
O secretário estadual de Relações Institucionais da Bahia, Adolpho Loyola, elevou o tom das críticas ao ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo do Estado, ACM Neto, durante entrevista concedida à rádio Baiana FM nesta segunda-feira (1º). O auxiliar do governador Jerônimo Rodrigues afirmou que o principal nome da oposição precisará responder por promessas feitas ao longo de sua trajetória política na capital baiana. A declaração ocorre em meio ao aumento das trocas de críticas entre integrantes da base governista e aliados de ACM Neto, movimento que já antecipa o clima da disputa política para as próximas eleições estaduais. Durante a entrevista, Loyola afirmou que um eventual confronto direto entre Jerônimo Rodrigues e ACM Neto será uma oportunidade para discutir compromissos assumidos pelo ex-prefeito durante suas campanhas e sua gestão à frente da Prefeitura de Salvador. “Fique muito tranquilo, ex-prefeito. Na sua hora, sua hora vai chegar. Você vai ter tête-à-tête com o governador Jerônimo. E nós vamos colocar em panos limpos tudo. Você vai poder perguntar, nós também vamos poder perguntar todas aquelas promessas que você fez na época da sua campanha como prefeito. Por que você não fez?”, declarou o secretário. Loyola também sugeriu que ACM Neto demonstra incômodo com comparações entre as gestões estadual e municipal. Além disso, citou a atuação do ex-governador da Bahia e atual ministro da Casa Civil, Rui Costa, apontado como uma das principais lideranças do grupo político que apoia Jerônimo Rodrigues. Nos bastidores, o episódio é visto como mais um capítulo da disputa entre governo e oposição, que intensificam movimentações e discursos de olho no cenário eleitoral dos próximos anos. Enquanto a base governista busca destacar ações da atual administração estadual, a oposição mantém críticas à condução do governo baiano em áreas como infraestrutura, saúde e segurança pública. A expectativa é que o embate político ganhe ainda mais força à medida que o calendário eleitoral se aproxima e os grupos consolidem suas estratégias para a disputa pelo comando do Estado.