
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou novas regras para a atualização das vacinas contra a Covid-19 no Brasil. A medida foi divulgada nesta quinta-feira (9), no Diário Oficial da União, e tem como objetivo adequar os imunizantes às variantes mais recentes do coronavírus em circulação no país. De acordo com a Instrução Normativa aprovada pela agência, as vacinas deverão ser monovalentes, ou seja, desenvolvidas para oferecer resposta imunológica contra uma única linhagem predominante do vírus SARS-CoV-2. A norma estabelece que a variante LP.8.1 seja utilizada como antígeno preferencial na formulação das vacinas. Também será permitida a utilização de variantes derivadas da cepa JN.1, como XFG e NB.1.8.1, desde que estudos comprovem uma resposta ampla e eficaz na produção de anticorpos neutralizantes. As vacinas registradas, fabricadas ou distribuídas antes da publicação da nova norma poderão continuar sendo utilizadas por um período de até nove meses. Após esse prazo, esses imunizantes deixarão de ser autorizados para uso no país. Segundo a Anvisa, a atualização segue o monitoramento contínuo da evolução do vírus e acompanha recomendações técnicas voltadas à manutenção da eficácia das vacinas diante das novas variantes. A decisão foi aprovada durante a 12ª Reunião Ordinária Pública da Diretoria Colegiada da agência. Durante o encontro, técnicos destacaram que registros recentes apontam dezenas de casos de síndrome gripal associados à Covid-19, reforçando a necessidade de manter a vacinação atualizada como estratégia para reduzir complicações e proteger a população. A Anvisa informou que a atualização das vacinas faz parte do processo contínuo de vigilância sanitária e busca garantir que os imunizantes ofereçam maior proteção diante das mudanças no comportamento do vírus. A expectativa é que os fabricantes adequem suas formulações conforme os novos critérios estabelecidos pela agência reguladora.