
O Ministério Público Federal abriu um inquérito civil para investigar o prefeito afastado de Riacho de Santana, no sudoeste da Bahia, João Vitor Martins Laranjeira (PSD). A medida foi publicada na quinta‑feira (8) e apura suspeitas de improbidade administrativa e irregularidades em contratos firmados com verbas federais. João Vitor está fora do cargo desde novembro de 2025, após uma operação da Polícia Federal que investiga uma organização criminosa suspeita de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo o MPF, o inquérito vai analisar a contratação da empresa JFS Serviços Combinados, feita por meio de adesão a uma ata de pregão eletrônico de outro estado. Há indícios de burla ao concurso público, abuso de poder político, irregularidades no processo licitatório e terceirização ilícita de mão de obra. Também serão apurados possíveis usos irregulares de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS). A investigação teve início após uma representação que apontou problemas em um pregão eletrônico realizado pela Prefeitura de Lago da Pedra (MA). A partir dessa ata, a empresa passou a prestar serviços ao município baiano. O MPF afirma que os fatos envolvem condutas vedadas a agentes públicos, suspeita de improbidade e crime de responsabilidade. O órgão destacou ainda o uso de verbas federais destinadas à manutenção dos serviços de saúde como ponto central da apuração. As investigações também analisam a relação política entre João Vitor e o deputado federal Dal Barreto (União Brasil), que teve o celular apreendido e, segundo os autos, mantinha contato frequente com o prefeito afastado. O caso segue sob investigação do Ministério Público Federal.