• É de Caetité! Primeiro robô cadeirante do mundo foi construído no Cetep

    Foto: Willian Silva | Sudoeste Bahia
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    Por Willian Silva

    27/08/2018 - 19:25

    Caetité sempre se destacou por sua gente. Seja por nomes ilustres em diversas áreas como política (César Zama e Rodrigues Lima), literatura (Camilo de Jesus Lima e Anísio Teixeira), música (Waldik Soriano) e por ai vai. E, no século XXI não poderia ser diferente. Alunos do Centro Territorial de Educação Profissional – Sertão Produtivo (Cetep), em Caetité, criaram algo inovador e ao mesmo tempo instigante no campo da tecnologia. Ele criaram o primeiro robô cadeirante do mundo – inclusive já reconhecido por órgãos internacionais ligados à tecnologia – que também interage com mundo externo. O robô mexe a “boca”, move os braços, consegue agarrar coisas. Tudo isso numa estrutura que, após montado, mede cerda de 1.60m. Segundo o professor Emílio Souza, coordenador do projeto, o robô surgiu de uma ideia atrelada a acessibilidade. “Vemos o quanto é difícil para um cadeirante se locomover na cidade. Nem sempre existe rampas ou facilidade de acesso para que tem como forma de locomoção a cadeira de rodas. Nossa intenção é apresentar o projeto na Câmara de Vereadores e sensibilizar o poder público de Caetité quanto à questão da Acessibilidade e a dificuldades que os que os cadeirantes enfrentam por não encontrar as condições para se locomoverem pela cidade” aponta o professor. Segundo o professor, estão envolvidos quatro alunos que se revezam na construção – que é totalmente sustentável -  e programação do robô. João Victor, de 16 anos, conta como foi a construção do robô.

    Foto: Willian Silva | Sudoeste Bahia
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    “Utilizamos material doado, como por exemplo os canos utilizados na construção do robô foram doados pela Embasa que inclusive nos ajudou a moldar os canos na estufa que eles possuem. As rodas foram de uma bicicleta do professor Emílio (risos). Utilizamos peças de impressora que a escola tinha no depósito. Os fios também vieram delas. O arduíno (peça central que envia os comando para o robô) compramos na internet. Tivemos também o apoio de amigos que nos ajudaram a melhorar o robô. A escola também deu um apoio fundamental na construção do robô, que por somente está ali, já chama a atenção”. Mas, nem tudo é um mar de rosas. Apesar do prestígio que o robô vem ganhando por onde passa, as dificuldades em manter o projeto de pé são enormes. O principal de tudo é o financeiro. “Gastamos cerca de R$ 3mil na construção do robô. Estamos tentando conseguir patrocinadores para que possamos melhorar o projeto. Este é o primeiro robô cadeirante do mundo. Precisamos levar isso adiante. Para você ter ideia, iremos participar de uma feira no Rio Grande do Sul e iremos levar o robô, que foi convidado para estar lá. Mas, tudo custa dinheiro, e este é essencial para a manutenção do projeto. Quem quiser nos ajudar é só nos procurar no Cetep que estaremos aqui para receber e mostrar o nosso projeto. Queremos levar Brasil afora o nome de Caetité. Quando levamos o robô para o IAT (Instituto Anísio Teixeira) em Salvador, todos ficaram impressionados com o projeto. O Sertão também pensa e o resultado é esse robô”.

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