
- “Onde está o prefeito de Livramento? Desde as eleições não se ouve nem falar…”, reclamou uma senhora enquanto aguardava para ser atendida em uma padaria do Centro da cidade. Entre a maior parte da população, a ausência do prefeito Ricardinho Ribeiro (Rede) é sentida, principalmente em ano em que já se morreu mais livramentenses por Covid-19 do que todo ano de 2020. O prefeito sumido, nem sequer na abertura dos trabalhos da Câmara de Vereadores, como é de tradição, compareceu. Enquanto o coronavírus assola o município, o comércio vem sofrendo por conta da falta de consumo e, com a crise econômica, a fome tem atingido centenas ou até mesmo milhares de pessoas em Livramento. Neste cenário alarmante, Ricardinho pouco tem feito, parece que não está nem aí. Enquanto uns choram seus entes perdidos para a doença ou pedem doação para famílias em estado de fragilidade social por meio de campanhas online, na Prefeitura Municipal, uma festa de aniversário para um suposto funcionário, que ninguém sabe a função que ocupa na gestão, é organizada com mesa farta e risos frouxos.

Em relação aos 48 mortos pela Covid-19 no município, nenhuma nota de pesar, nenhum pronunciamento, nem de Ricardinho e nem muito menos da vice, Joanina Sampaio (PL), justo em um momento que o secretário de Saúde municipal, Gerardo Júnior, anunciou que “o momento do [sic] Covid agora é outro”, como justificativa para encerrar as barreiras sanitárias, que na verdade, só serviram para preencher protocolo. Quando se trata de saúde e assistência social, o município está à míngua. Se um munícipe recuperado da Covid-19 precisar de uma tomografia, este por sua vez, tem que arcar com recursos próprios. 'Mas onde está Wally?' Onde está Ricardinho? Em postagem feita em uma rede social, pela irmã do prefeito, ele parece está vivenciando uma dessas férias fora de estação, em uma espécie de resort no litoral de Taipu de Fora, na Bahia, mais do que merecido para um gestor que trabalha duro, afinal de contas, “o trabalho não para!”.