
De acordo com informações da Polícia Civil, Graciane Almeida Silva justificou que matou a criança porque o bebê chorava muito.
Uma mulher de 30 anos foi presa no início da noite desta quarta-feira (28), após confessar em depoimento ter matado o filho, André Félix, de três meses com um tapa no rosto do bebê, na noite da última terça-feira (27), na zona rural de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia. De acordo com informações da Polícia Civil, Graciane Almeida Silva justificou que matou a criança porque o bebê chorava muito. Graciane também disse ainda que foi a responsável por uma fratura no fêmur que a mesma criança sofreu no dia 12 de novembro. Na ocasião a vítima chegou a ser encaminhada para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h). A equipe médica que realizou o atendimento chegou a desconfiar de possíveis maus tratos, porém não foi formalizado denúncia. Foi preciso imobilizar a perna do bebê que recebeu alta e retornou para casa da mãe que é separada do pai. Na noite de terça a criança retornou sem vida para a unidade de saúde. Ainda de acordo com a polícia, um funcionário da UPA informou a Delegacia de Homicídios sobre a morte de Andre, que havia dado entrada sem apresentar os sinais vitais, após socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) receberem um chamado feito por Graciane.

Na oportunidade, Graciane disse às equipes que fizeram os atendimentos na UPA e no SAMU que seu filho havia passado mal e falecido em casa. A mesma versão foi apresentada aos seus familiares e para a Polícia Civil. Agentes da Delegacia de Homicídios iniciaram uma investigação para verificar a conduta de Graciane que costumava apresentar comportamento agressivo com seus filhos. Após divulgação do laudo de necropsia que apontou traumatismo crânio encefálico como a causa da morte de André, Graciane acabou confessando o crime. Por conta da confissão dela, a polícia informou que vai investigar a morte do irmão gêmeo da vítima que faleceu no dia 06 de novembro, onde foi diagnosticada parada cardiorrespiratória como causa da morte. A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da 10ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), vai solicitar a exumação do corpo para verificar se este sofreu algum tipo de violência que não foi percebida na ocasião da sua morte.