Sudoeste Bahia
Publicado em: 02 Dez 2025 / 09h00
Autor: Redação

Operação Fogo Cruzado apura sonegação de R$ 14 milhões na Bahia

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em cinco municípios contra grupo empresarial do comércio varejista de armas e munições | Foto: Adriano Cardoso/ Cecom Imprensa MPBA

A Força-Tarefa de combate à sonegação fiscal na Bahia deflagrou, na manhã desta segunda-feira (2), a Operação Fogo Cruzado, que investiga a sonegação de mais de R$ 14 milhões em impostos por empresários do comércio varejista de armas e munições. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Salvador, Feira de Santana, Irecê, Jussara e Coração de Maria. Em Feira, foi executada uma ordem de prisão temporária contra o empresário apontado como líder do esquema. Conforme a apuração, o grupo deixava de repassar, de forma reiterada, o ICMS declarado e utilizava diversas estratégias para burlar o pagamento do tributo, como sucessão empresarial fraudulenta e utilização de “laranjas” na composição societária. As investigações conduzidas pela Inspetoria Fazendária de Inteligência e Pesquisa (Infip), pelo Ministério Público da Bahia e pela Polícia Civil identificaram a criação de empresas vinculadas entre si com o objetivo de ocultar o real proprietário e postergar indefinidamente o pagamento do imposto devido.A Força-Tarefa também apura a existência de associação criminosa e um esquema de lavagem de dinheiro proveniente da atividade ilícita, utilizando o comércio de joias como fachada complementar. A operação mobilizou sete promotores de Justiça, 14 delegados, 56 policiais do Necot/Draco, seis servidores da Sefaz, oito servidores do MPBA e sete policiais da Companhia Independente de Polícia Fazendária (Cipfaz).

Foto: Adriano Cardoso/ Cecom Imprensa MPBA
A Força-Tarefa ampliou as ações diante do aumento de fraudes tributárias e da prática recorrente de declarar o ICMS e não repassar o valor à Fazenda Estadual, conduta que configura crime contra a ordem tributária e frequentemente encobre fraudes ainda mais graves. Segundo os órgãos envolvidos, esses delitos geram prejuízo direto à população, uma vez que o imposto é pago pelos consumidores, mas não chega aos cofres públicos, comprometendo o financiamento de políticas e serviços essenciais.O grupo é formado pelo Gaesf (MPBA), pela Infip (Sefaz-BA) e pelo Necot/Draco (Polícia Civil), responsáveis pelas ações integradas de investigação e combate à sonegação fiscal no estado.