• Propina foi entregue em caixas de sabão para primo de Aécio Neves

    Foto: Jefferson Rudy | Agência Senado
    Foto: Jefferson Rudy | Agência Senado
    Por Alexandre Galvão

    16/11/2018 - 08:00

    O relato corrobora a delação da JBS e constitui mais uma prova de pagamento de propina aos políticos

    Usado no esquema de pagamento de propina montado pela JBS, o dono de um mercado em Belo Horizonte, Waldir Rocha Pena, afirmou em depoimento que fez entregas de dinheiro vivo a um primo do senador Aécio Neves (PSDB). Segundo O Globo, o primo do tucano é Fred Pachceco. Além dele, Mendherson Souza, ex-assessor do senador Zezé Prella (MDB), recebeu valores. O dinheiro era embalado em caixas de sabão em pó. O relato corrobora a delação da JBS e constitui mais uma prova de pagamento de propina aos políticos. O depoimento foi dado por Waldir à Receita Federal e enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR), a quem cabe investigar Aécio e Perrella no caso. As informações prestadas por Waldir também foram compartilhadas com a Polícia Federal de Minas Gerais e usadas na deflagração da Operação Capitu, que apura corrupção no Ministério da Agricultura e prendeu temporariamente o dono da JBS, Joesley Batista, e outros envolvidos no caso. Na Operação Patmos, em maio de 2017, que monitorou entregas de dinheiro feitas pela JBS, os emissários para receber recursos foram também Frederico e Mendherson, ambos chegaram a ser presos pela PF.

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