Sudoeste Bahia
Publicado em: 25 Mar 2026 / 20h00
Autor: Redação

Petrobras confirma interesse em recomprar refinaria de Mataripe, na Bahia

Foto: Divulgação | Acelen

A Petrobras confirmou que avalia a possibilidade de recomprar a Refinaria de Mataripe, na Bahia, vendida em 2021 durante o processo de desinvestimentos da estatal. A informação foi divulgada em ofício enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na terça-feira (24). O posicionamento ocorreu após questionamento do órgão regulador sobre declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que mencionou publicamente a intenção de reaquisição da unidade. A fala foi feita na sexta-feira (20), durante visita à Refinaria Gabriel Passos, em Betim (MG), ao lado da presidente da Petrobras, Magda Chambriard. No documento, a Petrobras informou que avalia continuamente oportunidades de negócios, incluindo a eventual compra da refinaria baiana, também conhecida como Refinaria Landulpho Alves. A estatal destacou que o interesse já havia sido citado em comunicados anteriores, divulgados em dezembro de 2023 e março de 2024, e afirmou que, até o momento, não há novas informações relevantes a serem divulgadas ao mercado. Localizada em São Francisco do Conde, na Região Metropolitana de Salvador, a Refinaria de Mataripe é a segunda maior do país e a mais antiga em operação, iniciada em 1950. A unidade tem capacidade de refino de cerca de 300 mil barris de petróleo por dia, o equivalente a aproximadamente 14% da capacidade nacional, e produz derivados como diesel, gasolina, querosene de aviação, asfalto e gás de cozinha. A refinaria foi vendida em 2021 ao fundo Mubadala Capital, que passou a operar o ativo por meio da empresa Acelen. A sinalização de recompra ocorre em meio a discussões do governo federal sobre o controle dos preços dos combustíveis, especialmente o diesel, diante de oscilações no mercado internacional de petróleo. Na ocasião, Lula afirmou que o processo de reaquisição pode levar tempo, mas defendeu a retomada do controle do ativo. Além da refinaria, o governo também tem criticado a privatização de ativos do setor de distribuição, como a antiga BR Distribuidora, vendida no mesmo período e atualmente controlada pela Vibra Energia.