• Economista de Bolsonaro cancela três aparições públicas após polêmica sobre CPMF; candidato nega intenção de recriar imposto

    Foto: Reprodução
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    Por Eduardo Simões

    21/09/2018 - 11:00

    O economista Paulo Guedes, coordenador econômico do candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, cancelou três aparições públicas que faria entre quinta-feira e a sexta-feira, após a polêmica gerada em torno de uma proposta atribuída a ele de criar um imposto nos moldes da CPMF e de uma alíquota única para o Imposto de Renda.  Guedes, que deve assumir o Ministério da Fazenda em caso de vitória de Bolsonaro na eleição de outubro, participaria de um encontro organizado pelo Credit Suisse na quinta e, na manhã desta sexta-feira, iria a uma reunião da Câmara Americana de Comércio (Amcham) e pela tarde de um evento da XP Investimentos. De acordo com a Reuters, ambos os eventos desta sexta foram cancelados pela manhã. O economista disse a um grupo de investidores, conforme matéria publicada na quarta-feira pelo jornal Folha de São Paulo, que criaria um novo imposto nos moldes da CPMF e que unificaria todas as alíquotas de Imposto de Renda em 20 por cento. A proposta foi alvo de duras críticas de adversários de Bolsonaro na corrida presidencial e o próprio candidato do PSL. Na manhã de hoje, pela terceira vez nesta semana, Bolsonaro foi ao Twitter para rebater a informação de que pretende recriar a CPMF e elevar impostos. “Votei pela revogação da CPMF na Câmara dos Deputados e nunca cogitei sua volta. Nossa equipe econômica sempre descartou qualquer aumento de impostos. Quem espalha isso é mentiroso e irresponsável. Livre mercado e menos impostos é o meu lema na economia!”, escreveu o presidenciável, que lidera as pesquisas de intenção de voto para a eleição de outubro. Bolsonaro já admitiu publicamente que não entende de economia e, quando questionado sobre o tema, muitas vezes se refere a Guedes, a quem chama de seu “Posto Ipiranga” para assuntos econômicos. O programa de governo do candidato do PSL prevê a criação de um “superministério” para cuidar da economia.

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