Sudoeste Bahia
Publicado em: 26 Jun 2012 / 00h00
Autor: Redação

“O banco poderia fazer bem mais”, diz comandante da CAESG

De janeiro até hoje, 90 crimes contra bancos foram registrados na Bahia. Desses, 57 foram no Banco do Brasil, 15 no Bradesco e 17 nas demais agências. Sobre o assunto, entrevistamos o Major Arthur Mascarenhas, da CIPE/Sudoeste.

A que o senhor atribui esse crescimento dos assaltos?

O crescimento geral é em decorrência da dinâmica do crime. Antes, os bandidos assaltavam os carros fortes, que eram mais fáceis de serem abordados porque estavam nas rodovias. Com a preocupação das empresas de transportes de valores, houve uma migração dos crimes para as cidades. Os criminosos percebiam que o aparato policial daqueles pequenos municípios era bastante defasado e que ali poderiam lograr êxito nas suas ações, com quadrilhas de 12 a 15 bandidos e armamento de grande poder lesivo, enquanto os policiais trabalhavam com pistolas e fuzis tecnicamente ultrapassados.

O senhor destaca que na região Sudoeste houve um decréscimo desse tipo de crime nos últimos dois meses.

Eu reputo esse fato à dinâmica que começamos a dar ao policiamento especializado nas áreas onde víamos, pelas estatísticas dos anos anteriores, como as mais problemáticas. Começamos a fortalecer o policiamento especializado e os nossos policiais têm, hoje, equipamento suficiente para enfrentar qualquer uma dessas quadrilhas.

Mas há municípios em que o aparato policial é mínimo…

Não posso negar que o policiamento das cidades pequenas é insuficiente para combater esse tipo de ação delituosa. Daí que se fez surgir essas companhias especializadas, com efetivo e armamento maiores, maior  emprego tático e técnico  do que o policiamento convencional.

E os bancos, eles cumprem seu papel no quesito segurança?

O banco poderia fazer bem mais. Hoje, eles se preocupam apenas com o monitoramento eletrônico dentro das suas agências. Se eles contribuíssem mais com o sistema de segurança pública, poderiam fazer um sistema de monitoramento muito mais efetivo na própria cidade e cercanias das suas agências. Estariam contribuindo com seus funcionários e a população em geral, que é quem investe nessas instituições e acaba sendo vítima dessa violência.


O piquete