
O deputado federal Arthur Maia (União Brasil) não conseguiu renovar o mandato nas eleições deste domingo (4) e ficará fora da bancada baiana na Câmara dos Deputados a partir de 2027. Com 100% das urnas apuradas, o parlamentar recebeu 103.336 votos, mas não alcançou uma das 39 cadeiras destinadas ao estado no Congresso Nacional. O resultado surpreendeu parte do meio político baiano, já que Arthur Maia é um dos nomes mais experientes da atual bancada federal. Em Brasília desde 2011, o deputado acumulou quatro mandatos consecutivos e participou de discussões que marcaram a política nacional nos últimos anos. Apesar da votação expressiva, o parlamentar acabou impactado pelas regras do sistema proporcional, que define os eleitos com base não apenas na quantidade de votos recebidos pelos candidatos, mas também no desempenho dos partidos e federações. Com a distribuição final das vagas, Arthur Maia ficou fora da relação dos deputados federais eleitos pela Bahia. Natural de Salvador, Maia construiu sua trajetória política no interior do estado. Foi vereador e presidente da Câmara Municipal de Guanambi, exerceu quatro mandatos como deputado estadual e também comandou a Prefeitura de Bom Jesus da Lapa entre 1993 e 1997. A chegada ao Congresso Nacional ocorreu nas eleições de 2010. Desde então, tornou-se um dos parlamentares mais conhecidos da política baiana em Brasília, atuando em temas ligados à economia, reformas administrativas e matérias de interesse nacional. Entre os momentos de maior destaque da carreira está a relatoria da proposta de reforma da Previdência apresentada em 2017, além da participação em debates sobre mudanças na legislação trabalhista e projetos voltados à modernização da administração pública. Em 2023, Arthur Maia voltou ao centro das atenções ao assumir a presidência da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos atos de 8 de Janeiro. O colegiado investigou os ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília, e esteve entre os trabalhos mais acompanhados da política nacional naquele período. Sem conquistar a reeleição, o deputado permanecerá no exercício do mandato até o fim da atual legislatura.