Sudoeste Bahia
Publicado em: 15 Set 2026 / 06h00
Autor: Redação Sudoeste Bahia

Flávio Bolsonaro cobra investigação e afastamento de Alexandre de Moraes

Foto: Fábio Porciúncula | AFP

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) cobrou nesta segunda-feira (14), em Belém, que o Supremo Tribunal Federal (STF) autorize a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes e determine seu afastamento. A declaração foi feita na véspera da sessão extraordinária em que a Corte analisará um relatório da Polícia Federal sobre as relações entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. “Amanhã vai ser um dos dias mais importantes dos últimos anos do Brasil. É o início de um julgamento que eu tenho certeza que vai fazer com que o Alexandre de Moraes seja oficialmente investigado. Com tudo que já veio à tona, eu acho que não há nenhuma dúvida que pelo menos a maioria do Supremo, no plenário, tem a obrigação de autorizar o início de uma investigação contra ele”, afirmou. Flávio acrescentou que Moraes “precisa ser afastado” e criticou o uso do inquérito das fake news, que, segundo ele, seria usado para perseguir adversários políticos. A sessão está marcada para esta terça-feira (15), às 10h. O relatório da PF aponta Moraes como interlocutor de Vorcaro e registra um contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro. Em meio à crise no STF, o presidente da Corte, Edson Fachin, retirou Moraes da relatoria do inquérito das fake news e suspendeu decisões de André Mendonça e Flávio Dino relacionadas a investigações envolvendo ministros. Flávio também pediu transparência em apurações sobre o filme “Dark Horse”, que retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, além de casos relacionados ao INSS e a “Lulinha”. O senador é investigado no STF no inquérito sobre o financiamento do filme. Segundo informações divulgadas pelo The Intercept e pela revista Piauí, Flávio teria negociado com Vorcaro recursos de pelo menos US$ 24 milhões para a produção, dos quais ao menos US$ 12,3 milhões teriam sido pagos. A Polícia Federal investiga a origem e o destino do dinheiro, incluindo suspeitas de que parte dos recursos tenha sido usada para custear a estadia de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. As suspeitas estão sob investigação e não representam, por si só, comprovação de irregularidade. Belém, onde Flávio fez as declarações, fica na região Norte do Brasil, no estado do Pará.