
O Cinema de Maria Pinho
Metade da década de quarenta. Havia em Caetité um homem chamado Guilherme Brandão de Castro. Casado com Maria Pinho de Castro, com a qual teve sete filhos. Multiempresário, aquele homem resolveu trazer para aquela cidade algo que já fazia sucesso lá fora e seria inédito ali: Um cinema. O Cine Victória.
O magnífico prédio do Teatro Centenário, já descrito por nós em outra ocasião, é a sede do empreendimento.
A energia que iluminava a cidade era precária e não conseguia movimentar aquele projetor adquirido para o cinema. Instala-se, nos fundos do teatro, um motor de caminhão – Chevrolet – para, através de correias apropriadas, girar o gerador de alta voltagem e ciclagem adequada.
Estava inaugurado o primeiro cinema de Caetité! Devido à vida agitada de Guilherme, piloto de avião, homem de várias atividades e negócios, o mesmo coloca o “Capitão da Pensão” como seu administrador e sócio gerente. E a parceria é vitoriosa, deu certo!
O piloto trazia as fitas cinematográficas em seu avião. No início, filmes mudos. Legendados. Uma orquestra, talvez comandada pelo Capitão que também era músico, tocava ao lado da tela para alegria da platéia. Só depois de 1948 surgiram os filmes sonoros.