Sudoeste Bahia
Publicado em: 17 Jan 2023 / 10h30
Autor: Tiago Rego | Sudoeste Bahia

Cães estão sendo espancados e envenenados na comunidade da Barrinha, em Livramento

Foto: Redes Sociais

- Quem passa pelas ruas de Livramento tem percebido um aumento assustador da população de animais de rua. De um lado do problema, a Associação de Proteção dos Animais (APA), que conta com poucos recursos, mas com a boa vontade de voluntários, que heroicamente promovem castração dos animais e feiras de adoção.  No entanto, a APA não consegue dar conta, já que Livramento não possui qualquer espécie de política pública voltada para os animais de rua. Desprotegidos, cães e gatos são vítimas da fúria e da falta de sensibilidade de alguns moradores da cidade, que além de agredirem os animais com pauladas, pedradas e outras formas de violência, também têm praticado o envenenamento dos bichos. Recentemente, a jovem Talyta Soares, por meio de uma rede social, denunciou mais uma morte por envenenamento de um cachorro na comunidade da Barrinha, que de acordo com Talyta, a cena tem sido cada vez mais comum. “Pela milésima vez imploro às autoridades, que pelo amor de Deus, façam alguma coisa aqui na Barrinha, estão espancando, envenenando, entre outras coisas piores. Esse cachorro acabou de falecer aqui na praça”, pediu Talyta que marcou o prefeito da cidade, Ricardinho Ribeiro, na publicação. A pena por esse tipo de crime vai desde multa de um a 40 salários mínimos por animal, até a prisão em casos extremos. Na esfera penal, o crime é previsto pelo artigo 32 da lei nº 9.605, com alteração da lei nº 14.064/2020, prevendo pena de reclusão de 2 a 5 anos, multa e proibição da guarda.