
A Câmara Municipal de Caetité, no sudoeste da Bahia, aprovou por unanimidade nesta quinta-feira (13) o Projeto de Lei nº 1.191/2025, que autoriza a cessão do Hospital Municipal Dr. Ricardo de Tadeu Ladeia ao Governo do Estado. A medida abre caminho para a estadualização da Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), responsável pelo atendimento de pacientes oncológicos da cidade e de toda a região do Alto Sertão. Segundo apurou a reportagem do Sudoeste Bahia, a estadualização da Unacon vai garantir investimentos superiores a R$ 56 milhões anuais em saúde pública. A decisão é considerada um marco para a região, que há anos enfrenta dificuldades com o funcionamento da unidade. Histórico da Unacon - Inaugurada em 2020, a Unacon foi projetada para atender pacientes de mais de 40 municípios da região, evitando deslocamentos para Salvador e outros grandes centros. Apesar da estrutura planejada, a unidade nunca conseguiu funcionar plenamente. Problemas de gestão, atrasos salariais e falta de recursos marcaram sua trajetória. Inicialmente administrada por fundações contratadas, a unidade enfrentou crises constantes, com paralisações de funcionários e denúncias de atendimento precário. Em 2024, a Prefeitura reassumiu a gestão, mas os problemas persistiram. Pacientes e familiares chegaram a realizar protestos cobrando melhorias e regularização dos serviços. Tentativas de solução - Nos últimos meses, a secretária estadual da Saúde, Roberta Santana, reuniu-se com prefeitos da região para discutir a transição de gestão. A estadualização foi apontada como a única saída para garantir estabilidade financeira e ampliar a capacidade de atendimento. Com a aprovação na Câmara, o projeto segue para sanção do prefeito Valtecio Aguiar (PSD). A expectativa é que, a partir de dezembro, o hospital passe a ser administrado diretamente pelo Governo da Bahia, com investimentos em estrutura e contratação de profissionais. Impacto regional - A Unacon atende atualmente pacientes de 27 cidades. Com a estadualização, o Governo promete ampliar especialidades, garantir continuidade dos serviços e oferecer tratamento oncológico digno para milhares de pessoas que dependem da unidade. Assista abaixo a reportagem: