
- O ministro Luiz Roberto Barroso assume a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) na próxima quinta-feira (28), substituindo a ministra Rosa Weber, que deve se aposentar compulsoriamente até 2 de outubro, quando completará 75 anos. O novo presidente do STF vai enfrentar logo nos primeiros dias de sua gestão o dilema de agendar ou dar a continuidade aos julgamentos das ações sobre porte descriminalização do aborto e do porte de drogas. Os temas atualmente são os mais polêmicos na pauta de costumes do tribunal e podem afetar a relação do STF com o Congresso Nacional. Melhorar a relação com o Parlamento e com a sociedade dese ser, inclusive, uma das metas do novo presidente do STF, assim como dar mais celeridade à Justiça. Durante a cerimônia de posse, em seu discurso, Barroso vai falar quais serão os pilares da sua gestão. A expectativa é que ele fale sobre segurança jurídica, estabilidade democrática, desenvolvimento e proteção de direitos humanos. Para ajudar em sua gestão, o ministro contratou em agosto o economista-chefe do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Guilherme Resende. Com isso, especula-se também que ele deve priorizar pautas econômicas na sua gestão. Há a expectativa também que ele determine a volta do advogado Eduardo Toledo para a direção-geral da Corte e nomeie sua assessora Aline Osório para a secretaria-geral da Presidência.