
Um vazamento na Barragem de Ceraíma, em Guanambi, no sudoeste da Bahia, preocupa produtores rurais e expõe falhas na gestão hídrica da região. O problema, identificado desde 2016, ainda não foi reparado. Segundo o presidente da Cooperativa do Perímetro Irrigante de Ceraíma, Marcos Antônio, o reservatório está operando com apenas 40% da capacidade devido à estiagem prolongada, o que tem ampliado os prejuízos para agricultores. A Codevasf chegou a abrir uma licitação de R$ 2,5 milhões para a instalação de comportas na galeria onde foi detectado o furo. No entanto, o processo está paralisado há um ano e meio por causa de um aditivo contratual. De acordo com a cooperativa, o volume de água desperdiçado seria suficiente para irrigar cerca de 150 hectares. Em meio à crise hídrica, Marcos Antônio cobrou agilidade das autoridades. “O governo não dá atenção para a agricultura. Nós, produtores, dependemos disso para sobreviver”, afirmou. Apesar do desperdício, estudos técnicos apontam que não há risco de rompimento da barragem.