045. Logo abaixo vem os Estados Unidos, com 906.763 curados. 

  • OMS confirma novo recorde de casos de Covid-19 e retira em definitivo hidroxicloroquina de testes

    Foto: Reprodução  Foto: Reprodução
    Por Luciana Freire

    05/07/2020 - 07:00


    No Brasil, as Forças Armadas produzem o medicamento e aumentaram sua produção a pedido do presidente Bolsonaro

    SAÚDE

    - A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou ontem (4) sua decisão de retirar definitivamente a hidroxicloroquina de seus testes científicos. Também ontem, a organização confirmou 212.326 mil casos por Covid-19 em apenas 24 horas, novo recorde mundial. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo. Em nota, a OMS, que suspendera a utilização do medicamento por falta de resultados, confirmou que o remédio, ainda defendido pelo governo do presidente Jair Bolsonaro, não será mais usado em suas pesquisas. "O Comitê Diretor Internacional formulou a recomendação à luz das evidências para hidroxicloroquina e para lopinavir/ritonavir e de uma revisão das evidências de todos os estudos apresentados na Cúpula da OMS sobre pesquisa e inovação Covid-19, em 1 e 2 de julho", apontou o comunicado. No Brasil, as Forças Armadas produzem o medicamento e aumentaram sua produção a pedido do presidente Bolsonaro. Segundo o Ministério da Defesa já foram produzidos 1,8 milhão de comprimidos de hidroxicloroquina que estão estocados no Laboratório do Exército brasileiro.

  • Anvisa autoriza teste de vacina desenvolvida por empresa chinesa

    Foto: Reprodução | Getty Images Foto: Reprodução | Getty Images
    Por Lara Curcino

    04/07/2020 - 11:00


    Parceria com o Brasil havia sido anunciada pelo Instituto Butantan e Governo de SP

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    - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou ontem (3) testes da vacina contra o coronavírus CoronaVac, desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac. A liberação havia sido solicitada pelo Instituto Butantan e foi anunciada pelo governador de São Paulo, João Doria, no dia 11 de junho. A anvisa informa, em nota, que a dose deve ser testada em diferentes partes do Brasil. A vacina está na terceira fase de experimentos, quando já pode ser administrada por um maior número de pessoas. O estudo clínico com ela vai contar com nove mil voluntários, dos estados de SP, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná, além do Distrito Federal. De acordo com a Anvisa, estudo da primeira e segunda fase, que foram realizados em humanos saudáveis e em animais, indicaram segurança nas doses e capacidade de provocar respostas imunes “favoráveis”. Após aval da Anvisa, de acordo com o Butantan, metodologia ainda precisa ser validada pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), ligada ao Ministério da Saúde, ou pela Comissão de Ética para Análise de Projetos de Pesquisa (CAPPesq), que é vinculada à Secretaria Estadual da Saúde.

  • OMS vê sinais de estabilização dos contágios de Covid-19 no Brasil

    Foto: Fabrice Coffrini | Getty Images Foto: Fabrice Coffrini | Getty Images
    Por Luciana Freire

    04/07/2020 - 07:00


    O diretor Michael Ryan reforçou, no entanto, que a percepção não significa que o país esteja chegando ao fim da crise e nem que os números não possam voltar a subir

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    - O diretor de operações da Organização Mundial de Saúde (OMS), Michael Ryan, afirmou hoje (3) em coletiva de imprensa, que vê “sinais de estabilização” do crescimento da curva de pessoas contaminadas no Brasil pelo coronavírus, mas pediu cautela. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo. Ryan reforçou que a percepção não significa que o país esteja chegando ao fim da crise e nem que os números não possam voltar a subir. Sobre a abertura da economia em tempos de contaminação, o diretor afirmou que há o desafio de garantir a renda de trabalhadores no período, mas que é preciso ficar atento a dados científicos na hora de governos tomarem as “escolhas difíceis” que precisam fazer.

  • Vítima-padrão de Covid-19 no Brasil é homem, pobre e negro

    Foto: Fabio Teixeira | Getty Imagens Foto: Fabio Teixeira | Getty Imagens
    Por Juliana Rodrigues

    03/07/2020 - 08:00


    Compilação de dados do SUS mostra perfil mais atendido em meio à pandemia de coronavírus

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    - Dados coletados no Sistema Sivep-Gripe, do OpenDataSUS, mantido pelo Sistema Único de Saúde, apontou qual a vítima-padrão da Covid-19 no Brasil. O levantamento feito pela revista Época aponta que, de 54.488 vítimas, a conclusão é que a doença mata mais pobres e pardos, mais homens que mulheres e mais jovens do que em outros países onde a pandemia inviabilizou sistemas de saúde, como na Itália e na Espanha. O censo foi encomendado através da consultoria Lagom Data. Por meio do Sistema Sivep-Gripe, é possível ler o que cada profissional da saúde escreveu na ficha de cada paciente infectado pelo novo coronavírus no Brasil. A inserção tem uma certa defasagem: na terça-feira 30, última coleta feita pela reportagem da Época, eram contabilizadas 54.488 mortes, enquanto os números do Ministério da Saúde estavam em 60 mil. Sexo, idade e localização são as informações mais completas nas fichas pesquisadas. Com isso, é possível saber que 96% dos pacientes que morreram de Covid-19 após serem internados no Brasil viviam em zonas urbanas e quase seis em cada dez eram homens. A cor da pele é preenchida em cerca de dois terços das fichas e, apesar das lacunas, os números evidenciam o impacto da desigualdade. Das vítimas cuja cor foi identificada, 61% constam como pardas e pretas, enquanto, segundo o IBGE, os pardos e pretos no país representam 54%. No Norte, 86% das vítimas eram pardas e pretas, um número proporcionalmente maior do que a desses fenótipos na população da região — que é de 76%. No Nordeste, eram 82% dos mortos, mesmo sendo apenas 70% da população, de acordo com o IBGE. 

  • Teste de vacina de covid-19 funciona e Pfizer pode produzir 1 bilhão de doses

    Foto: Reprodução | AFP Foto: Reprodução | AFP
    Por Juliana Rodrigues

    01/07/2020 - 12:00


    Estudo foi realizado em 45 voluntários dos Estados Unidos

    SAÚDE

    - A vacina experimental contra o novo coronavírus produzida pela gigante farmacêutica Pfizer em parceria com a empresa de biotecnologia BioNTech teve bons resultados em testes com humanos. Segundo a revista Exame, a novidade foi divulgada no site Medrxiv, principal distribuidor de descobertas científicas que ainda não foram revisadas por pares. Os resultados ainda não foram publicados em um jornal científico. Segundo a publicação, a vacina foi aplicada em 45 voluntários. Ela estimulou a resposta imune dos pacientes saudáveis, mas também causou efeitos colaterais, como febre, em doses mais altas. O imunobiológico foi capaz de gerar anticorpos contra a covid-19 e alguns deles neutralizaram o vírus, o que pode significar que é capaz de parar o funcionamento dele. Ainda não se sabe, porém, se esse nível mais alto de anticorpos é realmente capaz de gerar imunidade à doença. A Pfizer irá conduzir novos estudos em breve para provar que quem tomou a vacina é 50% menos vulnerável ao vírus. As próximas fases do teste também serão focadas nos Estados Unidos. Caso tudo corra bem, a expectativa da companhia é produzir até 100 milhões de doses da vacina até o final deste ano e mais 1,2 bilhão até o final de 2021. O resultado positivo dos testes fez com que as ações da Pfizer subissem mais de 4% na bolsa americana.

  • Vacina contra Covid-19 pode começar a ser distribuída em dezembro, diz Fiocruz

    Foto: Reprodução | AFP Foto: Reprodução | AFP
    Por Kamille Martinho

    30/06/2020 - 06:00


    O medicamento está sendo desenvolvido no laboratório de Manguinhos, na Zona Norte do Rio, em parceria com a Universidade de Oxford, na Inglaterra

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    - A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou hoje (29) que, se tudo correr dentro do previsto, a distribuir da vacina contra a Covid-19 começará em dezembro deste ano. O medicamento está sendo desenvolvida no laboratório de Manguinhos, na Zona Norte do Rio, em parceria com a Universidade de Oxford, na Inglaterra. As informações são do G1. O acordo com a universidade estadunidense foi anunciado no sábado (27) pelo Ministério da Saúde e prevê a transferência da tecnologia da Universidade de Oxford para a Fiocruz, que vai poder produzir a vacina. A vacina em produção pela Fiocruz está entre as mais promissoras entre as mais de 140 que estão sendo testadas pelo mundo.

  • Pesquisadores chineses descobrem novo vírus com potencial de causar pandemia

    Foto: Reprodução  Foto: Reprodução
    Por Juliana Rodrigues

    30/06/2020 - 06:00


    Vírus chamado G4 EA H1N1 foi descoberto em porcos, mas há evidências de infecções recentes em trabalhadores da indústria suína

    SAÚDE

    - Um estudo realizado na China descobriu uma nova cepa do vírus influenza, da gripe, capaz de causar uma pandemia. A linhagem recém-descoberta tem porcos como hospedeiros e pode infectar seres humanos. De acordo com informações da BBC News, os cientistas se preocupam com a possibilidade de o vírus sofrer mutação e se espalhar facilmente de pessoa a pessoa. Isso porque a cepa tem “todas as características” de ser altamente adaptável para infectar seres humanos. A última gripe com proporções de pandemia foi em 2009, que começou no México. O impacto foi menos mortal do que o esperado inicialmente, provavelmente porque pessoas mais velhas tinham alguma imunidade ao vírus devido à semelhança com outros que circulavam anos antes. O perigo dessa nova cepa é que as vacinas contra gripe que temos não parecem proteger contra a gripe G4 EA H1N1, embora possam ser adaptadas, se necessário. Cientistas descobriram que o vírus pode crescer e se multiplicar nas células que revestem as vias aéreas humanas. Há evidências de infecções recentes em trabalhadores de matadouros e na indústria suína chinesa.

  • Grupo chinês diz que testes de vacina contra covid-19 mostraram completa eficácia

    Foto: Reprodução | AFP Foto: Reprodução | AFP
    Por Juliana Rodrigues

    29/06/2020 - 07:00


    Ao todo, 1.120 pessoas participaram de nova etapa de testes da farmacêutica CNBG

    SAÚDE

    - O grupo farmacêutico chinês China National Biotec Group (CNBG) informou neste domingo, 28, que uma vacina contra o novo coronavírus em desenvolvimento pela empresa se mostrou capaz de imunizar todas as pessoas que receberam as doses. Participaram desta etapa 1.120 indivíduos, sendo que todos produziram anticorpos contra o vírus causador da covid-19. "Com referência a produtos similares no passado, combinados com dados humanos existentes, sugere-se inicialmente que a nova vacina desenvolvida seja segura e eficaz", diz o texto publicado pela CNBG na rede social chinesa WeChat. Na nota, o grupo também disse ter construído uma fábrica em Pequim com capacidade de produzir até 120 milhões de unidades da vacina a cada ano.

  • Especialistas começam a entender os problemas de saúde causados pela Covid-19

    Foto: Reprodução | Steve Parsons Foto: Reprodução | Steve Parsons
    Por Julie Steenhuysen

    27/06/2020 - 12:27


    Além dos problemas respiratórios que deixam os pacientes ofegantes, o vírus que causa a Covid-19 ataca muitos sistemas orgânicos, em alguns casos proporcionando danos catastróficos.

    SAÚDE

    - Os especialistas estão começando a entender a vasta gama de problemas de saúde causados pelo novo coronavírus, sendo que alguns deles podem ter efeitos persistentes nos pacientes e sistemas de saúde nos próximos anos. As informações são rede CNN. De acordo com a publicação, além dos problemas respiratórios que deixam os pacientes ofegantes, o vírus que causa a Covid-19 ataca muitos sistemas orgânicos, em alguns casos proporcionando danos catastróficos. "Pensávamos que se tratava apenas de um vírus respiratório. Acontece que ele vai para o pâncreas. Ele vai para o coração. Ele vai para o fígado, o cérebro, o rim e outros órgãos. Nós não avaliamos isso no começo", disse o dr. Eric Topol, cardiologista e diretor do Instituto Translacional de Pesquisa Scripps, em La Jolla, na Califórnia. Além do desconforto respiratório, os pacientes com Covid-19 podem apresentar distúrbios de coagulação sanguínea que podem levar a derrames e inflamação extrema que ataca vários sistemas orgânicos. O vírus também pode causar complicações neurológicas que variam de dor de cabeça, tontura e perda de paladar ou olfato a convulsões e confusão.E a recuperação pode ser lenta, incompleta e cara, com um enorme impacto na qualidade de vida.

    Foto: Reprodução | Nasa
    Foto: Reprodução | Nasa

    As manifestações amplas e diversas da Covid-19 são únicas, disse a médica Sadiya Khan, cardiologista da Northwestern Medicine em Chicago.Pessoas com problemas cardíacos subjacentes também têm maior risco de complicações, segundo ela. O que é surpreendente sobre esse vírus é a extensão das complicações fora dos pulmões. Khan acredita que haverá uma enorme despesa e ônus em saúde para indivíduos que sobreviveram à Covid-19. Reabilitação longa: Pacientes que estiveram em unidade de terapia intensiva ou em um ventilador por semanas precisarão passar um tempo considerável na reabilitação para recuperar a mobilidade e a força."Quanto mais velho, mais difícil, e você nunca volta ao mesmo nível de função", disse a médica. Embora grande parte do foco esteja na minoria de pacientes que sofre de doenças graves, os médicos estão cada vez mais se voltando às necessidades de pacientes que não estavam doentes o suficiente para exigir hospitalização, mas ainda sofrem por meses após a infecção. Estudos estão apenas começando para entender os efeitos a longo prazo da infecção, afirmou Jay Butler, vice-diretor de doenças infecciosas do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, a repórteres em uma entrevista por telefone na quinta-feira. "Ouvimos relatos de pessoas que têm fadiga persistente, falta de ar", disse Butler. "Quanto tempo isso vai durar, é difícil dizer. "Os sintomas do coronavírus geralmente desaparecem em duas ou três semanas, mas estima-se que 1 em cada 10 infectados tenha sintomas prolongados, escreveu a dra. Helen Salisbury, da Universidade de Oxford, no British Medical Journal na terça-feira.

  • Ministério da Saúde anuncia parceria para produção de vacina contra Covid-19

    Foto: Reprodução | TV Sudoeste Foto: Reprodução | TV Sudoeste
    Por Juliana Rodrigues

    27/06/2020 - 11:00


    Medicamento será produzido em parceria com a Universidade de Oxford e tem previsão de entrega à Fiocruz entre dezembro e janeiro

    SAÚDE

    - O Ministério da Saúde anunciou hoje (27) que o governo brasileiro fará uma parceria para o desenvolvimento e produção de vacina contra a Covid-19. O anúncio foi feito pelo secretário-executivo da pasta, Elcio Franco, acompanhado por outros gestores da pasta. O ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, não participou do anúncio. A parceria será vinculada entre o governo brasileiro e a Universidade de Oxford. A instituição britânica, em conjunto com AstraZeneca, conta com a vacina com fase de testes mais avançada do mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). O medicamento está em fase de testes no Brasil e já foi aplicada em alguns pacientes no país. Segundo os técnicos do Ministério da Saúde, as doses serão entregues à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) entre meados de dezembro e janeiro. O acordo, quando celebrado, prevê a transferência de tecnologia de formulação, envasamento e o controle de qualidade. Será utilizada a previsão legal de encomendatecnológica prevista na lei nº 10.973, de 2004, e amparada na lei de licitações, a 8.666, de 1.993. "A previsão é que esses lotes estão previstos para dezembro e janeiro, porque a vacina de Oxford é a mais avançada", disse Elcio Franco. "Toda distribuição será feita seguindo critérios rígidos de segurança e eficácia e vamos priorizar a vacinação de pessoas mais vulneráveis, profissionais de saúde e segurança pública", complementa Arnaldo Correia de Medeiros. O acordo tem duas etapas. Começa com uma encomenda em que o Brasil assume também os riscos da pesquisa. Ou seja, será paga pela tecnologia mesmo não tendo os resultados dos ensaios clínicos finais. Em uma segunda fase, caso a vacina se mostre eficaz e segura, será ampliada a compra. Nessa fase inicial, de risco assumido, serão 30,4 milhões de doses da vacina, no valor total de U$ 127 milhões, incluídos os custos de transferência da tecnologia e do processo produtivo da Fiocruz, estimados em U$ 30 milhões. Os dois lotes a serem disponibilizados à Fiocruz, de 15,2 milhões de doses cada, deverão ser entregues em dezembro de 2020 e janeiro de 2021. O governo também estuda parcerias similares para outras vacinas que se mostraram promissoras contra a Covid-19, doença respiratória causada pelo novo coronavírus, até o momento.

  • Coronavírus: estudo da Fiocruz mostra eficácia de antiviral usado contra hepatite C

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    Por Matheus Simoni

    26/06/2020 - 13:15


    Daclastavir superou também a eficiência do atazanavir, um antirretroviral utilizado no tratamento de HIV que foi testado anteriormente pelos cientistas da Fiocruz

    SAÚDE

    - Um estudo liderado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com medicamentos que são usados para tratar hepatite C mostrou eficácia contra o coronavírus. Em experimentos in vitro com três linhagens de células, incluindo células pulmonares humanas, o antiviral daclastavir impediu a produção de partículas virais da Covid-19 que causam a infecção. O medicamento foi de 1,1 a 4 vezes mais eficiente do que outros remédios que estão sendo usados nos estudos clínicos do coronavírus, como a cloroquina, a combinação de lopinavir e ritonavir e a ribavirina, este último também usado no tratamento de hepatite. O coronavírus já infectou mais de 9,6 milhões de pessoas no mundo e matou quase 490 mil, segundo o painel global da universidade Johns Hopkins. No Brasil, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde, foram contabilizados 1.228.114 casos e 54.971 óbitos. O daclastavir superou também a eficiência do atazanavir, um antirretroviral utilizado no tratamento de HIV que foi testado anteriormente pelos cientistas da Fiocruz. "As análises apontaram que o fármaco [daclastavir] interrompeu a síntese do material genético viral, o que levou ao bloqueio da replicação do vírus. Em células de defesa infectadas, o fármaco também reduziu a produção de substâncias inflamatórias, que estão associadas a quadros de hiperinflamação observados em casos graves de covid-19", diz a Fiocruz, em comunicado. Os testes mostraram que o sofosbuvir, outro remédio para hepatite, foi menos eficiente do que o daclastavir. Ele também inibiu a replicação viral em linhagens de células humanas pulmonares e hepáticas, mas não apresentou efeito em células Vero, derivadas de rim de macaco e muito utilizadas em estudos de virologia.

  • Covid-19: Brasil se torna país com mais recuperados no mundo, diz universidade

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    Por Juliana Rodrigues

    25/06/2020 - 10:30


    Os números compilados pela Johns Hopkins são atualizados várias vezes no mesmo dia.

    SAÚDE

    - O Brasil se tornou o país do mundo com mais recuperados após infecções pelo novo coronavírus, segundo o painel atualizado em tempo real pela universidade americana Johns Hopkins. O vírus é o causador da Covid-19. Às 5h desta quinta-feira (horário de Brasília), a contagem mostra o Brasil à frente dos Estados Unidos no ranking de recuperados: com 660.469 pacientes que já eliminaram o vírus, ante 656.161 registrados em território americano. A lista das nações com maiores registros de pacientes em alta, após terem testado positivo, segue com Rússia (374.557) e Índia (271.697). Ao todo, o mundo soma no momento 4.753.804 pessoas recuperadas do novo coronavírus, entre casos confirmados, segundo o painel em tempo real da Johns Hopkins. Os números compilados pela Johns Hopkins são atualizados várias vezes no mesmo dia. Segundo a universidade, os dados vêm de fontes como a OMS (Organização Mundial da Saúde) e autoridades de saúde de diferentes países.

  • Vacina tríplice viral pode proteger contra o coronavírus, dizem cientistas

    Foto: Reprodução | AFP Foto: Reprodução | AFP
    Por Luciana Freire

    22/06/2020 - 18:00


    Pesquisadores descobriram que as principais proteínas dos vírus de sarampo, caxumba e rubéola têm uma similaridade com proteínas da Covid-19

    SAÚDE

    - A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, pode prevenir também a infecção pelo novo coronavírus, segundo cientistas citados pelo jornal britânico "The Sun". A informação foi divulgada pelo portal Yahoo. A imunização pode ser a razão pela qual as crianças não são severamente afetadas pela Covid-19, dizem os especialistas da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. No Brasil a vacina é administrada aos bebês com 12 meses de idade, com a segunda dose aos 15 meses. Os pesquisadores descobriram que as principais proteínas dos vírus de sarampo, caxumba e rubéola têm uma similaridade com proteínas do coronavírus. O estudo ainda não foi revisado por outros cientistas, e diz que administrar a tríplice viral a grupos etários de risco ainda precisa de considerações adicionais para ser classificada como uma intervenção segura e apropriada. Os especialistas reiteraram que ainda são necessárias pesquisas detalhadas para determinar se a vacina pode reduzir a gravidade da Covid-19.

  • Coronavírus: Mundo registra 1 milhão de casos em oito dias; 'efeitos serão sentidos por décadas', diz OMS

    Foto: Reprodução | AFP Foto: Reprodução | AFP
    Por Kamille Martinho

    22/06/2020 - 14:30


    Foram necessários mais de três meses para alcançar o primeiro milhão de casos registrados. O último milhão de contágios aconteceu em apenas oito dias ", alertou o diretor-geral da organização

    SAÚDE

    - O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou hoje (22) que os casos de Covid-19 continuam crescendo ao redor do mundo, que registrou, nos últimos oito dias, um milhão de novos casos da doença. "Sabemos que a pandemia é muito mais que uma crise de saúde, é uma crise econômica, social e, em muitos países, política. Seus efeitos serão sentidos durante décadas", afirmou durante conferência virtual organizada em Dubai. A advertência do diretor da OMS acontece no momento em que vários países entram em uma fase de flexibilização do confinamento para reativar suas economias. Na semana passada, o diretor da OMS chamou esta nova fase de "perigosa". "Foram necessários mais de três meses para alcançar o primeiro milhão de casos registrados. O último milhão de contágios aconteceu em apenas oito dias ", alertou.

  • Imunidade ao novo coronavírus pode durar pouco tempo, diz estudo

    Foto: Divulgação Foto: Divulgação
    Por Juliana Rodrigues

    22/06/2020 - 14:00


    Segundo pesquisadores chineses, há redução no índice de anticorpos em um período de dois meses após a alta

    SAÚDE

    - Um estudo desenvolvido pela Universidade de Medicina de Chongqing, no sudoeste da China, aponta que a imunidade ao novo coronavírus pode durar apenas dois ou três meses, o que afetaria as possibilidades de aplicação das novas vacinas em desenvolvimento. A pesquisa 'Avaliação clínica e imunológica de infecções assintomáticas por SARS-CoV-2' foi publicada hoje (22) pelo portal digital privado Caixin. A informação é do iG. Os pesquisadores compararam os resultados da detecção de testes no sangue de pacientes assintomáticos e de casos confirmados com sintomas, incluindo 37 infecções assintomáticas no Condado de Wanzhou em Chongqing. Foram 22 mulheres e 15 homens assintomáticos com idades entre 8 e 75 anos, comparados com os 37 casos confirmados em proporção semelhante ao sexo e idade. Segundo o estudo, dentro de três semanas de infecção, em sua fase aguda, o grupo de pacientes assintomáticos apresentou um índice de anticorpos IgM de 62,2% e um de IgG de 81,1%. Entre os pacientes com sintomas, a IgM foi de 78,4 por cento e a IgG foi de 83,8 por cento. A conclusão dos pesquisadores foi que as infecções assintomáticas apresentam níveis mais baixos de bloqueio dos casos confirmados, embora sejam semelhantes nos dois grupos. Por outro lado, o nível de grande parte das pessoas infectadas apresentou uma diminuição significativa de dois meses após a infecção. Os níveis de bloqueio IgG em 93,3% do grupo assintomático e 96,8% do grupo sintomático diminuem precocemente no período de reabilitação, ou seja, 2 meses após a alta.

  • Vacina brasileira contra coronavírus deve ser aplicada na população até junho de 2021, diz Doria

    Foto: Divulgação Foto: Divulgação
    Por Matheus Simoni

    22/06/2020 - 09:00


    Segundo governador paulista, terceira fase de testes deve começar em duas semanas no estado

    SAÚDE

    - Desenvolvida pelo Instituto Butantan, centro de pesquisa biológica de São Paulo, a vacina brasileira contra o coronavírus, deve ser aplicada em toda a população até junho do ano que vem. Segundo o governador paulista, João Doria (PSDB), a medida inicia a fase de testes no próximo mês. "Anunciamos na semana passada o desenvolvimento da vacina, Covimac, desenvolvida juntamente com um laboratório chinês. Temos um acordo operacional desde agosto do ano passado. Esse é um grande laboratório chinês privado, chamado Sinovac. Graças a esse acordo e ao prestígio do Instituto Butantan e sua capacidade de produção de vacinas. É o maior produtor de vacinas da América latina e o quarto maior do mundo", afirmou o governador, em entrevista a Mário Kertész hoje (22), durante o Jornal da Bahia no Ar da Rádio Metrópole. Ainda segundo o tucano, a vacina será distribuída de forma gratuita. "Esta iniciativa é que tirou o Brasil do fim da fila e vai colocar até junho do ano que vem em condições de ser aplicada em todo o Brasil, não só em São Paulo. São sempre três fases que a Anvisa e o protocolo internacional estabelecem. Começa agora em duas semanas, com nove mil voluntários sendo testados com a nova vacina. Se tudo correr bem e não tiver contratempo, até o fim de maio e início de junho do ano que vem, será aplicada em todos os brasileiros", comentou. Ainda segundo Doria, as medidas de isolamento social foram cruciais para minimizar os impactos da pandemia. Na avaliação do governador paulista, a ciência dita as regras e ações tomadas pelo Executivo estadual. "Seguimos rigorosamente o que a ciência nos determina. Estamos na quarta quarentena, seguiremos para a quinta quarentena. É o que recomenda a saúde e a medicina, agora numa heterogênea. Fizemos três quarentenas numa fase homogêneas, igual para todo o estado de São Paulo. Agora, na quarta fase, é heterogênea com o plano São Paulo, com cinco fases", acrescentou o governador.

  • Tipo sanguíneo interfere no risco de ter Covid-19, diz pesquisa

    Foto: Reprodução | AFP Foto: Reprodução | AFP
    Por Kamille Martinho

    19/06/2020 - 17:30


    Pesquisa publicada no periódico científico "New England Journal of Medicine" estudou mais de 1980 pacientes com infecções graves da doença e os compararam a 2381 pessoas que não estavam doentes

    SAÚDE

    - Um estudo publicado ontem (17) no periódico científico "New England Journal of Medicine" diz que o tipo sanguíneo de uma pessoa, e outros fatores genéticos, podem indicar quem tem maior risco de desenvolver quadros graves ou morrer por Covid-19. "Nossos dados genéticos confirmam que o grupo sanguíneo O está associado a um risco menor de adquirir Covid-19 do que os não-O", escreveram os pesquisadores na nova pesquisa. "Já o grupo sanguíneo A foi associado a um risco maior que os grupos sanguíneos não-A." Os cientistas estudaram mais de 1980 pacientes espanhóis e italianos com infecções graves do novo coronavírus e os compararam a 2381 pessoas que não estavam doentes. "Confirmamos um potencial envolvimento do sistema de grupos sanguíneos ABO na Covid-19", escrevem os autores. Uma série de variantes em genes que estão envolvidos nas reações imunológicas são mais comuns em pessoas com casos graves de covid-19, descobriram os cientistas. Estes genes também estão envolvidos com uma proteína de superfície celular chamada ACE2, que o coronavírus usa para ter acesso às células do corpo e infectá-las. Os pesquisadores, entretanto, ressaltam que o estudo não deve desesperar quem tem sangue tipo A e muito menos estimular quem tem tipo sanguíneo O a parar de se cuidar.