
- Fábio Caires tem 33 anos, é natural de Livramento de Nossa Senhora, e é doutor em filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). Ao longo de sua jornada acadêmica, o livramentense desenvolveu inúmeros trabalhos científicos em temas que, apesar de presentes na vida em sociedade, são considerados abstratos pela filosofia, como o sofrimento humano, por exemplo. Atualmente, Dr. Fábio tornou-se pesquisador associado da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), em que tem contribuído, entre outros papéis, com produções científicas no campo da filosofia, juntamente com pesquisadores da Argentina e de Moçambique, além de estar em fase de conclusão do seu pós-doutorado pela Universidade Federal do Tocantins (UFT), do mesmo estado em que reside atualmente, atuando como coordenador no Centro Universitário da Universidade Católica do Tocantins. Ao ser questionado se considera um ponto fora da curva, o doutor em filosofia foi humilde e modesto ao dizer que não, mas que sempre acreditou no poder transformador que a educação possui. “Olha, eu nunca imaginei que um dia faria pelo menos uma graduação, mas meus pais sempre me incentivaram a estudar, principalmente a minha mãe. Não sou excepcional, apenas me esforço. Apesar das dificuldades que enfrentei, do caminho longo e árduo desde a graduação, nunca deixei de acreditar que só a educação transforma vidas, ainda mais quando se faz o que gosta, o que é mais importante”, afirmou. Fábio é oriundo de escola pública. Fez o ensino primário na Escola Felipe Nery Rego, no bairro Taquari, e posteriormente cursou o ensino fundamental na Escola Polivalente de Livramento, concluindo o ensino médio no Colégio Estadual Edivaldo Machado Boaventura. O pesquisador fez questão de ressaltar os ensinamentos de seus antigos mestres. “A escola pública é carregada de estigmas, e é evidente que possui inúmeras carências. Mas tive grandes professores, que hoje são meus amigos, que além de conhecimento, me passaram grandes lições de vida, que carrego comigo até os dias de hoje”, ressaltou. Para finalizar, Caires deixou um recado aos jovens de Livramento, ao dizer que sim, é possível obter reconhecimento, mesmo quando as circunstâncias sociais não são favoráveis. “É preciso acreditar sempre, independente do seu histórico social. Temos que promover o despertar do conhecimento e disseminar a ideia da esperança. É essa a nossa responsabilidade e a nossa missão”, concluiu.