Sudoeste Bahia
Publicado em: 03 Set 2026 / 15h00
Autor: Redação Sudoeste Bahia

Médico e ex-militar são presos suspeitos de sequestro, tortura e estupro em Barreiras

Médico preso - Reprodução

Três pessoas foram presas nesta quarta-feira (2), em Barreiras, no Extremo Oeste da Bahia, suspeitas de envolvimento no sequestro, tortura e estupro de um homem de 27 anos. Entre os investigados está o médico ginecologista Rodrigo Costa Brandão, de 38 anos, além do ex-militar do Exército Adilson Rodrigues Macedo, de 34, e da estudante de direito Hayra Haianne Queiroz, de 30. Segundo a Polícia Civil, o crime ocorreu em setembro de 2025 e teria sido planejado após o fim do relacionamento entre Rodrigo e a vítima. A investigação aponta que o médico teria contratado os outros dois suspeitos para sequestrar e agredir o homem. Conforme a apuração, Hayra teria atraído a vítima por meio de uma falsa corrida. O homem, que trabalhava como motorista de aplicativo, foi levado para um local onde, segundo a polícia, o grupo teria preparado uma emboscada. A vítima permaneceu em cativeiro por algumas horas e teria sofrido agressões físicas e violência sexual. Depois, foi abandonada sem roupas às margens de uma estrada na região de Catolândia, também no Extremo Oeste baiano. O caso começou a ser investigado depois que o homem procurou a polícia e relatou o crime. A vítima havia se formado em medicina no Paraguai. As prisões ocorreram durante a Operação Emboscada, coordenada pela 1ª Delegacia de Barreiras. Além dos mandados de prisão, a Justiça autorizou buscas em quatro endereços relacionados aos investigados. Durante a ação, os policiais apreenderam dispositivos eletrônicos e outros materiais que deverão passar por análise. A investigação também reúne imagens de câmeras de segurança, depoimentos de testemunhas, informações sobre os deslocamentos dos envolvidos e resultados de exames periciais. Os três presos são investigados pelos crimes de sequestro, tortura, estupro, lesão corporal grave e dano qualificado. Eles permanecem à disposição da Justiça, e a investigação continua para esclarecer a participação individual de cada um nos fatos.