
De acordo com os manifestantes, as crianças da zona rural não têm transporte escolar e, quando há, é superlotado
Na segunda-feira (08), pais de alunos do ensino municipal, acompanhados pela ex-prefeita Francisca Alves Ribeiro, "Chica do PT", vereadores Woshington, Edvaldo e Ronaldo e dos Movimentos Sociais de Carinhanha (Clube de Mães, Movimento de Mulheres, Irmãs Franciscanas, Sindicato dos Trabalhadores Rurais) foram até à Prefeitura de Carinhanha na tentativa de dialogar com o prefeito para resolver a situação precária da educação. De acordo com os manifestantes, as crianças da zona rural não têm transporte escolar e, quando há, é superlotado. Além disso, eles observam a falta de alimentação nas escolas, ausência de professores em sala de aula e não pagamento das 40 horas para alguns professores. "Os ônibus escolares do Programa Federal "Caminho da Escola' foram sucateados pela falta de manutenção e também pelo furto de peças e componentes, hoje estão sem condições alguma de uso. Mais de 30 professores estão fora da sala de aula por não terem sido designados oficialmente para seus postos de trabalho. Sem alocação, seus salários foram reduzidos à míngua, deixando os trabalhadores em situação precária. Isso sem falar que não há merenda na escola. O que foi distribuído pela Prefeitura é alimento com prazo vencido, desviado do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) destinado à famílias carentes", disse Chica do PT.

O manifestantes relataram ainda que após apresentarem a pauta de exigências e esclarecimentos, formaram comissão de negociação para serem recebidos pela Secretaria de Educação, porém, alegam que assim que deixaram pacificamente a área interna da prefeitura, foram agredidos com o uso de spray de pimenta." Diversas pessoas passaram mal e tiveram, além de ardência nos olhos, insuficiência respiratória temporária", disseram. Em entrevista ao Folha do Vale, o prefeito afirmou que segue uma recomendação do Ministério Público Federal (MPF), mas que os alunos não serão prejudicados de forma. Em nota, disse que os vereadores, liderados pela ex-prefeito, incitaram a baderna e violência em um órgão público, dizendo ser este um ato político e não em benefício ao povo. Leia a nota na íntegra. Ouça a entrevista concedida pelos manifestantes à Radio Pontal FM: