
A Organização dos Estados Americanos (OEA) apontou, em relatório preliminar divulgado nesta terça-feira (6), preocupações com a influência política internacional e a insegurança jurídica durante a eleição brasileira. O documento não conclui, porém, que houve interferência estrangeira comprovada no processo.Segundo a missão de observação eleitoral, manifestações de autoridades estrangeiras chegaram “ao extremo de se proferirem insultos contra uma das candidaturas”. A OEA também registrou preocupações com decisões individuais de ministros do STF e do TSE, que, segundo relatos recebidos pelos observadores, “puderam afetar a equidade em alguns momentos da disputa”. O relatório cita ainda o chamado “protagonismo judicial” das duas cortes e decisões relacionadas à desinformação e aos debates eleitorais, apontando que elas teriam provocado “incerteza jurídica”. A missão também informou que uma interrupção temporária na atualização do portal de resultados não afetou a totalização dos votos. A OEA acompanhará o segundo turno, marcado para 25 de outubro.