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  • “Não faltará vacina contra Covid para crianças”, garante Queiroga

    Foto: Ueslei Marcelino | Reuters Foto: Ueslei Marcelino | Reuters
    Por Rebeca Borges

    13/01/2022 - 11:19


    Primeiro lote do imunizante Pfizer para crianças de 5 a 11 anos chegou ao Brasil nesta madrugada, com 1,2 milhão de doses

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    - O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou, nesta quinta-feira (13/1), que não faltará vacina contra a Covid-19 para as crianças brasileiras. O primeiro lote do imunizante Pfizer para crianças de 5 a 11 anos chegou ao Brasil nesta madrugada. O avião com 1,248 milhão de doses pousou no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). Depois, as vacinas foram enviadas ao Aeroporto de Guarulhos (SP), onde a equipe do Ministério da Saúde recebeu os imunizantes. Antes de embarcar para São Paulo, Queiroga publicou um vídeo nas redes sociais afirmando que não faltará vacina para o público infantil. O ministro frisou que a vacinação não será obrigatória e que “os pais que desejarem” vacinar os filhos terão imunizantes disponíveis. A expectativa do governo é receber, até o fim do mês, 4,3 milhões de doses pediátricas. De acordo com a Pfier, as próximas remessas chegam ao país nos dias 20 e 27 de janeiro, trazendo 1,248 milhão e 1,818 milhão de unidades, respectivamente. Até o primeiro trimestre de 2022, o país deve receber um total de 20 milhões de vacinas para crianças.

  • Decreto estadual também cobra comprovante de vacinação para acesso às academias

    Foto: Reprodução | Agência Brasil Foto: Reprodução | Agência Brasil
    12/01/2022 - 17:00


    Funcionamento dos estabelecimentos voltados para atividades físicas ficam condicionados à cobrança da vacinação para os clientes

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    - Passou meio desapercebido e o governador Rui Costa também não tocou no assunto em suas entrevistas, mas desde esta terça-feira (11) é obrigatória a apresentação do comprovante de vacinação para acesso às academias de musculação e estabelecimentos voltados para atividades físicas. A nova regra consta no mais recente decreto de enfrentamento ao novo coronavírus que reduziu de cinco para três mil o público máximo nos eventos, além de exigir comprovante de vacinação em bares, restaurantes, espaços culturais, cinemas, teatro, parques de exposições e equipamentos assemelhados. Confira outro locais onde será exigido o comprovante de vacinação: - o governo do estado mantém a exigência da vacinação para acesso a unidades prisionais, do Detran, e Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC), assim como a visitação social às unidades de saúde, às unidades prisionais e às unidades policiais do Estado, além de escolas da rede pública estadual e qualquer outro prédio público do estado. - A medida também vale para a utilização dos serviços de transporte coletivo rodoviário intermunicipal de passageiros, público e privado, nas modalidades regular, fretamento, complementar, alternativo e de vans.

  • Dermatologista dá dicas de como cuidar da pele no verão e se prevenir contra o câncer e outra doenças

    Foto: Divulgação Foto: Divulgação
    12/01/2022 - 10:37


    SAÚDE

    - Quando a estação mais quente do ano chega, é necessário lembrar que os cuidados com a pele nesse período devem ser redobrados, a fim de mantê-la saudável e diminuir o risco de câncer de pele e outras doenças. Além disso, a exposição solar sem proteção pode provocar queimaduras e o envelhecimento precoce da pele. É por isso que todos os anos, no início do verão, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) promove a campanha Dezembro Laranja, que tem como foco a conscientização acerca das medidas para prevenção ao câncer de pele. Neste verão, a SBD estima que com a queda nos indicadores de morbidade e de mortalidade relacionados à Covid-19, as praias e os espaços abertos voltarão a ser ocupados com muito mais intensidade. Com a mensagem central “Adicione mais fator de proteção ao seu verão”, o Dezembro Laranja reforça a necessidade de a população agregar à sua rotina as medidas necessárias que garantam uma exposição ao sol sem danos para a pele. Nesse sentido, a professora do curso de Medicina do Centro Universitário UniFG, dermatologista Gilberta Kumaira, enumerou alguns cuidados essenciais que quem pretende frequentar piscinas, clubes, praias e outros espaços abertos devem tomar. Contudo, a médica ressalta a necessidade de ainda se prestar atenção às recomendações das autoridades sanitárias contra o Coronavírus, evitando aglomerações nesses ambientes. Confira as dicas a seguir:  Garantir uma hidratação intensa, tanto oral quanto tópica. É necessário ingerir bastante líquido, que pode ser água ou água de coco e suco de frutas natural. Além da ingestão hídrica, que deve ser maior nesta época, a especialista reforça a importância de fazer uma hidratação adequada da pele, usando produtos apropriados para cada tipo de pele. “Essa hidratação deve ser feita imediatamente após o banho. Então, no máximo 3 minutos após o banho, porque o hidratante precisa de um pouco de umidade da pele para penetrar melhor na camada da epiderme”, completa. Evitar banhos quentes. O banho quente retira a proteção natural da pele, piorando a qualidade da mesma. Sendo assim, a dermatologista recomenda que as pessoas evitem banhos quentes e o excesso de banhos. Utilizar corretamente o protetor solar. O protetor solar deve ser reaplicado a cada duas horas, sempre 30 minutos antes de iniciar a exposição solar. “Porém, se você entrou na água, mesmo que não tenha dado as duas horas ainda, mesmo que o protetor indique que é a prova d’água, você deve reaplicar imediatamente, senão perde a eficácia. Nós temos hoje as roupas com protetor solar, que também ajudam bastante. Então, temos blusas, temos chapéus, luvas, que seriam uma excelente indicação para aquelas pessoas que têm dificuldade de estar aplicando o próprio protetor solar”, alerta a Dra. Gilberta Kumaira. Consumir alimentos ricos em licopeno e vitamina C, que ajudam a prevenir o envelhecimento precoce e reparar o dano celular. O licopeno é um antioxidante, presente em alimentos como tomate e frutas vermelhas. A médica indica, ainda, o consumo de alimentos como castanha do pará, chocolate amargo e chá verde, que possuem nutrientes com ação antioxidante, anti-inflamatória e protetora da pele. “São alimentos que são de grande importância para consumirmos no nosso dia a dia”, disse a médica. Além desses, a especialista também recomenda alimentos para quem deseja potencializar o bronzeamento da pele, ricos em betacaroteno, como cenoura, acerola, beterraba, abóbora, mamão e folhas verde escuro. Não esquecer da proteção ocular. É importante, ainda, utilizar óculos apropriados para proteção do globo ocular. “A gente sempre fala do protetor solar tópico, as roupas com proteção solar, mas a gente as vezes acaba esquecendo da utilização do óculos de sol, que também é fundamental para estar protegendo, para evitar danos à retina”, explica a dermatologista. Atenção redobrada para as micoses. Além da questão do maior risco para câncer de pele, com a associação de sol, areia, praia, piscina e suor, pode ocorrer um aumento da proliferação das micoses. A médica afirma que após entrar no mar ou piscina, é importante que as pessoas tomem banho com água doce e sequem adequadamente todas as partes e dobras do corpo que podem ficar úmidas: “Tem que estar hidratando também essa pele para não ter um aumento do risco de ressecamento, causando outros tipos de alergias”. Além disso, é preciso evitar permanecer com roupas molhadas e evitar praias consideradas impróprias para banhos ou piscinas não adequadamente tratadas.  

  • Brasileiro em Israel é o primeiro paciente a receber pílula para Covid

    Foto: Reprodução | Redes Sociais Foto: Reprodução | Redes Sociais
    05/01/2022 - 14:00


    Por ter Doença de Chron, o economista não desenvolveu anticorpos para o vírus mesmo vacinado

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    - Um brasileiro, morador de Israel, foi o primeiro infectado com Covid-19 a tomar o medicamento paxlovid, da Pfizer. O economista Simcha Neumark, 33, nasceu em São Paulo e mora em Jerusalém desde 2013. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, ele foi diagnosticado com a doença na sexta-feira (31) e no domingo (2) foi escolhido para ser o primeiro a receber o remédio após procurar atendimento médico. Neumark tem Doença de Crohn e, por isso, não desenvolveu anticorpos para o vírus, mesmo vacinado. Ele disse ter sido vacinado cinco vezes, três em Israel e duas no Brasil - para onde costuma viajar a trabalho. Com relação à experiência de ter tomado o medicamento contra a Covid-19, Neumark afirma que horas depois já se sentia melhor. A febre e a dor de garganta haviam cessado cerca de 15 horas após receber a pílula.

  • França identifica nova variante do coronavírus com 46 mutações

    Foto: Reprodução | AFP Foto: Reprodução | AFP
    05/01/2022 - 10:00


    A cepa IHU, descoberta em instituto de Marselha, está associada ao aumento de transmissão do coronavírus no país europeu

    SAÚDE

    - Pesquisadores do Instituto Hospitalar Universitáriro, em Marselhe (FRA), comunicaram a descoberta de uma nova variante do novo coronavírus. Com designação técnica B.1.640.2 e também chamada de IHU em referência ao local onde foi identificada, a nova cepa tem 46 mutações e está associada a potencial aumento da transmissão do vírus no país europeu. A variante francesa é uma derivação da B.1.640, detectada no fim de setembro de 2021 na República do Congo. Os primeiros casos da IHU foram observados na localidade de Forcalquier, na região de Provença-Alpes-Costa Azul. Na mesma região, mas em Marselha, uma dezena de casos surgiram associados a viagens a Camarões, país africano que faz fronteira com a República do Congo. O IHU de Marselha, especialista em doenças infecciosas, é dirigido pelo médico Didier Raoult, que recebeu advertência da Ordem dos Médicos francesa por ter violado o código de ética. Ele promoveu o uso do remédio antimalária hidroxicloroquina como tratamento para a Covid-19 sem provas de sua eficácia. Identificada em novembro de 2021, a Õmicron é considerdada a mais contagiosa de todas as variantes do coronavírus, apresentando mais de 30 mutações genéticas na proteína da espícula, a “chave” que permite ao vírus entrar nas células humanas. Vários países, incluindo Portugal e França, têm atingindo recordes diários de infecções devido à circulação dessa variante. Com informações da Agência Brasil e da Rádio e Televisão de Portugal (RTP).

  • Dupla infecção: RJ e Ceará registram casos de Covid e Influenza ao mesmo tempo

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    Por Leilane Teixeira

    04/01/2022 - 09:07


    No Rio, família diz que adolescente testou positivo mas secretaria estadual não confirma. No Ceará, 3 pacientes foram diagnosticados com as 2 síndromes gripais juntas

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    - Os estados do Rio de Janeiro e Ceará já registram casos de infecção por Covid-19 e influenza ao mesmo tempo, fenômeno que está sendo chamado de “flurona”, uma junção do nome das duas doenças. No Rio, a dupla infecção foi identificada em um adolescente de 16 anos. Mãe do jovem, a fisioterapeuta Adriana Soutto Mayor diz que ele começou a apresentar sintomas leves, como coriza e febre baixa, na última quarta-feira (29). Como o filho continuou com o mesmo quadro, ela decidiu levá-lo para fazer um teste no dia seguinte. A fisioterapeuta diz que o filho está bem e que tomou as duas doses da vacina. Segundo ela, as autoridades de saúde do Rio já entraram em contato para investigar o caso. Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde diz que ainda não confirmou a dupla infecção e que, em geral, os casos são notificados pela doença com maior gravidade, no caso a Covid-19. “É importante ressaltar que ainda não existem estudos científicos publicados que confirmem as implicações clínicas ou imunológicas da infecção conjunta. A Secretaria reforça que vai acompanhar qualquer ocorrência que venha a ser notificada no estado.” No Ceará, o governo já confirmou três casos de coinfecção, todos eles em Fortaleza. Trata-se de duas crianças de um ano, cujos quadros clínicos não foram graves e que já receberam alta, e de um homem de 52 anos que não precisou ser internado. Segundo a Secretaria da Saúde do estado, não se sabe ainda qual cepa do coronavírus infectou os três. A pasta informou, porém, que os pacientes foram contaminados pela H3N2, uma das cepas da influenza.

  • Epidemia de gripe atinge a Bahia e outros 16 estados, diz levantamento

    Foto: Reprodução  Foto: Reprodução
    24/12/2021 - 09:15


    De acordo com a Sesab, o estado registrou 395 casos de Síndrome Gripal (SG) com laudo positivo para Influenza A H3N2 em boletim divulgado na quinta-feira (23)

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    - A epidemia do vírus da gripe H3N2 já atinge 17 estados do país, segundo levantamento feito pelo jornal Folha de São Paulo. No entanto, devido a instabilidade nos sistemas de notificação do Ministério da Saúde, não é possível saber o tamanho do problema. Segundo a pesquisa, além de São Paulo e Rio de Janeiro, os estados do Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais e Rondônia são os de maior avanço da doença, tendo o maior número de infecções. De acordo com a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), em boletim divulgado na quinta-feira (23), o estado registrou 395 casos de Síndrome Gripal (SG) com laudo positivo para Influenza A H3N2 e cinco mortes ocasionadas pela doença. Desses, 72 casos evoluíram para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e necessitaram de hospitalização, sendo 01 de Camaçari, 01 de Lauro de Freitas e 69 de Salvador. Os dados são referentes até a semana epidemiológica 51, encerrada na última quarta-feira (22). No estado já foram registrados 5 óbitos ocasionados pela Síndrome Respiratória Aguda Grave por Influenza A H3N2, o que representa uma taxa de letalidade de 6,9% entre os casos de SRAG hospitalizados. A maior letalidade foi observada na faixa etária igual ou maior a 80 anos, com registro de 03 óbitos dentre os 17 casos confirmados nesse grupo (17,6%); seguido da faixa de 60 a 69 anos, com 01 óbito dentre 7 casos (14,3%); e 70 a 79 anos, com 01 óbito dentre 14 casos. Não foram registrados óbitos em menores de 59 anos. Monitoramento - O monitoramento da circulação de vírus respiratórios é realizado através da notificação dos casos de SRAG no sistema de informação SIVEP-GRIPE. “E também através de amostragem realizada por unidades sentinelas da Síndrome Gripal (SG). Para efeito de notificação, devem ser considerados os casos de SRAG hospitalizados ou os óbitos por SRAG independentemente de hospitalização”, explica o boletim. Devido à instabilidade no sistema de informação do Ministério da Saúde, o acesso aos dados de notificação de casos tem sido inconsistente e descontínuo, fazendo com que as informações permaneçam sujeitas a revisão. Casos no país - Ainda segundo o levantamento da Folha, somando os números informados pelas secretarias de saúde dos estados, o país registra ao menos 1.312 casos e 10 mortes por síndrome gripal causada pela cepa H3N2, a principal em circulação. Mais de metade dos casos (772) está no Amazonas, mas o estado não detalhou se em todos eles a variante foi confirmada por análise laboratorial, como nos outros locais.

  • Risco de internação da Ômicron é menor do que Delta, diz estudo

    Por Agência Brasil

    23/12/2021 - 07:00


    Pesquisa do Imperial College mostra menor potencial de internação

    SAÚDE

    - O risco de internação hospitalar para pacientes com a variante Ômicron da covid-19 é de 40 a 45% menor do que os pacientes com a variante Delta, de acordo com um estudo publicado pelo Imperial College de Londres nesta quarta-feira (22). “De maneira geral, encontramos evidências de redução no risco de hospitalização com a Ômicron em relação às infecções com a Delta, pesando todos os casos no período do estudo”, afirmaram os pesquisadores, que analisou dados de casos confirmados por testes PCR na Inglaterra entre 1 e 14 de dezembro. Os cientistas correm para responder perguntas sobre a virulência e gravidade da Ômicron para ajudar governos a responderem à variante, que se espalha rapidamente pelo mundo. O estudo britânico segue um outro sul-africano divulgado nesta quarta-feira que descobriu que pessoas diagnosticadas com a Ômicron na África do Sul entre 1º de Outubro e 30 de novembro tinham 80% menos chances de serem internadas do que as diagnosticadas com outra variante no mesmo período. Pesquisadores do Imperial College disseram que o risco de qualquer visita ao hospital com a Ômicron era entre 20 e 25% menor do que com a Delta. Os cientistas acrescentam, no entanto, que as reduções em hospitalizações precisam ser consideradas levando-se em conta o maior risco de infecção com a Ômicron, devido à redução na proteção oferecida tanto pela vacinação quando pela infecção natural.

  • Para liberar Coronavac em crianças, Anvisa pede informações a Butantan

    Foto: Reprodução | Agência Brasil Foto: Reprodução | Agência Brasil
    22/12/2021 - 08:00


    Atualmente, apenas o imunizante da Pfizer foi autorizado para o público infantil

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    - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) solicitou informações complementares para analisar o pedido de  uso emergencial da Coronavac no público infantil. A decisão foi tomada  nesta terça-feira (21) após reunião com técnicos da Anvisa, representantes do Instituto Butantan e sociedades médicas. De acordo com a análise feita pelos pesquisadores da Anvisa e especialistas, como pediatras e imunologistas, os dados apresentados pelo instituto paulista não são suficientes. Os avaliadores entenderam que o Butantan precisa apresentar dados ''ausentes no processo'' para, depois, avaliar se libera ou não a vacina da Coronavac em crianças e adolescentes. ''A Anvisa vai encaminhar ao Instituto uma série de questionamentos sobre dados que ainda não estão presentes no processo e que impedem a conclusão da análise pela Agência'', informou a agência reguladora em nota. A reunião foi divida em duas etapas. Primeiro os representantes do Instituto apresentaram estudos sobre o imunizante em crianças e passaram a responder aos questionamentos de especialistas presentes no encontro. Na segunda etapa,  apenas técnicos da reguladora e representantes de sociedades médicas analisaram as informações prestadas pelo Butantan. ''Na avaliação dos técnicos da Anvisa e dos especialistas externos convidados há lacunas importantes nos dados apresentados pelo Butantan que ainda impedem afirmar de forma científica o grau de imunidade gerado nas crianças e adolescentes.'' O Instituto Butantan divulgou uma nota em que ''agradece as associações médicas'' que estiveram na reunião e informou que ''foram apresentados dados robustos sobre imunogenicidade e segurança do imunizante mostrando, mais uma vez, que há elementos suficientes para autorização''. Por se tratar de vacinas para crianças, a Anvisa incluiu as reuniões com especialistas da área no processo de autorização de imunizantes para esse público. Segundo a agência, a mesma medida foi adotada durante os estudos sobre a vacina da Pfizer, liberada para crianças na semana passada.

  • Com duas mortes, Bahia registra 185 casos de H3N2; 61 evoluíram para internação

    Foto: Reprodução Foto: Reprodução
    21/12/2021 - 18:14


    Segundo o Lacen, os casos de internação são: 01 em Camaçari, 01 em Lauro de Freitas e 59 em Salvador

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    - A Bahia possui 185 casos de Síndrome Gripal (SG) com laudo positivo para Influenza A H3N2 e duas mortes ocasionadas pela doença. De acordo com o boletim divulgado pelo Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lancen-BA) nesta terça-feira (21), 61 casos evoluíram para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e necessitaram de hospitalização, sendo 01 de Camaçari, 01 de Lauro de Freitas e 59 de Salvador. A segunda vítima registrada, um homem de 84 anos, não estava vacinado contra a doença, possuía cardiopatia crônica e doença neurológica. O primeiro óbito por H3N2 na Bahia ocorreu na semana passada, uma mulher de 80 anos que residia em Salvador e também não estava vacinada. Além de Salvador, com 151 casos, também registraram ocorrências os municípios de Alagoinhas (1), Aratuípe (1), Cachoeira (1), Camaçari (3), Catu (3), Conceição do Jacuípe (1), Eunápolis (1), Feira de Santana (2), Gandu (1), Ilhéus (1), Itabepi (2), Laje (1), Lauro de Freitas (4), Macajuba (1), Nazaré (1), Porto Seguro (1), Presidente Tancredo Neves (2), São Sebastião do Passé (5), Teolândia (1), Vitória da Conquista (1). O documento destaca ainda que, devido instabilidades nos sistemas de informação do Ministério da Saúde, o acesso aos dados de notificação de casos tem sido inconsistente e descontínuo, fazendo com que as informações permaneçam sujeitas a revisão. Para efeito de notificação no sistema de informação Sivep-Gripe, devem ser considerados os casos de SRAG hospitalizados ou os óbitos por SRAG independentemente de hospitalização.

  • Ministério da Saúde anuncia 4ª dose para imunossuprimidos

    Foto: Reprodução | GOV/BA Foto: Reprodução | GOV/BA
    21/12/2021 - 15:30


    A nova dose de reforço deve ser administrada quatro meses após a terceira dose; veja a lista de imunossuprimidos

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    - Na mesma nota técnica em que reduz o intervalo para a aplicação da terceira dose, publicada na última segunda-feira (20), o Ministério da Saúde anunciou também a aplicação de mais uma dose para aqueles que são imunossuprimidos. A chamada 4ª dose deverá ser aplicada em um intervalo de quatro meses após a administração da 3ª dose. São listados os imunossuprimidos no documento: pessoas com imunodeficiência primária grave; quimioterapia para câncer; transplantados de órgão sólido ou de células tronco hematopoiéticas em uso de drogas imunossupressoras; e pessoas vivendo com HIV/Aids, entre outras. Até o momento, a dose de reforço é destinada apenas para pessoas com 18 anos ou mais.

  • Após ataque hacker, MS diz que recuperou dados; ConecteSUS continua fora do ar

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    13/12/2021 - 09:00


    Pasta informou que "trabalha para restabelecer o mais rápido possível os sistemas"

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    - O Ministério da Saúde informou neste domingo (12) que as notificações de pessoas vacinadas contra a Covid-19 no Brasil foram recuperadas "com sucesso", três dias após o ataque hacker. Apesar disso, os dados no site da pasta e no aplicativo continuam fora do ar. "Todos os dados foram recuperados com sucesso", disse o MS em nota. Ele informou que "a pasta trabalha para restabelecer o mais rápido possível os sistemas para registro e emissão dos certificados de vacinação". As plataformas do ministério foram hackeadas na noite da última quinta-feira (9). Ao acessar o aplicativo ConecteSUS - popularizado como o passaporte vacinal da Covid-19 - os usuários não têm mais acesso às informações sobre as doses. Por causa da instabilidade, os indicadores da pandemia na Bahia também foram afetados. O boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) nesta sexta-feira (10) não apresentou o número de novos casos de Covid-19 no estado.

  • Anvisa aprova novo tratamento para HIV

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    Por Kamille Martinho

    30/11/2021 - 09:00


    Medicamento aprovado reúne dois antirretrovirais em uma dose

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    - A  Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um novo medicamento para o tratamento do HIV. Trata-se da combinação de duas substâncias – a lamivudina e o dolutegravir sódico – em um único comprimido. Para a agência, a aprovação representa um avanço no tratamento, já que reúne em uma dose diária dois antirretrovirais. “A possibilidade de doses únicas simplifica o tratamento e a adesão de pacientes”, informou, por meio de nota. De acordo com a bula aprovada pela Anvisa, o novo medicamento reduz a quantidade de HIV no organismo, mantendo-a em um nível considerado baixo. Além disso, o remédio promove o aumento da contagem de cédulas CD4, que exercem papel importante na manutenção de um sistema imune saudável, ajudando a combater infecções. Indicação - O novo medicamento será indicado como um regime complemento para o tratamento da infecção pelo vírus da imunodeficiência humana tipo 1 (HIV-1) em adultos e adolescentes acima de 12 anos pesando pelo menos 40 quilos, sem histórico de tratamento antirretroviral prévio ou em substituição ao regime antirretroviral atual em pessoas com supressão virológica. O registro foi concedido ao laboratório GlaxoSmithKline Brasil Ltda. que, segundo a Anvisa, apresentou estudos de eficácia e segurança com dados que sustentam as indicações autorizadas. A bula aprovada pode ser consultada aqui.

  • Especialista alerta para os cuidados que os 'atletas de verão' precisam ter

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    28/11/2021 - 11:40


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    - Calor, sol e mar. Falta praticamente um mês para a estação mais quente e colorida do ano e nessa época as pessoas se tornam ávidas para ter o corpo em forma. No verão, as pessoas querem se mostrar mais e logo que os termômetros começam a subir, elas lotam as academias, praças e parques. Com toda essa ebulição, tem muita gente que decide correr para colocar em prática o famoso "Projeto Verão". Tanto que o Brasil já se tornou o segundo maior mercado de academia do mundo, segundo a ACAD (Associação Brasileira de Academias). As matrículas crescem cerca de 30% no início do verão e esse índice sobe para até 45% se forem consideradas as adesões realizadas apenas na alta temporada. Mas antes de pensar em exibir apenas um corpo que parece saudável, o mais importante é pensar na saúde regular e aí fica o alerta. "Frequentar uma academia diariamente, e não somente no verão, traz motivação e bem-estar, o que é considerado mais importante do que essa busca por um corpo esculpido", explica o Coordenador Geral na Rede Alpha Fitness, Danillo Santana. É importante que a pessoa fique atenta a problemas cardíacos e também lesões de ligamentos, que podem surgir em quem está há algum tempo sem praticar esportes. "É prudente que as pessoas saibam que a prática incorreta ou excessiva de exercícios é tão prejudicial à saúde quanto o sedentarismo", revela Danillo. O ideal é que a pessoa não queira fazer tudo em um dia só na intenção de tirar o atraso do tempo parado e sim iniciar as atividades de maneira moderada. Começar devagar, com caminhadas de 20 a 30 minutos nos primeiros dias, pois assim não há sobrecarga. "Começar uma atividade física a qualquer tempo traz benefícios para a saúde, porém é a rotina de exercícios que trará ganhos reais. Procure algo que você realmente goste para que seja prazeroso e assim a atividade física será um hábito na sua vida", conta o especialista. Além disso, é importante que se ache o ponto de equilíbrio em relação ao volume e à intensidade dos treinos. Ou seja, as atividades devem ser realizadas de maneira gradual, aumentando o ritmo com o passar do tempo. "Vale lembrar ainda, que os exercícios devem estar aliados a um equilíbrio nutricional", finaliza Danillo.

  • Covid-19: ministério reduz intervalo de reforço e amplia público

    Foto: Reprodução | Agência Brasil Foto: Reprodução | Agência Brasil
    Por Alex Rodrigues

    16/11/2021 - 15:00


    Reforço será aplicado 5 meses após segunda dose

    SAÚDE

    - O Ministério da Saúde anunciou, hoje (16), a redução do intervalo de tempo para aplicação da dose de reforço da vacina contra a covid-19 dos atuais seis meses para cinco meses. A decisão, que será implementada pelas secretarias de Saúde dos estados e municípios, contempla todas as pessoas acima de 18 anos, independentemente do grupo etário ou profissão. Inclusive aquelas que receberam a Janssen, que passa a contar com uma segunda dose - aplicada dois meses após a primeira - e a dose de reforço. “Já tínhamos autorizado a aplicação desta dose de reforço, ou adicional, para todos aqueles que tinham tomado a segunda dose há mais de seis meses e que tivessem [mais de] 60 anos. Agora, graças às informações advindas dos estudos científicos realizados para avaliar a aplicação da terceira dose - e dos quais já temos dados preliminares -, decidimos ampliar esta dose de reforço para todos aqueles acima de 18 anos de idade que tenham tomado a segunda dose há mais de cinco meses”, disse o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Ele garantiu que o estoque de imunizantes será suficiente para atender à demanda. Atualmente, há 12,47 milhões de pessoas aptas a receber a dose adicional. Segundo o Ministério da Saúde, mais de 350 milhões de doses das vacinas contra a covid-19 já foram distribuídas para todo o país, e mais de 297 milhões já foram aplicadas ao longo de onze meses. Mais de 157 milhões de pessoas tomaram ao menos uma dose do imunizante – número que, segundo a pasta, representa 88% do público-alvo previsto no plano nacional de vacinação contra a doença. No entanto, cerca de 21 milhões de pessoas ainda não retornaram para tomar a segunda dose na data prevista. Segundo a secretária extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, Rosana Melo, pessoas na faixa entre 25 e 34 anos formam a maioria dos que ainda não compareceram para tomar a segunda dose. Analisando qual vacina as pessoas que não completaram o ciclo vacinal receberam, a secretária aventa a hipótese de que, além de outros fatores (como a dificuldade de encontrarem tempo para retornar ao posto de vacinação), as reações características de cada imunizante podem estar desestimulando algumas pessoas. “Algumas [vacinas], de fato, trazem [causam] alguns efeitos adversos que passam em um ou dois dias. A população tem que estar consciente disso. Tem que estar alerta e saber que estes efeitos são esperados e acontecem”, comentou Rosana, destacando que, junto com as recomendações de uso de máscara, distanciamento social e higienização das mãos frequente e adequada, a vacinação vem proporcionando a redução do número de casos graves da doença e, consequentemente, das internações e mortes. “Hoje, nós temos, no Brasil, 21,11 milhões de pessoas que estão aptas a tomar a segunda dose da vacina e, assim, completarem seu esquema vacinal”, informou a secretária ao reforçar que, para aumentar suas proteções contra a doença, a pessoa tem que tomar todas as doses recomendadas pelos laboratórios fabricantes e autorizadas pelas autoridades sanitárias. “Além disso, os estudos têm mostrado que, a partir do quinto ou sexto mês, independentemente do imunizante utilizado, há sim uma necessidade de reforçarmos nosso sistema imunológico tomando uma dose de reforço”, acrescentou a secretária, alertando para a importância de os estados seguirem as novas recomendações do ministério. “Se algum estado fizer separado, diferente, prejudicará muito o nosso planejamento.” Janssen - Outra mudança anunciada pela pasta diz respeito à vacina da Janssen que era aplicada em dose única e passará a ter duas doses. “No início, a recomendação era de que esta vacina fosse de dose única. Hoje, sabemos que é necessária esta proteção adicional. Então, quem já tomou a Janssen, agora vai tomar a segunda dose do mesmo imunizante. E, lá adiante, cinco meses após [a segunda dose], um reforço com imunizante diferente”, disse Queiroga. A segunda dose da Janssen deverá ser ministrada a partir de dois meses da primeira aplicação. Mega Vacinação - O ministro da Saúde participou esta manhã da cerimônia de lançamento da campanha Mega Vacinação, marcada para o período de 20 e 26 de novembro. Para estimular a população a tomar todas as doses recomendadas da vacina e completar o ciclo de imunização, o ministério conta com a ampliação do horário de funcionamento dos postos de vacinação durante a iniciativa. “Já temos uma das campanhas de vacinação contra a covid-19 mais importantes do mundo, tendo ultrapassado os Estados Unidos em relação ao [percentual da] população imunizada, mas temos que avançar ainda mais para que não aconteça o que está ocorrendo em alguns países da Europa, onde observamos um aumento do número de casos”, alertou o ministro, referindo-se a países como a Alemanha, que, na semana passada, voltou a anunciar medidas restritivas para conter o recrudescimento da doença. “Nosso objetivo é, através da campanha Mega Vacinação, ampliar ainda mais o acesso [da população às vacinas] e convencer as pessoas a procurarem as Unidades Básicas de Saúde [UBS] para, a partir daí, adquirirmos ainda mais a confiança do povo brasileiro e um controle sanitário eficiente para evitarmos possíveis novas ondas da covid-19”, disse Queiroga logo após a exibição de um vídeo promocional em que o Ministério da Saúde alerta que “proteção pela metade não é proteção”. “Temos [no Brasil] um cenário epidemiológico bem mais equilibrado em relação à pandemia. Nosso sistema de saúde está atendendo às necessidades, sobretudo dos pacientes com síndromes respiratórias agudas graves. Isso se deve à eficiência das políticas públicas lideradas pelo Ministério da Saúde e que, na ponta, são implementadas pelos estados e municípios [prefeituras]”, acrescentou o ministro Marcelo Queiroga antes de detalhar a redução do intervalo de tempo para aplicação da dose de reforço.

  • Até 2030, estima-se que 1 a cada 8 adultos terá diabetes

    Foto: Reprodução      Foto: Reprodução
    Por Luciana Freire

    08/11/2021 - 16:30


    Atualmente, são 537 milhões de pessoas entre 20 e 79 anos diagnosticadas com a doença no mundo

    SAÚDE

    - De 2019 para cá, a incidência de diabetes aumentou cerca de 16% em todo o mundo. Há dois anos, eram 463 milhões de adultos diagnosticados com a doença. Hoje, esse número chega a 537 milhões, ou 1 em cada 10 pessoas entre 20 e 79 anos, segundo dados da 10ª Edição do Atlas Diabetes, divulgados na última sexta (5). Só em 2021, a doença causou uma morte a cada cinco segundos no mundo. Os números ficam ainda mais alarmantes quando pensamos nas projeções para os próximos anos. Em 2030, a expectativa é de que o mundo registre 643 milhões de adultos diabéticos, ou 1 em cada 8. Já em 2045, esse valor saltaria para 784 milhões. O relatório completo ainda será divulgado e devem constar informações sobre cada país.

  • Pfizer: comprimido antiviral reduz risco de Covid-19 grave em 89%

    Foto: Marcos Santos | USP Imagens Foto: Marcos Santos | USP Imagens
    Por Agência Brasil

    05/11/2021 - 13:53


    Anúncio foi feito nesta sexta-feira (5) pela farmacêutica

    SAÚDE

    - Um teste do comprimido antiviral experimental contra covid-19, da Pfizer, foi interrompido antes do previsto depois que se demonstrou que o remédio diminui em 89% as chances de hospitalização ou morte em adultos com risco de desenvolver a doença de forma grave, anunciou a empresa nesta sexta-feira (5). Os resultados parecem superar os do comprimido molnupiravir, da MSD, que no mês passado mostrou diminuir à metade metade a probabilidade de hospitalização ou morte de pacientes de covid-19 também com risco alto de desenvolverem uma doença grave. Nenhuma das empresas disponibilizou os dados completos dos testes. A Pfizer disse que pretende apresentar resultados provisórios do teste de seu comprimido – que é administrado juntamente com um antiviral mais antigo chamado ritonavir – à Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) como parte da solicitação de uso emergencial que fez em outubro. O tratamento combinado, que terá o nome comercial Paxlovid, consiste em três comprimidos administrados duas vezes por dia. A análise planejada de 1.219 pacientes do estudo da Pfizer analisou hospitalizações ou mortes de pessoas diagnosticadas com covid-19 de branda a moderada, com pelo menos um fator de risco de desenvolvimento da doença de forma grave, como obesidade ou idade avançada. A farmacêutica informou ainda que 0,8% dos que receberam o medicamento três dias depois do surgimento de sintomas foram hospitalizados, e que nenhum havia morrido depois de 28 dias de tratamento.

  • Senado aprova amplo atendimento a autistas pelo SUS

    Foto: Marcello Casal Jr | Agência Brasil Foto: Marcello Casal Jr | Agência Brasil
    07/10/2021 - 07:21


    Projeto de Lei garante atenção integral a necessidades de saúde da pessoa com TEA

    SAÚDE

    - O Senado aprovou hoje (6) um projeto de lei (PL) que torna obrigatória a criação de centros de assistência integral ao paciente com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Sistema Único de Saúde (SUS). Essa obrigação se dá em virtude da criação da Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com TEA, prevista no projeto. O texto segue para a Câmara dos Deputados. O projeto de lei determina que o SUS ofereça atenção integral às necessidades de saúde da pessoa com TEA. A atenção integral inclui diagnóstico precoce, atendimento multiprofissional e acesso a medicamentos e nutrientes. Os centros de assistência para pessoas com TEA facilitarão o acesso desses pacientes ao SUS e deverão contribuir para aumentar os serviços prestados, segundo avaliação da Comissão de Direitos Humanos do Senado. O projeto foi originário de uma sugestão recebida pela ferramenta e-cidadania, de participação popular no Senado. A autora da sugestão, a cidadã Irene Jucá, é mãe de uma pessoa com TEA. “Isso é uma demonstração de que ser cidadão não é apenas viver em sociedade, mas transformar essa sociedade. E você transforma a sociedade quando luta, quando cobra dos seus políticos, dos seus governantes a efetivação de seus direitos. Parabéns a essa sugestão e a essa mãe”, disse o relator do projeto, senador Fabiano Contarato (Rede-ES).

  • Mais de 4 mil baianos tomaram vacinas interditadas pela Anvisa

    Foto: Reprodução | Agência Brasil Foto: Reprodução | Agência Brasil
    Por Juliana Rodrigues

    24/09/2021 - 13:00


    Órgão de vigilância identificou irregularidades no envase dos imunizantes

    SAÚDE

    - Cerca de 4 mil baianos receberam doses de Coronavac provenientes de lotes interditados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O órgão de vigilância identificou irregularidades no envase dos imunizantes. De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), 4.161 pessoas receberam doses de lotes que estão proibidos de serem utilizados. A pasta ainda não concluiu um levantamento de quantas e quais prefeituras imunizaram baianos com as doses e está oficiando os municípios que receberam os lotes interditados para fazerem a devolução.No total, a Bahia recebeu 575.980? doses da vacina interditada, sendo 571.280 em 1º de setembro e 4.700 em 27 de julho. Estão inclusos nas restrições lotes 202107101H, 202107102H e L202106038. É possível conferir no seu cartão de vacinação ou na plataforma do Conecte SUS quem recebeu imunizantes destes lotes. Das vacinas recebidas na Bahia, 234.380? foram entregues a 294 municípios. Todos já foram comunicados para interromper a vacinação dos lotes específicos. Em todo Brasil, o Ministério da Saúde distribuiu 25 lotes de 42 que estão comprometidos. No total, são 12 milhões de doses que foram distribuídas no país e não puderam ser utilizadas. O Instituto Butantan afirma que as doses irregulares têm segurança e qualidade. 

  • Novo coronavírus afeta testículos, reduzindo hormônios e a qualidade dos espermatozoides

    Foto: Reprodução | Pixabay Foto: Reprodução | Pixabay
    Por Elton Alisson / Agência Fapesp

    08/09/2021 - 10:10


    É o que apontam os estudos realizados por especialistas da USP com pacientes homens que tiveram Covid-19

    SAÚDE

    - Ao acompanhar, desde o início do ano passado, pacientes homens que tiveram Covid-19, o andrologista Jorge Hallak, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) e coodernador do Grupo de Estudos em Saúde do Homem do Instituto de Estudos Avançados (IEA-USP), começou a observar que os resultados de exames de fertilidade e hormonais deles permanecem alterados mesmo meses após se recuperarem da doença. Apesar de ser um teste inicial e não ter condições de diagnosticar fertilidade ou infertilidade, o espermograma de vários pacientes tem indicado, por exemplo, que a motilidade espermática – a capacidade de os espermatozoides se moverem e fertilizarem o óvulo, cujo índice normal é acima de 50% – caiu para entre 8% e 12% e permaneceu nesse patamar quase um ano após terem sido infectados pelo SARS-CoV-2. Já os testes hormonais apontam que os níveis de testosterona de muitos deles também despencaram após a doença. Enquanto o nível normal desse hormônio é de 300 a 500 nanogramas por decilitro de sangue (ng/dL), em pacientes que tiveram Covid-19 esse índice chegou a variar abaixo de 200 e, muitas vezes, ficou entre 70 e 80 ng/dL “Temos visto, cada vez mais, alterações prolongadas na qualidade do sêmen e dos hormônios de pacientes que tiveram a doença, mesmo naqueles que apresentaram quadro leve ou assintomático”, diz Hallak à Agência Fapesp.

    Alguns estudos feitos pelo pesquisador em colaboração com colegas do Departamento de Patologia da FM-USP, publicados nos últimos meses, têm ajudado a elucidar essas observações feitas na prática clínica. Os pesquisadores constataram que o SARS-CoV-2 também infecta os testículos, prejudicando a capacidade das gônadas masculinas de produzir espermatozoides e hormônios. “É muito preocupante como o novo coronavírus afeta os testículos, mesmo nos casos assintomáticos ou pouco sintomáticos da doença. Entre todos os agentes prejudiciais aos testículos que estudei até hoje, o SARS-CoV-2 parece ser muito atuante. Cada patologia tem particularidades que a prática e a experiência nos demonstram. O SARS-CoV-2 tem a característica de afetar a espermatogênese. Estamos descobrindo os mecanismos envolvidos, como motilidade progressiva persistentemente muito baixa e morfologia bem alterada, sem mudança da concentração espermática significativa”, afirma Hallak. Em um estudo com 26 pacientes que tiveram Covid-19, os pesquisadores verificaram por meio de exames de ultrassom que mais da metade deles apresenta inflamação no epidídimo – estrutura responsável pelo armazenamento dos espermatozoides e onde eles adquirem a capacidade de locomoção. Os pacientes têm idade média de 33 anos e foram atendidos no Hospital das Clínicas da FM-USP e no Instituto Androscience de Ciência e Inovação em Andrologia. Os resultados do estudo, apoiado pela FAPESP, foram publicados na revista Andrology. “Ao contrário de uma infecção bacteriana clássica ou por outros vírus, como o da caxumba, que causa inchaço e comumente desconforto ou dor nos testículos em um terço dos acometidos, a epididimite causada pelo novo coronavírus é indolor e não é possível de ser diagnosticada por apalpamento [exame físico] ou a olho nu”, explica Hallak. Por isso, segundo ele, seria interessante ensinar o autoexame dos testículos como política de saúde pública no pós-pandemia. “É ideal que os adolescentes, adultos jovens e homens em idade ou com desejo reprodutivo, após serem infectados pelo SARS-CoV-2, procurem um urologista ou andrologista e façam uma consulta com mensuração do volume testicular, dosagem de testosterona e de outros hormônios, além de análises do sêmen com testes de função espermática, seguidos de um exame de ultrassom com Doppler colorido, para verificar se apresentam algum tipo de acometimento testicular que pode afetar a fertilidade e a produção hormonal. Esses indivíduos devem ser acompanhados por um a dois anos após a infecção, pelo menos, pois ainda não sabemos como a doença evolui”, aponta. Invasão de células testiculares - Outro estudo recém-publicado pelo mesmo grupo de pesquisadores e também apoiado pela FAPESP indicou que o SARS-CoV-2 invade todos os tipos de células testiculares, causando lesões que podem prejudicar a função hormonal e a fertilidade masculina. Por meio de um projeto coordenado pelos professores da FM-USP Paulo Saldiva e Marisa Dolhnikoff, foram empregadas técnicas de autópsia minimamente invasivas para extrair amostras de tecidos testiculares de 11 homens, com idade entre 32 e 88 anos, que morreram no HC-FM-USP em decorrência da doença em estado grave. Os resultados das análises indicaram uma série de lesões testiculares que podem ser atribuídas a alterações inflamatórias que diminuem a produção de espermatozoides (espermatogênese) e hormonal. “O que nos chamou a atenção de imediato nesses pacientes que morreram em decorrência da Covid-19 foi a diminuição drástica da espermatogênese. Mesmo os mais jovens, em idade fértil, praticamente não tinham espermatozoides”, conta Amaro Nunes Duarte Neto, infectologista e patologista da FM-USP e do Instituto Adolfo Lutz e coordenador do estudo. Segundo o pesquisador, algumas das prováveis causas da diminuição da espermatogênese nesses pacientes foram lesões causadas pelo vírus nos vasos do parênquima testicular, com a presença de trombos, que levaram à hipóxia – ausência de oxigenação nos tecidos –, além de fibroses que obstruem os túbulos seminíferos, onde os espermatozoides são produzidos. Uma das razões prováveis para a diminuição hormonal é a perda de células de Leydig, que se encontram entre os túbulos seminíferos e produzem testosterona. “As funções dos testículos de produzir espermatozoides e hormônios sexuais masculinos são independentes, mas há uma interconexão entre elas. Se a produção de hormônios pelas células de Leydig estiver prejudicada, a fertilidade também será diminuída”, afirma Duarte Neto. Alguns dos sintomas da deficiência de testosterona (hipogonadismo) são perda muscular, cansaço, irritabilidade, perda de memória e ganho de peso, que podem ser confundidos como efeitos de longo prazo da Covid-19. “Uma parte importante desse quadro clínico seguramente está relacionada a uma baixa função testicular. Mas isso ainda não tem sido abordado porque os pacientes não têm dor e não se costuma dosar os hormônios e nem fazer análise dos espermatozoides após eles se recuperarem da Covid-19”, alerta Hallak. Os pesquisadores pretendem realizar um estudo de acompanhamento de pacientes homens que tiveram a doença com o objetivo de avaliar em quanto tempo as lesões testiculares causadas pelo SARS-CoV-2 podem ser revertidas naturalmente ou por meio da administração de medicamentos. “Ainda não sabemos se essas lesões testiculares poderão ser revertidas e quanto tempo levará para isso acontecer”, afirma Hallak. As principais preocupações do pesquisador são em relação a homens em idade reprodutiva, adolescentes e pré-púberes, sobre os quais ainda não há dados sobre lesões testiculares causadas pela doença. Não se sabe quais serão os impactos na puberdade em relação à capacidade fértil, se a produção de hormônios será afetada de forma transitória, prolongada ou definitiva e qual o grau de lesão residual irreversível. Como não há dados de pré-infecção pelo SARS-CoV-2 de cada indivíduo, os estudos prospectivos deverão incluir um grupo controle para efeitos de comparação, sugere Hallak. “Esses indivíduos podem ter problemas de infertilidade e alterações hormonais no futuro e não saberem que isso pode ter sido causado pela infecção pela Covid-19, porque apresentaram sintomas leves ou foram assintomáticos”, pondera. Aumento da infertilidade masculina - O pesquisador estima que a Covid-19 poderá causar um aumento na infertilidade masculina. Atualmente, entre 15% e 18% dos casais enfrentam dificuldades para conceber – por problemas masculinos em 52% dos casos. Esse cenário pode desencadear uma busca maior por técnicas de reprodução assistida que, de acordo com ele, é realizada por vezes de forma apressada no Brasil para causas masculinas, sem avaliação inicial adequada e padronizada e, muitas vezes, sem que seja estabelecido o diagnóstico causador inicial e sem tempo hábil para se propor condutas com base em melhor custo-benefício e a aplicação de tratamentos específicos que podem curar a causa ou restabelecer a capacidade fértil natural. “Será preciso tomar muito cuidado com a reprodução assistida pós-pandemia de Covid-19, pois não se sabe as consequências disso nos meses subsequentes à infecção”, ressalta Hallak. Uma vez que o SARS-CoV-2 tem sido detectado em todos os tipos de células dos testículos, que participam de todas as etapas da espermatogênese, não se sabe se o vírus também pode estar presente em espermatozoides de pacientes que tiveram a doença e se permanecem quiescentes nos tecidos meses depois de terem se recuperado da doença. “Esses espermatozoides podem ter sido afetados pelo vírus e, idealmente, deveria preventivamente se esperar, no mínimo, um ciclo de espermatogênese – ao redor de 90 dias – antes de prosseguir com técnicas de reprodução artificial, em que a seleção dos espermermatozoides é feita por análises por microscopia e não pelo processo de seleção natural testado ao longo de milhões de anos”, avalia Hallak. “Temos visto lesões de DNA causadas pelo novo coronavírus muito elevadas, ao redor de 60% a 80%, enquanto o normal é de até 25% e, o aceitável, até 30%”, compara. Outra preocupação do pesquisador é com a reposição de testosterona nesses pacientes que tiveram Covid-19 e queda hormonal, que, segundo ele, é uma medida desnecessária no período imediato pós-Covid, principalmente para adultos jovens e em idade reprodutiva. “A reposição de testosterona em um paciente já afetado vai inibir ainda mais a função testicular. Os testículos têm mecanismos de reparação para voltar a produzir hormônios e existem tratamentos medicamentosos que aumentam a produção natural dos hormônios esteroidais, restabelecendo progressivamente a função testicular intrínseca do indivíduo. Isso também vai depender se houve lesão às células de Leydig e em qual grau, que é algo que não sabemos ainda”, pondera. “Na Faculdade de Medicina da USP, estamos reunindo especialistas de diversas especialidades médicas para estudar um grupo de 749 pacientes homens que tiveram Covid-19 que serão submetidos a uma primeira avaliação ao longo dos próximos quatro anos com o objetivo de obtermos mais conhecimento sobre a síndrome pós-Covid-19”, diz Hallak.

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