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  • Moro diz que 'teorias da conspiração' o afastaram de Bolsonaro

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    Por Matheus Simoni

    13/07/2020 - 11:44


    Segundo ex-ministro da Justiça, presidente deu atenção a muitas 'intrigas e conspirações' de aliados sobre ele ser candidato em 2022

    POLÍTICA

    - O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro comentou seu afastamento e, consequentemente, sua saída do governo do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) em entrevista a Mário Kertész hoje (13), durante o Jornal da Bahia no Ar da Rádio Metrópole. Segundo o jurista, o chefe do Poder Executivo deu muita intenção a "teorias da conspiração" sobre ele ser candidato à presidência da República em 2022. Além disso, Bolsonaro teria sido manipulado a acreditar que Moro poderia traí-lo. "O presidente é muito ligado a essas teorias da conspiração. Ele dá ouvidos a pessoas que fazem intrigas e conspirações. Talvez ele tivesse na cabeça isso, que eu seria um concorrente dele em 2022. O que eu sempre falava dentro do governo era de que eu estava fazendo o meu trabalho. Eu não tenho uma lealdade pessoal ao presidente, tenho lealdade ao país e aos compromissos que assumi quando aceitei o cargo. Mas como, estando dentro do governo, claro que em 2022 eu iria apoiar o presidente", disse Moro. "Não tinha essa alternativa de sair como candidato. Nunca foi muito meu perfil essa parte política. Talvez ele tenha colocado isso na cabeça e tenha sido uma das razões", acrescentou. De acordo com o ex-ministro, a possibilidade de desmembrar o Ministério da Justiça e Segurança Pública "Foi uma coisa feita pelas costas e colocada publicamente e gratuitamente, não fui nem consultado. Minha percepção é de que o presidente, há tempos, queria que eu saísse do governo. Ele utilizou esses subterfúgios para me tirar do governo. Não sei porque ele pensava isso, é lamentável", afirmou Moro. Sérgio Moro relatou as tratativas para assumir a pasta no governo e afirmou que Bolsonaro havia lhe prometido todas as condições para combater a corrupção. No entanto, não houve convite para assumir uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). "O compromisso foi combate à corrupção, crime organizado e criminalidade violenta. O Ministério da Justiça tem outras atribuições, mas essas foram definidas como prioridades e faladas expressamente ao presidente. 'Presidente, se acontecer durante o governo de surgir um caso de corrupção de um ministro ou uma pessoa eventualmente ligada ao senhor, como vai fazer?'. 'Não vamos poupar ninguém'. Foi o que ele me falou. Então, foi esse o compromisso", disse o ex-ministro, que acrescentou. "Eu nunca cheguei para ele que assumiria se ele me nomeasse ministro do Supremo porque eu sabia que isso não seria muito apropriado, mas que sabia que surgiriam daqui a dois anos. Depende muito de circunstâncias do momento. Adianta assumir um compromisso e hoje estou fora do governo.  De que adianta se tivesse esse compromisso? Nunca teve isso. Espero que ele cumpra a campanha eleitoral e nomeie para as vargas que surgirem, juízes ou juristas que tenham histórico nessa luta anticorrupção. Juízes íntegros, duros, firmes e independentes. Eu sei que eu estou fora. Mas, enfim, ele tem oportunidade de cumprir algo da campanha eleitoral", afirmou.

  • Moro se esquiva sobre ser candidato à presidência em 2022: 'Prematuro'

    Foto: Reprodução  Foto: Reprodução
    Por Matheus Simoni

    13/07/2020 - 10:30


    Ex-juiz federal evita comentar futuro político e diz que país tem 'longa travessia' até próxima eleição

    POLÍTICA

    - Cotado como um dos candidatos presidenciáveis para as eleições de 2022, o ex-juiz federal e ex-ministro da Justiça Sérgio Moro se esquivou sobre a possibilidade de concorrer à presidência da República após o primeiro mandato de Jair Bolsonaro (Sem partido). Em entrevista a Mário Kertész hoje (13), durante o Jornal da Bahia no Ar da Rádio Metrópole, o jurista afirmou que o país ainda tem "uma longa travessia" até o próximo pleito. "Essa tem sido uma pergunta recorrente, até quando era ministro. Mas tenho repetido que temos um 2020 trágico na história do país. Mais de 70 mil vítimas da pandemia, com uma consequência econômica severa. Pessoas sem renda e sem emprego, empresas falindo. Vamos ter uma travessia até 2022 extremamente complexa. O país supera tudo, é uma democracia consolidada com um povo forte. Mas são momentos difíceis. Não é o momento de pensar nisso", disse Moro. "Tem muita gente boa que pode ser candidato em 2022, se o presidente fizer um bom governo, retomar a agenda anticorrupção e começar a combater a pandemia, com o governo federal reconhecer que existe uma pandemia no país, melhorando o atendimento à parte econômica, o preside chega forte em 2022. Ninguém deseja o mal ao país. A gente quer que as coisas funcionem. Acho prematuro qualquer discussão sobre isso nesse momento trágico", afirmou o ex-juiz. Para Moro, é necessário centralizar um discurso no intuito de um projeto em prol do país, sem extremismos. "Independentemente onde estarei em 2022, essa polarização no Brasil entre extrema-direita e extrema-esquerda, uma que quer controle social da mídia e a outra quer xingar jornalista, principalmente quando ela é mulher, é intolerável. Temos que fugir dessa polarização tola que contaminou a política brasileira. Temos que tratar todo mundo com respeito e consideração. Se é esquerda ou direita, vamos ouvir as ideias e construir um projeto de país sem entrar no terreno da ameaça e da ofensa pessoal, como dessa rede de ódio", afirmou o ex-juiz federal.

  • 'Se eu fosse alguém que me vendesse, estava lá até hoje', diz Moro sobre governo Bolsonaro

    Foto: Reprodução Foto: Reprodução
    Por Matheus Simoni

    13/07/2020 - 08:30


    Sem apoio do presidente, ex-ministro da Justiça disse que não poderia ter ficado "quieto" diante da interferência do Planalto na PF

    POLÍTICA

    - Ex-ministro da Justiça e Segurança Pública no governo de Jair Bolsonaro, Sérgio Moro reclamou da falta de apoio do presidente da República em questões ligadas ao combate à corrupção, motivo que o levou a pedir demissão em abril deste ano. Segundo o ex-magistrado, não havia mais condições de se manter em Brasília diante de episódios de confrontos diretos entre ele e o chefe do Poder Executivo. "Vi a oportunidade de ir Brasília, pessoas podem criticar, mas sempre falei a verdade. Fui fazer esse trabalho, quando vi que nao tinha mais condições de fazê-lo, eu saí. Se eu fosse alguém que me vendia ao poder, estava lá até hoje tentando cavar uma vaga ao Supremo Tribunal Federal, agradando o presidente e concordando com tudo o que ele fala. Não tem nenhuma relação com isso. Tenho relação com as coisas que estão certas. E fui bem-intencionado e saí bem-intencionado. Não quero ter nada a ver com esse governo. Consegui avançar coisas avançar coisas no âmbito da Segurança Pública. No combate à corrupção, faltou apoio do Palácio do Planalto", disse o jurista, em entrevista a Mário Kertész hoje (13), durante o Jornal da Bahia no Ar da Rádio Metrópole. Questionado sobre algum arrependimento de ter integrado o governo, Moro diz que aceitou o convite por conta da construção de uma agenda anticorrupção. Porém, diante dos atos de Bolsonaro, houve um esvaziamento desse programa. A gota d'água, segundo Moro, foi a tentativa de Bolsonaro de tentar interferir no comando da Polícia Federal. "Eu não posso concordar. Sempre defendi que para ter combate à corrupção, é importante ter autonomia nos órgãos de controle. Não posso concordar que haja uma mudança na PF por motivos que não sejam republicanos. Se não pode dizer em voz alta porque que está trocando o diretor da PF ou superintendente da PF do Rio, então você não deve fazer essa troca. Eu saí por essa falta de apoio, mas teve conquistas importantes. É um peso para mim, a gente acaba ficando sujeito a ataques das mais variadas ordens. É um peso para minha família, mas eu entendi também que eu devia isso ao país. Não posso ficar nessas circunstâncias. Não quis prejudicar o governo, mas não poderia ficar quieto naquelas circunstâncias", afirmou. "Se eu fico, eu jogo tudo fora do que eu fiz em minha carreira e jogo fora minha consciência", acrescentou Moro.

  • Bolsonaro anuncia professor e pastor Milton Ribeiro como novo ministro da Educação

    Foto: Divulgação Foto: Divulgação
    Por Kamille Martinho

    10/07/2020 - 17:30


    O anúncio foi feito por Jair Bolsonaro, nesta sexta-feira (10), em através de uma publicação no Facebook.

    POLÍTICA

    - O Ministério da Educação tem um novo chefe: o pastor Milton Ribeiro, da Igreja Presbiteriana. O anúncio foi feito por Jair Bolsonaro, nesta sexta-feira (10), em através de uma publicação no Facebook. De acordo com Bolsonaro, Milton Ribeiro é doutor em Educação pela USP, mestre em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e formado em Direito e Teologia. O novo titular do MEC é também membro da Comissão de Ética da Presidência da República.

  • Bolsonaro ironizava uso de máscara: 'Coisa de viado'

    Foto: Alan Santos | PR Foto: Alan Santos | PR
    Por Juliana Rodrigues

    08/07/2020 - 08:00


    O uso de máscara é recomendado para todas as pessoas, independente da orientação sexual, pois diminui a taxa de transmissão do vírus que causa a Covid-19

    POLÍTICA

    - Resistente ao uso de máscara, o presidente Jair Bolsonaro afirmava a pessoas que o visitavam que "máscara é coisa de viado". Segundo a Folha, a afirmativa em tom de "brincadeira" foi dita também a funcionários do Palácio do Planalto. O uso de máscara é recomendado para todas as pessoas, independente da orientação sexual, pois diminui a taxa de transmissão do vírus que causa a Covid-19. Ontem, o presidente da República afirmou que está infectado pelo patógeno. Mesmo com a confirmação da doença, ele tirou a máscara durante entrevista coletiva para que todos pudessem ver que ele estava bem.

  • Com suspeita de Covid-19, Bolsonaro cancela agenda na Bahia, mas ministro deve comparecer

    Foto: Marcos Corrêa | PR Foto: Marcos Corrêa | PR
    Por João Brandão

    07/07/2020 - 10:30


    Presidente iria visitar o município de Campo Alegre de Lourdes, no norte da Bahia, na próxima sexta-feira

    POLÍTICA

    - Com suspeita de coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro já cancelou a agenda que tinha na Bahia essa semana, conforme a assessoria do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). Bolsonaro iria visitar o município de Campo Alegre de Lourdes, no norte da Bahia, na próxima sexta-feira (10), mas cancelou depois que teve sintomas de Covid-19. O líder do Poder Executivo iria participar da solenidade de inauguração da adutora de Campo Alegre de Lourdes, que capta água do Rio São Francisco em Pilão Arcado e anunciar novas ações para a região. No entanto, a agenda segue mantida com o ministro Rogério Marinho. No final do ano passado, Bolsonaro também cancelou, poucas horas antes, sua presença na inauguração de novos espaços do aeroporto de Salvador. Na época, a Secretaria de Comunicação do governo disse que o motivo do cancelamento foi uma "necessidade de ajuste de agenda".

  • Bolsonaro sonda deputado Major Vitor Hugo para o Ministério da Educação

    Foto: Marcos Corrêa | PR Foto: Marcos Corrêa | PR
    Por Luciana Freire

    07/07/2020 - 08:00


    Presidente convidou Vitor Hugo para um almoço nesta segunda (6), no Palácio do Planalto

    POLÍTICA

    - O líder do governo na Câmara, deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO), é sondado pelo presidente para assumir o Ministério da Educação. A informação foi divulgada pelo Blog da Cristiana Lobo, no portal G1. O presidente Jair Bolsonaro fez a primeira sondagem em um telefonema no último domingo (5). Bolsonaro também convidou Vitor Hugo para um almoço ontem (6), no Palácio do Planalto. O deputado Vitor Hugo confirma ter sido sondado pelo presidente sobre a possibilidade de assumir o ministério. "Ele me perguntou se eu toparia, caso ele me escolhesse, e eu disse que sim", disse.

  • Wassef diz que guarda 'a sete chaves' provas 'que ninguém imagina' de sua relação com Bolsonaro

    Foto: Reprodução | CNN Brasil Foto: Reprodução | CNN Brasil
    Por Luciana Freire

    05/07/2020 - 09:00


    Segundo a coluna Lauro Jardim do jornal O Globo, Wassef disse também que pretende conceder em breve uma entrevista à TV sobre a morte do miliciano Adriano da Nóbrega

    POLÍTICA

    - O ex-defensor de Flávio Bolsonaro e, segundo ele, ainda advogado de Jair Bolsonaro, Frederick Wassef afirma que têm a certeza de que ele não vai submergir, apesar de vários conselhos dados neste sentido. Declarações do advogado foram divulgadas hoje (5) pela coluna Lauro Jardim do jornal O Globo. Nestas conversas, Wassef revela que falou com Bolsonaro no dia da prisão de Queiroz. Faz questão de elogiá-lo e de mostrar que sua proximidade com o presidente. Wassef  afirma ainda guardar provas dessa estreita relação: "Não dá pra negar uma história que está registrada com tantas fotos e filmes. Fora aqueles que eu tenho comigo e que ninguém nem sonha e nem imagina. Está tudo guardado a sete chaves e mesmo se a bandidagem do Rio quiser fazer busca e apreensão não vai encontrar nada". Segundo a coluna, Wassef disse também que pretende conceder em breve uma entrevista à TV sobre a morte do miliciano Adriano da Nóbrega. "Vou explodir todo mundo em rede nacional ao vivo. Poderosos políticos do Rio mandaram assassinar o Adriano. Tenho provas. Os mesmos caras que executaram o Adriano iriam executar o Fabrício Queiroz".

  • TSE adia em 42 dias prazos eleitorais previstos para julho

    Foto: Willian Silva | Sudoeste Bahia Foto: Willian Silva | Sudoeste Bahia
    Por Juliana Rodrigues

    04/07/2020 - 07:00


    Decisão é consequência da aprovação de emenda que estabelece novas datas para as eleições, que acontecerão em 15 e 22 de novembro

    POLÍTICA

    - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiou em 42 dias os prazos eleitorais previstos para julho. A decisão é consequência da aprovação da emenda constitucional que estabelece novas datas para as eleições municipais de 2020 – 15 e 22 de novembro. O comunicado sobre a alteração nos prazos foi publicado nesta sexta-feira (3) pelo presidente da Corte Eleitoral, ministro Luís Roberto Barroso. Com o adiamento aprovado pelo Congresso, e defendido pelo TSE, o ministro indicou que as demais datas do calendário sejam ajustadas proporcionalmente. As novas datas precisarão ser aprovadas pelo TSE em agosto, após recesso do Judiciário. Durante o mês de julho, a Presidência do tribunal deverá dar encaminhamento às resoluções sobre as novas datas. O calendário eleitoral prevê 297 eventos durante o ano, sendo 36 com marco temporal em julho.

  • Emenda parlamentar do Deputado Charles Fernandes beneficia mais municípios

    Foto: Divulgação Foto: Divulgação
    03/07/2020 - 14:05


    POLÍTICA

    - Mais 4 municípios, Guanambi, Pindaí, Carinhanha e Serra do Ramalho foram contemplados com tratores agrícolas e todos os implementos para fortalecer a produção da agricultura familiar no campo. O ato de entrega realizado na última quarta-feira (1), foi coordenado pelo Deputado Federal Charles Fernandes, que através de emenda parlamentar, alocou os recursos através da Codevasf. Na ocasião, presidentes de associações, vereadores e lideranças políticas dos municípios contemplados, agradeceram ao Parlamentar, o empenho para viabilizar os tratores que serão de grande utilidade para as comunidades rurais. A Deputada Ivana Bastos destacou que - “Charles tem feito a diferença, em pouco tempo de mandato, tem sido nosso parceiro e vamos continuar para levar mais benefícios para os municípios da região”. Charles agradeceu a presença de todos, destacou o empenho das lideranças para demandar os tratores - ”Agradeço a Codevasf em nome do diretor em Guanambi, Hudson, e dizer que este é o sentido de ser Deputado, trazer os recursos, melhorar a qualidade de vida na zona rural, fortalecer a agricultura familiar e viabilizar a geração de emprego e renda”. Veja as associações contempladas: Associação Comunitária dos Agricultores do Tanque - Pindaí; Associação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Boa Vista - Serra do Ramalho; Associação dos Trabalhadores Rurais, Pecuária e Agricultura Familiar da Viscinal 5.1 - Serra do Ramalho; Associação dos Pequenos Agricultores Rurais da Agrovila 16 - Carinhanha; Associações Rurais Lagoa Nova, Lagoa da Pedra, Lagoa do Buraco, Tabua e Caldeirão de Maria, além de Mulungu e adjacências - Guanambi.

  • Bolsonaro diz que educação no Brasil está horrível e que pode escolher novo ministro nesta quinta

    Foto: Marcello Casal Jr. | Agência Brasil Foto: Marcello Casal Jr. | Agência Brasil
    Por Juliana Rodrigues

    02/07/2020 - 10:00


    Declaração foi dada após a saída de Carlos Decotelli, que ficou apenas cinco dias como titular da pasta

    POLÍTICA

    - O presidente Jair Bolsonaro afirmou que a educação no Brasil "está horrível" e que pode escolher o novo ministro da pasta ainda hoje (2). A declaração, transmitida em redes sociais de simpatizantes, foi dada na saída do Palácio da Alvorada, durante conversa do mandatário com um grupo de apoiadores. Uma apoiadora que se identificou como representante de escolas particulares disse a Bolsonaro que a educação "está definhando no Brasil". "Está definhando? A educação está horrível no Brasil", respondeu o presidente. Em seguida, Bolsonaro comentou o processo de escolha do novo titular do MEC. "Talvez escolha hoje o ministro da Educação. Deu problema com o Decotelli", disse o presidente. Após apenas cinco dias no cargo, Carlos Decotelli pediu demissão do Ministério da Educação na terça (30), devido às revelações de diversas irregularidades em seu currículo.

  • Câmara aprova PEC que adia para novembro eleições de 2020

    Foto: Maryanna Oliveira | Câmara dos Deputados Foto: Maryanna Oliveira | Câmara dos Deputados
    Por Matheus Simoni

    01/07/2020 - 20:00


    Primeiro turno passaria para 15 de novembro e o segundo, para 29 de novembro; texto será promulgado nesta quinta-feira (2)

    POLÍTICA

    - A Câmara dos Deputados aprovou hoje (1º) a proposta de emenda à Constituição (PEC) que adia para novembro as eleições municipais deste ano em razão da pandemia do novo coronavírus. O texto-base foi aprovado em primeiro turno por 402 votos a 90 (houve 4 abstenções). No segundo turno, a PEC foi aprovada por 407 votos a 70. Apenas uma abstenção foi registrada. Pelo calendário eleitoral, o primeiro turno estava marcado para 4 de outubro, e o segundo, para 25 de outubro. Com a aprovação da PEC, o primeiro turno passaria para 15 de novembro, e o segundo, para 29 de novembro. Por já ter sido aprovado pelo Senado, o texto seguirá para promulgação pelo Congresso Nacional. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), convocará para amanhã às 10h uma sessão do Congresso para promulgar a PEC Proposta de Emenda à Constituição). Com isso, ela já passa a valer. A sessão está marcada para a manhã desta quinta-feira (2). Na votação em primeiro turno, os deputados aprovaram dois destaques, que mudaram o texto. No entanto, não há necessidade de nova análise do Senado. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem defendido o adiamento como medida para minimizar o risco de contágio da doença, mas desde que seja ainda para este ano. “A alteração do calendário eleitoral é medida necessária no atual contexto da emergência de saúde pública”, disse o relator do texto, o deputado Jhonatan de Jesus (Republicanos-RR). "Os novos prazos e datas são adequados e prestigiam os princípios democrático e republicano, ao garantir a manutenção das eleições sem alteração nos períodos dos mandatos", continuou. Se houver necessidade de adiamento maior em determinada cidade, devido aos casos de Covid-19, a PEC prevê que, após pedido do TSE instruído por autoridade sanitária, o Congresso deverá aprovar decreto legislativo para remarcar o pleito, tendo como limite o dia 27 de dezembro.

  • Waldenor pede urgência para votação do Fundeb: "estamos diante de uma tragédia educacional anunciada"

    Foto: Divulgação Foto: Divulgação
    01/07/2020 - 18:00


    POLÍTICA

    - O coordenador do Núcleo de Educação do PT no Congresso Nacional, o deputado federal Waldenor Pereira (PT/BA) defendeu nesta quarta-feira, 1º, que a Câmara dos Deputados aprecie, vote e aprove com urgência o Fundeb - Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, que tem vigência até 31 de dezembro de 2020. "Estamos diante de uma tragédia educacional anunciada se o fundeb não for imediatamente colocado em pauta, votado e aprovado", disse o deputado convocando os colegas de Casa para a mobilização pela votação da PEC 15/2015. Segundo ele, “o governo Bolsonaro resolveu eleger a educação como o principal alvo dos seus ataques e das suas agressões”, mas o Parlamento precisa tomar o caminho contrário e salvar a educação básica do País. O deputado afirmou que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM/RJ), já se comprometeu publicamente em colocar em pauta a Proposta de Emenda à Constituição do novo Fundeb, mas pediu empenho para que a PEC seja incluída ainda no mês de julho, devido a importância do assunto. "O Fundeb é a principal ferramenta, instrumento de financiamento da educação básica pública do Brasil, sendo responsável por 63% do seu financiamento. Infelizmente, a não aprovação do Fundeb representará o fim da educação pública no país. É importante destacar que a não aprovação do Fundeb representará o fim do piso salarial dos trabalhadores da educação", afirmou. A campanha pelo #VotaFundeb vem se fortalecendo e ganhando apoios nas redes sociais, entre a sociedade e comunidade escolar e vêm mobilizando parlamentares, entidades, educadores e estudantes na luta para que o Fundeb não chegue ao fim, levando à paralisia da educação básica em todo o país, afetando especialmente o Nordeste, onde 98% dos municípios precisam dos recursos destinados pelo fundo para a manutenção da educação pública.

  • Falas de Bolsonaro contra isolamento podem ter matado mais seus eleitores, aponta estudo

    Foto: Adriano Machado | Reuters Foto: Adriano Machado | Reuters
    Por Juliana Rodrigues

    01/07/2020 - 08:00


    Segundo pesquisa, em locais onde Bolsonaro teve mais votos, o isolamento tem sido menor, enquanto o número de óbitos é maior

    POLÍTICA

    - Um estudo feito por pesquisadores da Universidade Federal do ABC (UFABC), da Fundação Getúlio Vargas e da Universidade de São Paulo indica que o discurso negacionista do presidente Jair Bolsonaro na pandemia de coronavírus pode ter contribuído para matar principalmente seus eleitores. A informação é da Folha. Em praticamente todas as ocasiões em que o presidente minimizou a pandemia, a taxa de isolamento social no Brasil diminuiu. Ao mesmo tempo, mais pessoas morreram, proporcionalmente, nos municípios que mais votaram em Bolsonaro em 2018. O estudo “Ideologia, isolamento e morte: uma análise dos efeitos do bolsonarismo na pandemia de Covid-19” sustenta que a votação do presidente no primeiro turno, por município, tem correlação negativa com a taxa de isolamento; e correlação positiva com mortes por Covid-19. Ou seja: em locais onde Bolsonaro teve mais votos, o isolamento tem sido menor —e o número de óbitos, maior. Além dos votos no presidente em 2018, o levantamento analisou os efeitos diretos sobre mortes das votações de José Serra (PSDB), em 2010, e Aécio Neves (PSDB), em 2014. Mas só houve correlação positiva em relação à eleição que levou Bolsonaro à presidência.

  • Senado aprova projeto ‘anti-fake news’ e matéria segue para Câmara

    Foto: Jefferson Rudy | Agência Senado Foto: Jefferson Rudy | Agência Senado
    Por Juliana Rodrigues

    01/07/2020 - 08:00


    Se a Câmara modificar a matéria, ela volta para o Senado e passa por nova votação.

    POLÍTICA

    - O Senado aprovou ontem, por 44 votos a 32, o texto principal do projeto que visa combater a disseminação de notícias falsas ou com conteúdo difamatório — chamado projeto das “fake news”. A matéria agora segue para a Câmara dos Deputados. De acordo com o Valor, o relator, senador Angelo Coronel (PSD-BA), procurou fazer uma série de concessões e retirou da proposta, entre outros pontos, a exigência de um cadastro prévio, no qual o usuário teria de fornecer CPF e número de telefone, para abrir conta em rede social ou aplicativo de mensagem. Agora a identificação do usuário fica condicionada à suspeita de conta inautêntica ou automatizada não identificada como tal e mediante ordem judicial. Este era um dos pontos mais criticados por especialistas e companhias de mídia digital nas versões anteriores do parecer do senador. A matéria segue para a Câmara dos Deputados. Se a Casa modificar a matéria, ela volta para o Senado e passa por nova votação.

  • Maia diz que PEC que adia eleições deve ser votada nesta quarta na Câmara

    Foto: Reprodução  Foto: Reprodução
    Por João Brandão

    01/07/2020 - 06:00


    A PEC, aprovada pelo Senado na última terça-feira (23), adia para 15 e 29 de novembro o primeiro e o segundo turnos da disputa municipal. As datas oficiais são 4 e 25 de outubro

    POLÍTICA

    - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou estar “bem encaminhado o diálogo” para que os deputados votem amanhã (1º) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que adia as eleições municipais de outubro para novembro. A PEC, aprovada pelo Senado na última terça-feira (23), adia para 15 e 29 de novembro o primeiro e o segundo turnos da disputa municipal. As datas oficiais são 4 e 25 de outubro. Em entrevista nesta terça (30), Maia afirmou que deve haver uma definição sobre o assunto nesta quarta. “Acho que está bem encaminhado o diálogo para que a gente possa votar amanhã [quarta]”, afirmou.

  • Após falsificações, Decotelli pede demissão do Ministério da Educação

    Por Juliana Rodrigues

    30/06/2020 - 16:15


    Por último, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) negou que Decotelli tenha trabalhado para a instituição

    POLÍTICA

    - Anunciado na semana passada como novo ministro da Educação do Brasil, Antonio Decotelli pediu demissão do cargo. Ele deixa o posto após uma série de falsificações no seu currículo serem descobertas. Ele entregou hoje o pedido de demissão ao presidente da República, Jair Bolsonaro. Segundo a Folha, para o cargo, voltaram a ser cogitados o secretário de Educação do Paraná, Renato Feder, o ex-assessor do Ministério da Educação Sérgio Sant'Ana e o conselheiro do CNE (Conselho Nacional de Educação) Antonio Freitas, que é pró-reitor na FGV. A primeira das falsifificações de Decotelli foi o doutorado. Segundo o currículo apresentado por Bolsonaro, o economista era doutor pela pela Universidade Nacional de Rosario, da Argentina, mas o reitor da instituição, Franco Bartolacci, negou que ele tenha obtido o título. Depois, a Universidade de Wuppertal, na Alemanha, informou que o novo ministro não possui título da instituição, ao contrário do que constava em seu currículo, que mencionava pesquisa de pós-doutorado. Por último, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) negou que Decotelli tenha trabalhado para a instituição, como ele também colocou no seu currículo Lattes. A nova controvérsia irritou o presidente Jair Bolsonaro, segundo assessores.

  • Prefeito de Vitória da Conquista é “calunduzeiro”, diz Zé Raimundo

    Foto: Divulgação Foto: Divulgação
    30/06/2020 - 11:30


    O deputado comparou que ao contrário das “birras” do prefeito, felizmente o governo do estado tem trabalhado para minimizar os efeitos da crise sanitária no município

    POLÍTICA

    - O deputado Zé Raimundo (PT) chamou o prefeito de Vitória da Conquista, Herzem Gusmão de “calunduzeiro”, ao lamentar atritos criados pelo alcaide com outras autoridades durante a pandemia. A crítica - usando o termo comum no interior do estado para classificar pessoas que se irritam sem motivo - se deu durante a sessão plenária virtual da Assembleia Legislativa da Bahia, transmitida pela TV Alba e nos canais e redes sociais, quando o parlamentar também reafirmou a sua pré-candidatura para voltar à Prefeitura Municipal, onde esteve no comando no período de 2002 a 2008. “O prefeito de Vitória da Conquista é um calunduzeiro, briga com todo mundo. No início, criou conflito com o nosso governador e com o secretário estadual de saúde, Fábio Vilas Boas, e agora tenta desqualificar o Conselho Municipal de Saúde, quando deveria estar articulando a instituição de diálogos para evitar situações mais dramáticas”, atacou Zé Raimundo. O deputado comparou que ao contrário das “birras” do prefeito, felizmente o governo do estado tem trabalhado para minimizar os efeitos da crise sanitária no município e que os deputados também vêm colaborando, citando inclusive emendas parlamentares suas e do deputado federal Waldenor Pereira (PT) para socorrer a região Sudoeste, totalizando R$16 milhões, além de mais R$ 6 milhões que destinaram ao Hospital de Base conquistense e recursos para a Prefeitura. Zé Raimundo também registrou o lançamento do Programa de Governo Participativo (PGP), no último dia 20, para ouvir e debater virtualmente as propostas dos diversos segmentos da sociedade conquistense que serão posteriormente admitidas no programa de campanha da sua candidatura.

  • Após contrapartidas, líderes do Centrão admitem adiar eleição

    Foto: Dida Sampaio | Estadão Foto: Dida Sampaio | Estadão
    Por Juliana Rodrigues

    29/06/2020 - 21:00


    Entre as contrapartidas, está a prorrogação do auxílio financeiro a prefeitos durante a pandemia do coronavírus

    POLÍTICA

    - Um dos principais líderes do Centrão, o presidente do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP), resistente em adiar as eleições, afirma ter mudado de posição após conversar com médicos e com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso. As informações são do Estadão. O deputado alega que se convenceu que levar a votação nos mais de 5 mil municípios do País de outubro para novembro é o melhor a se fazer neste momento. A mudança de postura de Pereira ocorre logo após os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), discutirem contrapartidas para que o adiamento seja aprovado. Entre elas, a prorrogação do auxílio financeiro a prefeitos durante a pandemia do coronavírus – mais R$ 5 bilhões – e a retomada da propaganda partidária no rádio e na TV, extinta em 2017. Hoje, só é permitida a propaganda eleitoral. Presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Municípios Brasileiros, o deputado Silvio Costa Filho, também se pronunciou favorável ao adiamento das eleições. "Depois de muito diálogo e consultas, o sentimento em Brasília mudou. As eleições serão realizadas em novembro. Hoje, esse é o sentimento da maioria dos parlamentares. Ao lado do @TSEjusbr, estamos construindo a melhor forma para que a eleição siga todas as orientações sanitárias", escreveu em seu perfil no Twitter.

  • Mulher de Queiroz busca advogados e pretende fazer delação premiada

    Foto: Reprodução  Foto: Reprodução
    Por Matheus Simoni

    29/06/2020 - 11:00


    Márcia Oliveira de Aguiar está disposta a revelar o que sabe sobre o esquema de rachadinhas na Assembleia do Rio de Janeiro

    POLÍTICA

    - Foragida desde o dia 18 de junho, quando teve sua prisão preventiva decretada, Márcia Oliveria de Aguiar, esposa de Fabrício Queiroz, iniciou a busca por escritórios de advocacia na semana passada para avaliar uma possível delação premiada. A informação foi publicada pelo jornal Valor Econômico. A esposa do ex-assessor de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) usou terceiros para consultar pelo menos dois escritórios de advocacia sobre a possibilidade de delação. Ela, portanto, estaria disposta a contar o que sabe sobre o esquema de rachadinha que acontecia no antigo gabinete do filho do presidente da República, Jair Bolsonaro (Sem partido). O Ministério Público de Minas Gerais e o Batalhão de Choque da Polícia Militar (PM) realizaram buscas em casas de parentes de Queiroz na última semana, em Belo Horizonte, em busca de Márcia. A mulher, no entanto, não foi encontrada. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) tem interesse numa delação premiada de Queiroz. No entanto, a defesa do ex-assessor ainda não contatou formalmente o órgão.