• Reforma da Previdência é ameaçada por partidos sem ministério

    Foto: Valter Campanato | Agência Brasil
    Foto: Valter Campanato | Agência Brasil
    Por Juliana Rodrigues

    21/11/2018 - 08:00

    De acordo com o Estadão, parlamentares avaliam que não há motivação para votar medidas impopulares sem receber nada em troca

    Após a indicação de um terceiro ministro do DEM para o governo de Jair Bolsonaro (PSL), a reforma da Previdência da Câmara poderá não ser votada ainda neste ano. De acordo com a Coluna do Estadão, deputados avaliam que as nomeações realizadas até o momento, atreladas às frentes parlamentares, não têm apoio partidário e não seriam capazes de agregar votos. Além disso, os parlamentares que ainda não foram contemplados com ministérios dizem não ter motivação para apreciar uma proposta considerada impopular pelos eleitores sem receber nada em troca. Desde que foi eleito, Bolsonaro indicou onze ministros, sendo três do DEM, dois militares e seis técnicos. Dentre os políticos, Luiz Mandetta, anunciado ontem (20) para a Saúde, e Tereza Cristina, indicada para a Agricultura, vêm do mesmo estado, o Mato Grosso do Sul. A avaliação dos deputados é de que o presidente eleito repete os atos de Michel Temer, que nomeou quatro ministros de Pernambuco e não teve apoio do Estado para aprovar medidas impopulares.

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