
O União Brasil oficializou nesta quarta-feira (22), durante convenção estadual realizada no Centro de Convenções de Salvador, a candidatura de ACM Neto ao Governo da Bahia nas eleições deste ano. O evento também marcou a homologação da chapa majoritária da oposição. Durante entrevista coletiva, o ex-prefeito de Salvador afirmou que a disputa de 2026 terá diferenças em relação ao cenário de 2022. Segundo ele, a principal mudança é o fato de o atual governador Jerônimo Rodrigues (PT), que deve concorrer à reeleição, já ser conhecido pelo eleitorado após quatro anos à frente do Executivo estadual. “Hoje, o meu adversário é conhecido. Há quatro anos, ele era completamente desconhecido. Jerônimo Rodrigues era um livro com páginas em branco. Hoje, ele é um governador testado e reprovado”, declarou. ACM Neto também criticou a avaliação feita pelo governador sobre o cumprimento de promessas de campanha. Após três anos e meio de mandato, Jerônimo Rodrigues (PT) cumpriu 33 das 92 promessas assumidas durante a campanha eleitoral de 2022, conforme levantamento do g1. O dado foi citado pelo candidato do União Brasil durante a entrevista. Segundo ACM Neto, o levantamento mostra um cenário diferente do apresentado pelo governador. “Se eu estivesse no lugar dele, eu não teria coragem de ser candidato à reeleição. Porque eu não sei com que cara alguém que foi candidato há quatro anos prometendo tantas coisas e não cumpriu participa de mais um pleito e tem a coragem de, mais uma vez, prometer as mesmas coisas”, disse. Suplentes ao Senado - João Roma (PL) afirmou que o partido chega para “somar” na campanha de ACM Neto ao Governo da Bahia e destacou a união da oposição como um fator importante para a disputa deste ano. Ex-ministro de Jair Bolsonaro, ele também declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro durante a campanha estadual. Roma anunciou ainda os nomes dos suplentes da chapa ao Senado: a ex-prefeita de Juazeiro, Suzana Ramos, será a primeira suplente, enquanto o ex-prefeito de Itapetinga, Rodrigo Hagge, ocupará a segunda suplência. Segundo ele, as escolhas buscam fortalecer a presença de lideranças do interior baiano no grupo oposicionista.