
Relembrando os invernos da infância
É um final de tarde cinzento como um borralho de fogão a lenha. Faz frio. O meu pensamento ganha asas e voa lentamente. E pousa na minha infância em Caetité.
Dezoito horas. Fecho os olhos e aguço a audição para ouvir as nove badaladas, em três tempos de três, do carrilhão da Catedral de Santana de Caetité. Eu, menina, tomada banho (com água morninha), faço o sinal da cruz e “rezo” as três Ave Marias, como boa católica que era (será que o fui realmente?).