Sudoeste Bahia
Publicado em: 30 Out 2018 / 21h00
Autor: Redação

Estudante de Caculé é um dos vencedores no XXIX Prêmio Jovem Cientista

Foto: Divulgação

O anúncio foi realizado nesta terça-feira (30), pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). 

Com o projeto “Captação e uso da água da chuva no ambiente escolar através de caixa feita a partir de garrafas pet e cimento ecológico cinza da fibra do coco”, o estudante Sandro Lúcio Rocha, 17 anos, do 3º ano do Colégio Estadual Norberto Fernandes, localizado em Caculé, ganhou o 2º lugar no XXIX Prêmio Jovem Cientista, na categoria ‘Estudante do Ensino Médio’. O anúncio foi realizado nesta terça-feira (30), pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O projeto foi desenvolvido por meio do Programa Ciência na Escola, da Secretaria da Educação do Estadual, e tem o objetivo de promover uma unidade escolar sustentável através da utilização de materiais recicláveis e orgânicos, contribuindo para economia no uso da água potável. Segundo Sandro, morador da zona rural, a ideia do reservatório para captação da água surgiu a partir da observação de um hábito recorrente na região. “Infelizmente com uma coleta de lixo deficitária, as pessoas acabam queimando as garrafas pet que ficam acumuladas, o que causa a poluição do local, e descartam muitas cascas do coco verde que são colhidos pelo chão. Por isso ao pensar no projeto, propomos a utilização da cinza da fibra do coco para fazermos o reservatório e o uso das garrafas pet em substituição aos tijolos tradicionais. Então ao mesmo tempo que conseguiremos captar água da chuva para utilização na limpeza e banheiros da unidade, o que diminui o consumo da água potável, estaremos reutilizando esse material tornando o ambiente mais saudável na região”, diz. Ainda bem animado com a premiação, que ocorre no dia 4 de dezembro, em Brasília, Sandro fala da importância de atividades que incentivem a iniciação científica nas escolas. “Agradeço bastante ao Programa Ciência na Escola que nos dá essa chance de poder desenvolver projetos de ciências que possam mudar a realidade da escola e da minha região. Além de ser muito bacana ter aparecido essa premiação onde pude me inscrever e ser reconhecido. Acredito que esse projeto possa abrir várias portas e possamos levar essa ação para diversos lugares como uma iniciativa sustentável”, contou.