Sudoeste Bahia
Publicado em: 06 Out 2026 / 05h00
Autor: Redação Sudoeste Bahia

Diesel S-10 sobe 7% em um mês e chega a R$ 7,35 por litro

Foto: Reprodução

O preço médio do diesel S-10 subiu 7% nos postos brasileiros em um mês e chegou a R$ 7,35 por litro na última semana, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O valor representa uma alta de R$ 0,47 em relação à primeira semana de setembro, quando o litro era vendido, em média, por R$ 6,88. Essa foi a quarta semana consecutiva de aumento e levou o combustível ao maior preço desde o fim de abril. Segundo importadores, a alta está relacionada ao aumento dos custos no mercado internacional, em meio à redução da oferta global. Sergio Araújo, presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), afirmou que os estoques internacionais estão baixos e que uma eventual restrição às exportações dos Estados Unidos pode aumentar ainda mais a pressão sobre os preços. Para os consumidores, a alta do diesel pode elevar os custos de transporte de cargas e passageiros, já que o combustível é utilizado por caminhões, ônibus e outros veículos movidos a diesel. O aumento também pode pressionar o preço do frete e, consequentemente, encarecer produtos que dependem do transporte rodoviário para chegar ao consumidor. O Brasil importa cerca de 30% do diesel que consome, enquanto o restante é fornecido principalmente pela Petrobras e pela refinaria Acelen. Segundo estimativa da StoneX em parceria com a Abicom, o custo de importação do diesel também subiu cerca de 7% no período. Na abertura do mercado desta segunda-feira (5), a paridade de importação do produto no porto de Paulínia estava em R$ 6,70 por litro. A Petrobras reajustou o preço do diesel nas refinarias há duas semanas, enquanto a Acelen promoveu dois aumentos em setembro e outubro, que somados chegaram a cerca de R$ 1 por litro, conforme a base de entrega. O setor afirma que o cenário internacional continuará sendo acompanhado diante das ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de restringir exportações do país. Para Araújo, da Abicom, uma eventual proibição poderia provocar nova pressão sobre o mercado brasileiro a partir de novembro.