Sudoeste Bahia
Publicado em: 13 Abr 2026 / 20h00
Autor: Redação

Empresários baianos discutem jornada de trabalho com deputados em Brasília

Foto: Divulgação | ACB

Representantes do setor produtivo da Bahia se reuniram nesta segunda-feira (13) com deputados federais em Brasília para discutir mudanças na jornada de trabalho, incluindo a escala 6x1 e propostas de redução da carga horária semanal. Segundo a Associação Comercial da Bahia, o encontro contou com a participação dos deputados Adolfo Viana (PSDB) e Antonio Brito (PSD), que ouviram demandas de empresários sobre os possíveis impactos das alterações. A presidente da entidade, Isabela Suarez, afirmou que o tema envolve custos e efeitos diretos na economia.“Existe uma narrativa simplificada de que se trata apenas de mudar a escala 6x1, mas não é isso. Estamos falando de uma redução da jornada de trabalho, das horas efetivamente trabalhadas, com manutenção de salários, e isso tem impacto direto nos custos das empresas, nos preços e no poder de compra do trabalhador. Todos querem mais tempo livre, mas é preciso entender quem paga essa conta. Se esse debate não for feito com transparência, o impacto chega na ponta, no dia a dia das pessoas”, disse. O presidente da Federação das Indústrias da Bahia (Fieb), Carlos Henrique Passos, defendeu que o assunto seja analisado com base em estudos técnicos. Ele destacou que pequenas empresas podem sentir efeitos mais intensos. “É uma discussão legítima, mas não pode ser feita por imposição, sem análise dos efeitos. O impacto tende a ser maior sobre pequenos empreendedores e regiões como o Nordeste, que já enfrentam desafios estruturais. Sem esse cuidado, corremos o risco de gerar mais prejuízos do que benefícios”, afirmou.Segundo o deputado Antonio Brito, a discussão precisa considerar as diferenças entre os setores produtivos. Já Adolfo Viana afirmou que pretende levar as demandas ao Congresso e sugeriu a realização de audiências públicas. Representantes do comércio, da indústria e do agronegócio também participaram da reunião e defenderam que eventuais mudanças respeitem as particularidades de cada segmento. O tema segue em discussão no Congresso Nacional.