
Depois do resultado das urnas no último dia 25 de outubro, o governo reeleito prepara a composição dos ministérios para o próximo ano. Como mostrou o Estadão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai mudar a chamada “cozinha” do Palácio do Planalto para o seu quarto mandato. Entre os nomes cotados até o momento, estão aliados que tiveram papel fundamental no segundo turno da campanha presidencial. Lula pretende se reunir também nos próximos dias com presidentes de partidos para definir os principais postos do Executivo. A ideia do petista é arejar o núcleo duro da equipe e garantir apoio ao governo no Congresso. Hoje, são 38 ministros em atuação, e a expectativa é de que o mandato Lula 4 ainda tenha uma nova pasta, a de Segurança Pública. Cotados para os ministérios -Dois nomes despontam como certos na composição do ministério do novo governo Lula, ainda que o martelo sobre as posições de cada um não tenha sido batido pelo presidente. O líder do PT no Senado, Camilo Santana, é o favorito para a Casa Civil, enquanto o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, aparece como cotado para o Ministério da Fazenda. Os dois atuaram fortemente na campanha à reeleição. Internamente, eles disputam com outros dois nomes de peso. O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad também já foi cogitado para a Casa Civil. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), por sua vez, é o mais cogitado para a Fazenda. Nas duas vezes em que fez pronunciamentos no dia 25, após a vitória nas urnas, o petista elogiou Alckmin e pediu para que ele falasse na sua frente. Cotados para as estatais e bancos públicos - O governo do presidente Lula avalia mudanças no comando do Banco do Brasil e da Caixa para o próximo mandato. Na Petrobras, interlocutores da administração petista indicaram que a presidente da estatal, Magda Chambriard, deve ser mantida no cargo. No Banco do Brasil, a troca da atual presidente, Tarciana Medeiros, é dada como quase certa. Internamente, os nomes de três atuais vice-presidentes do BB são citados para a sucessão de Medeiros. A leitura é de aceno aos servidores de carreira do banco e de ajuste ao mercado com “correção de rumo”. Outro nome cogitado é o atual ministro da Fazenda, Dario Durigan. Na Caixa Econômica Federal, a tendência também é de substituição do presidente Carlos Vieira, indicado pelo ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL). A Caixa costuma ser cobiçada por integrantes do Centrão pela capilaridade do banco público, pelos programas sociais que o banco é responsável pelo financiamento e tende a entrar no rol de reacomodação da base aliada.